Em SC, Flávio propõe programa Minha Primeira Empresa para contrapor Bolsa Família

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou neste sábado, 19, em Joinville, no Norte de Santa Catarina, a ideia de criar um programa nacional voltado ao empreendedorismo jovem, que poderia receber o nome de “Minha Primeira Empresa”. A declaração foi feita durante comício realizado em centro de eventos, ao lado do governador Jorginho Mello (PL), que busca a reeleição no estado. O candidato foi o último a discursar no ato, que reuniu apoiadores por cerca de duas horas.
Ao tratar do Bolsa Família, Flávio estabeleceu um contraponto entre a garantia de renda e a perspectiva de independência econômica. Dirigindo-se ao público, perguntou: “Quem recebe o benefício deseja deixar como herança apenas o próprio programa para os filhos?”. Em seguida, afirmou que seu objetivo é ver jovens concluindo estudos, inseridos no mercado de trabalho e, em muitos casos, comandando o próprio negócio. O candidato não detalhou, na ocasião, as regras ou o formato de funcionamento da nova iniciativa.
Ainda sobre o programa de transferência de renda, o postulante esclareceu que não pretende extinguir o Bolsa Família de forma imediata. Explicou que, em seu modelo, o benefício seria mantido parcialmente por um período de transição para famílias que conseguirem emprego formal, até que a nova situação se estabilize. Essa lógica já existe na legislação atual, que permite a permanência com metade do valor enquanto a renda per capita não ultrapassa meio salário mínimo. O candidato também criticou o reajuste de 15,04% anunciado pelo governo federal na quinta-feira, 17, que eleva o piso de R$ 600 para R$ 691 a partir de 1º de outubro.
Santa Catarina foi tomada como referência para a base de um eventual governo. “Aqui existe uma mentalidade de trabalho e de busca por resultados próprios”, observou. “Joinville é prova de que o Brasil pode dar certo quando a iniciativa privada é valorizada”, acrescentou. O estado serviu de inspiração também para propostas de segurança pública: o candidato defendeu estabelecer pena mínima de oito anos para roubo de aparelho celular e instituir trabalho obrigatório para presos, de modo que custeiem parte de sua manutenção no sistema, modelo que disse ter conhecido na região.
Na área econômica, Flávio Bolsonaro prometeu agir logo no início do mandato para simplificar o ambiente de negócios. Anunciou a intenção de revogar mais de mil atos normativos no primeiro dia de governo, com o objetivo de desburocratizar a abertura de empresas e reduzir a carga tributária incidente sobre a folha de pagamento. “O que o trabalhador ganha deve permanecer com ele, e não ser repassado em excesso ao Estado”, sintetizou. A medida visa, segundo ele, estimular contratações formais e fortalecer a atividade produtiva.
O conjunto de propostas apresentadas em solo catarinense reforça o tom que o candidato pretende imprimir à reta final da campanha: valorização do empreendedorismo, redução da presença do Estado e políticas de segurança mais rigorosas. A população acompanha os desdobramentos e aguarda detalhamento de cada medida anunciada. Os próximos dias trarão novos anúncios e debates, e o eleitor terá a oportunidade de avaliar com clareza quais projetos melhor respondem aos desafios do país.





