Erika Hilton foi reeleita por São Paulo, superando a marca que antes era de Joice Hasselmann

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi reeleita para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2026 com 1.596.383 votos, segundo os dados divulgados após o encerramento da apuração. Com esse resultado, ela estabeleceu um novo recorde histórico de votação para uma candidatura à Câmara, superando a marca que pertencia anteriormente a Joice Hasselmann. O desempenho ocorreu em São Paulo, onde Erika terminou atrás apenas de Lucas Pavanato (PL), que recebeu mais de 3 milhões de votos.
A votação alcançada pela deputada representa uma mudança expressiva em relação ao resultado obtido por ela quatro anos antes. Em 2022, quando conquistou seu primeiro mandato federal, Erika recebeu 256.903 votos, número que foi multiplicado por mais de seis na eleição deste ano. A comparação mostra a dimensão do crescimento eleitoral registrado pela parlamentar em sua segunda disputa para a Câmara.
O recorde anterior pertencia a Joice Hasselmann, também eleita por São Paulo, que havia alcançado 1.078.666 votos em 2018. Erika ultrapassou essa marca durante a apuração e terminou a eleição com uma vantagem superior a 500 mil votos em relação ao antigo recorde. O resultado também colocou a deputada entre os candidatos mais votados de todo o país, independentemente de gênero.
Votação de Erika Hilton supera marca histórica
A nova votação de Erika Hilton também fez dela a mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados. Entre as mulheres eleitas em 2026, Sâmia Bomfim (PSOL-SP) apareceu na sequência, com 583.048 votos, enquanto Julia Zanatta (PL-SC) recebeu 560.223 votos. Dessa maneira, Erika ficou muito acima das demais candidaturas femininas que obtiveram destaque na eleição proporcional deste ano.
A trajetória eleitoral da deputada começou antes da chegada ao Congresso Nacional, com sua atuação na política institucional de São Paulo. Nascida em Franco da Rocha, no estado de São Paulo, em 1992, Erika foi vereadora da capital paulista antes de conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2022. Naquele pleito, ela também entrou para a história ao ser uma das duas primeiras mulheres trans eleitas para o Congresso, ao lado de Duda Salabert, do PSOL de Minas Gerais.
Durante o mandato, Erika assumiu posições de destaque na Câmara e passou a presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Ela também esteve diretamente envolvida na articulação de propostas relacionadas à redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6×1. Uma das iniciativas apresentadas por ela foi incorporada, em 2026, a um substitutivo aprovado pela Câmara que reuniu diferentes propostas sobre a jornada dos trabalhadores.
Recorde vem em uma eleição marcada por grandes votações
A eleição de Erika ocorreu em um cenário de votações excepcionais para candidatos à Câmara dos Deputados. Embora tenha estabelecido o recorde entre as mulheres, ela terminou atrás de Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira no total nacional, já que os dois candidatos ultrapassaram a marca de 3 milhões de votos. Os resultados de 2026, portanto, produziram diferentes recordes de votação entre candidaturas de correntes políticas distintas.
Nikolas Ferreira (PL-MG) recebeu 3.119.318 votos, enquanto Lucas Pavanato (PL-SP) alcançou 3.038.438 votos, segundo os resultados divulgados após a apuração. Os dois ultrapassaram o antigo recorde nacional para deputado federal, que havia sido estabelecido por Eduardo Bolsonaro em 2018, quando recebeu cerca de 1,84 milhão de votos. Erika apareceu logo depois no ranking geral, com seus 1.596.383 votos.
O desempenho de Erika também ganhou relevância por representar uma votação muito superior à obtida por ela em sua primeira eleição para a Câmara. Em quatro anos, a parlamentar passou de pouco mais de 256 mil votos para quase 1,6 milhão, ampliando de maneira significativa sua presença eleitoral em São Paulo. O resultado foi registrado mesmo em uma eleição na qual o eleitorado paulista também produziu votações superiores a 3 milhões de votos para outros candidatos.
Erika anuncia continuidade da campanha no segundo turno
Após confirmar a reeleição, Erika Hilton afirmou que pretende continuar participando da mobilização política durante o segundo turno da eleição presidencial. A parlamentar declarou que seguirá com atividades de rua, visitas a diferentes estados e bairros e ações de mobilização pelas plataformas digitais. A atuação anunciada está relacionada à disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que avançaram para a segunda etapa da eleição presidencial.
A deputada também afirmou que pretende atuar contra o que definiu como “ódio e barbárie” e contra o projeto político associado ao bolsonarismo. A declaração foi feita depois da confirmação de sua expressiva votação e indicou que a reeleição não encerraria sua participação na campanha eleitoral de 2026. Dessa forma, Erika deverá manter atividades políticas durante as semanas que antecedem a votação presidencial de 25 de outubro.
Com a reeleição confirmada e o novo recorde estabelecido, Erika Hilton inicia seu próximo mandato como uma das parlamentares mais votadas da história da Câmara dos Deputados. O resultado consolidou uma trajetória iniciada em 2022 e estabeleceu uma diferença superior a 500 mil votos em relação ao recorde feminino anterior. A nova composição da Câmara, que contará novamente com Erika, será definida também pelo desempenho das demais bancadas e pelos resultados das eleições proporcionais de 2026.





