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Flávio Bolsonaro acusa Lula de espalhar fake news sobre fim do Bolsa Família em eventual governo

Nesta segunda-feira, 19 de outubro, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) usou as redes sociais para esclarecer o futuro do programa Bolsa Família em seu governo. A iniciativa ganhou destaque após declarações de Daniella Marques, coordenadora de seu plano de governo, terem gerado interpretações de que o benefício seria encerrado em dois anos. O senador classificou essa versão como informação incorreta e reforçou: “Você que recebe o Bolsa Família, fica tranquilo, o seu benefício está garantido, porque eu vou cuidar de você”.

Segundo Flávio, o que existe é uma proposta de ajuste na regra de permanência no programa após o beneficiário conseguir um emprego formal ou abrir seu próprio negócio. Hoje, quem melhora de situação mantém o recebimento por 12 meses. A ideia apresentada é ampliar esse período para 24 meses. “O futuro ex-presidente Lula está espalhando uma informação errada daquelas cabeludas. Ele está dizendo que eu acabaria com o Bolsa Família em até dois anos. É óbvio que isso não vai acontecer, é óbvio que isso é uma versão distorcida dos fatos”, declarou em vídeo divulgado por sua assessoria.

A coordenadora do plano de governo, Daniella Marques, também se pronunciou para corrigir o entendimento sobre a proposta. Em publicação nas redes sociais, explicou: “O Bolsa Família já tem prazo de continuidade: com o Lula, de um ano, com o Flávio vai ser de dois anos. Ou seja, a sua família hoje, se aumentar a renda ou aceitar um emprego com carteira assinada, com o atual governo mantém o benefício por um ano. Com o Flávio, esse prazo passa para dois anos”. Segundo ela, a mudança visa dar mais segurança para quem está saindo da situação de vulnerabilidade.

Outra novidade apresentada é a regra de retorno ao benefício. Caso a pessoa perca o emprego ou o negócio não dê certo durante esse período de transição, o retorno ao programa seria imediato. “Se acontecer alguma coisa nesse meio tempo — você for demitido, por exemplo, ou a sua empresa não der certo —, no mesmo dia você está recebendo o Bolsa Família de volta. Diferente de como acontece hoje”, pontuou Flávio Bolsonaro. Atualmente, segundo a campanha, o processo de retorno pode levar até 36 meses, dependendo de nova avaliação cadastral.

O candidato também criticou o que chamou de estratégia de gerar apreensão nos eleitores. “Estão querendo enganar as pessoas, estão usando essa estratégia de colocar medo em você. O medo que eles querem esconder é o medo das ruas que estão inseguras, é o medo de olhar na cara de quem está devendo por conta de um governo que não consegue organizar suas contas”, afirmou. Sem mencionar nomes, sugeriu que a distorção sobre seu plano faz parte de uma campanha eleitoral focada na insegurança da população.

É importante destacar que o Bolsa Família é um programa de transferência de renda permanente, e nenhuma das campanhas apresentou proposta de extinguir o benefício para quem se enquadra nos critérios de elegibilidade. O que está em debate são as regras de transição quando a família consegue melhorar sua renda. A diferença principal apresentada é a extensão do prazo de proteção e a agilidade no retorno ao benefício, caso a condição de renda se altere novamente.

Como em qualquer proposta de governo, recomenda-se que o eleitor busque informações completas nos canais oficiais dos candidatos e compare as diferentes versões antes de formar sua opinião. O mais importante é que cada família entenda exatamente o que muda e o que permanece igual, para que a escolha no dia da votação seja feita com tranquilidade e clareza sobre os fatos.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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