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Lula diz que Meta conta mentiras: ‘Favorece alguns em detrimento da democracia’

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez críticas públicas à atuação da Meta — empresa proprietária do Facebook, do Instagram e do WhatsApp — durante transmissão ao vivo realizada na noite desta quinta-feira, 22 de outubro, pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Segundo o petista, a empresa tem disseminado informações incorretas e adotado condutas que prejudicam o funcionamento pleno da democracia.

Críticas à forma como a plataforma opera

Durante a conversa com apoiadores, Lula afirmou que as grandes empresas de tecnologia precisam passar por mudanças profundas em sua forma de atuar. “A Meta vai ter que ser reinventada, porque ela não pode achar que pode enganar a humanidade todo o tempo. Ela já enganou muito, mas agora ela vai ter que se enquadrar nos bons costumes e nas boas maneiras que a sociedade precisa para viver bem”, declarou. Para o presidente, as redes sociais não podem funcionar como espaços sem regras, onde determinados conteúdos são favorecidos em detrimento de outros sem critérios claros e transparentes.

Regulamentação sem censura: o equilíbrio necessário

O candidato esclareceu que a proposta de estabelecer regras mais claras para o ambiente digital não significa cercear a liberdade de expressão. Ele defende que os mesmos princípios que regem a convivência no mundo físico devem ser aplicados também na internet. “Tem que discutir uma regulamentação que não seja censura, mas que trate os crimes no ambiente virtual como são tratados no mundo offline. Isso não tem nada de fim de liberdade de expressão”, explicou. A ideia, segundo ele, é garantir responsabilidade sobre o que é compartilhado, sem impedir o livre debate de ideias.

O exemplo do ECA Digital

Como referência positiva, Lula citou a recente aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, norma brasileira que estabelece proteções específicas para menores de idade no ambiente online. “É a melhor regulamentação do mundo”, avaliou o presidente. A lei estabelece diretrizes para que plataformas garantam maior segurança, privacidade e proteção a crianças e adolescentes que utilizam a internet, servindo como modelo, segundo ele, para outras discussões sobre o tema.

Mensagem de força e engajamento eleitoral

A fala também integrou um discurso de mobilização dos eleitores nas redes sociais. “A gente vai enfrentar essa disputa de frente, sim. Nosso movimento vai provar nesta eleição que é possível vencer mesmo quando não temos os mesmos recursos de comunicação que outros possuem”, afirmou, em referência ao engajamento que tem buscado junto aos eleitores nas plataformas digitais. A mensagem foi recebida por apoiadores como um reforço da importância da participação popular para disseminar informações corretas e combater a desinformação.

Debate global e futuro das plataformas

As declarações de Lula ocorrem em um momento em que diversos países discutem novas formas de regulamentar as grandes plataformas digitais. Questões como transparência dos algoritmos, responsabilidade sobre conteúdos danosos, proteção de dados pessoais e equidade no acesso à informação estão na pauta de governos e organizações internacionais. O tema deve continuar sendo debatido independentemente do resultado eleitoral, pois afeta diretamente a forma como toda a sociedade se comunica, se informa e participa da vida pública.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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