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Pesquisa Quaest ouviu mais de 2.000 pessoas e o resultado mostra uma diferença pequena entre Lula e Flávio Bolsonaro

A disputa pela Presidência da República chegou à reta final com um cenário de equilíbrio entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 21 de outubro. O levantamento registrou 45% das intenções de voto para Flávio e 44% para Lula, indicando uma diferença de apenas um ponto percentual entre os dois candidatos. Entretanto, como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico e não permite afirmar que um dos concorrentes tenha uma vantagem estatisticamente comprovada.

A pesquisa eleitoral foi divulgada quatro dias antes do segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro, quando os brasileiros escolherão o próximo presidente da República. Nesse contexto, cada movimento das campanhas, cada debate e cada declaração pública podem ganhar importância na tentativa de conquistar os eleitores que ainda não definiram completamente sua posição. Além disso, os números demonstram que a disputa permanece aberta, apesar da vantagem numérica atribuída ao candidato do PL, e reforçam a necessidade de interpretar os levantamentos com atenção às respectivas metodologias.

O estudo ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, em entrevistas realizadas entre os dias 17 e 20 de outubro, e apresentou nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal O Globo, além de ter sido registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08535/2026. Entre os entrevistados, 9% declararam voto branco ou nulo, ou disseram não manifestar preferência por nenhum dos candidatos, enquanto 2% se identificaram como indecisos, conforme os dados divulgados pela CNN Brasil.

Quaest mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula

O resultado da Quaest chama a atenção porque Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula, em uma das etapas mais decisivas da eleição presidencial de 2026. Embora a diferença favoreça numericamente o senador, a margem de erro impede que esse ponto percentual seja interpretado como uma liderança consolidada. Portanto, o dado central do levantamento não é apenas a posição dos candidatos, mas a proximidade entre eles em um cenário no qual a definição do resultado dependerá dos votos efetivamente depositados nas urnas.

A comparação com o primeiro turno também ajuda a compreender a dimensão da disputa, já que Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%, segundo os resultados eleitorais apresentados pela reportagem. Naquela etapa, os candidatos chegaram à segunda votação com uma diferença de 1,87 ponto percentual, mantendo a competição concentrada entre os dois principais nomes da corrida presidencial. Agora, com a aproximação do dia da votação, as campanhas precisam preservar seus eleitores e buscar apoio adicional, sobretudo entre os segmentos que ainda demonstram dúvidas ou menor disposição para participar do processo eleitoral.

Outro aspecto importante é que a pesquisa foi realizada após o debate entre Lula e Flávio exibido pela TV Band no domingo, 18 de outubro, o que permite observar as intenções de voto em um contexto posterior ao confronto televisivo. Ainda assim, não é possível atribuir automaticamente a diferença registrada a uma fala específica, ao desempenho de um dos candidatos ou à repercussão nas redes sociais. Para estabelecer relações desse tipo, seria necessário analisar outros indicadores e comparar diferentes levantamentos, considerando também o período das entrevistas e os acontecimentos políticos que marcaram os dias anteriores.

Pesquisa Quaest e os fatores que podem influenciar o segundo turno

A reta final da eleição presidencial envolve diferentes fatores, entre eles a avaliação do governo, a confiança nos candidatos, as propostas econômicas e as preocupações relacionadas aos serviços públicos. Nesse cenário, Lula procura defender a continuidade de sua administração, enquanto Flávio Bolsonaro tenta consolidar sua candidatura como alternativa ao atual governo federal. Consequentemente, temas como renda, emprego, custo de vida, segurança pública e políticas sociais podem influenciar a decisão dos eleitores, embora a importância atribuída a cada assunto varie conforme a realidade e as prioridades de cada grupo.

Além das propostas, a capacidade de comunicação das campanhas também pode desempenhar um papel relevante na reta final, especialmente em um ambiente marcado pela circulação rápida de informações em plataformas digitais. Entretanto, o alcance de publicações, vídeos e mensagens não corresponde necessariamente à quantidade de votos que um candidato receberá, pois engajamento nas redes sociais e intenção de voto são indicadores diferentes. Por isso, embora a mobilização de apoiadores possa contribuir para ampliar a visibilidade dos concorrentes, o resultado eleitoral depende de uma combinação de fatores que não pode ser resumida a um único indicador.

A leitura dos números também exige atenção à diferença entre intenções de voto totais e votos válidos, uma vez que essas medidas apresentam bases de cálculo distintas. Enquanto as intenções totais consideram as respostas dos entrevistados nas categorias divulgadas pelo instituto, os votos válidos excluem brancos e nulos para estimar a distribuição entre os candidatos, aproximando a comparação do critério utilizado na apuração oficial. Dessa maneira, os percentuais precisam ser apresentados com a identificação correta do indicador, evitando comparações diretas que possam produzir interpretações equivocadas sobre o tamanho da vantagem de cada concorrente.

Eleição presidencial de 2026 entra na fase decisiva

A pesquisa Quaest divulgada em 21 de outubro reforça que a eleição presidencial permanece indefinida, com Flávio Bolsonaro numericamente à frente e Lula a apenas um ponto percentual de distância. Como a diferença está dentro da margem de erro, os dados não permitem determinar antecipadamente quem será eleito, nem garantem que as intenções de voto permanecerão iguais até o encerramento da campanha. Além disso, a presença de eleitores que preferem votar em branco ou nulo e de pessoas indecisas mostra que a reta final ainda exige cautela na interpretação dos possíveis cenários.

Com a votação marcada para 25 de outubro, os próximos dias serão decisivos para a atuação das campanhas e para a escolha dos eleitores que participarão do segundo turno. A definição do novo presidente dependerá da votação efetivamente registrada nas urnas, e não apenas das estimativas produzidas pelos institutos de pesquisa durante a campanha eleitoral. Até lá, a Quaest oferece um retrato das preferências manifestadas pelos entrevistados entre 17 e 20 de outubro, período em que Flávio Bolsonaro marcou 45% e Lula registrou 44% das intenções de voto.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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