Pesquisa Real Time Big Data mostra quem está na frente no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro

A nova pesquisa Real Time Big Data colocou Lula e Flávio Bolsonaro em uma situação de empate no segundo turno da eleição presidencial de 2026, revelando uma disputa muito mais apertada do que a registrada em levantamentos anteriores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem com 44% das intenções de voto cada um, enquanto 9% dos entrevistados disseram que votariam em branco ou nulo e 3% não souberam ou preferiram não responder. Dessa forma, a nova pesquisa Real Time Big Data reforça a percepção de que a corrida pelo Palácio do Planalto está aberta e poderá sofrer novas mudanças até a votação.
O resultado chama atenção principalmente porque Lula havia terminado a rodada anterior com vantagem sobre Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa direta, mas essa diferença desapareceu no levantamento mais recente. Em julho, o petista registrava 45%, enquanto o senador do PL tinha 42%, cenário que representava uma vantagem de três pontos para o atual presidente. Agora, Flávio avançou dois pontos, Lula oscilou um ponto para baixo e os dois chegaram aos mesmos 44%, dentro de uma margem de erro de dois pontos percentuais.
Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que o primeiro turno apresenta uma fotografia diferente daquela observada na simulação da segunda etapa. Lula aparece na liderança com 38%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 30% no cenário sem Pablo Marçal, e Augusto Cury surge em terceiro lugar com 11%, seguido por Renan Santos, com 7%. Portanto, embora o presidente ainda tenha vantagem na primeira rodada, a aproximação de Flávio no segundo turno e o crescimento de Cury acrescentaram novas variáveis à disputa presidencial.
Nova pesquisa Real Time Big Data acirra disputa presidencial
A série histórica da nova pesquisa Real Time Big Data mostra que a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro vem oscilando ao longo de 2026, sem que um dos dois consiga manter uma vantagem constante. Em março, Lula tinha 42% contra 41% de Flávio, enquanto em maio o senador chegou a aparecer numericamente à frente, com 44% contra 43% do presidente. Posteriormente, Lula recuperou espaço, alcançou 45% contra 40% em junho e manteve 45% contra 42% em julho, antes de chegar ao empate registrado agora.
A evolução dos números indica que o eleitorado ainda não consolidou uma preferência definitiva entre os dois principais nomes que aparecem no cenário de segundo turno. Além disso, a diferença atual está dentro da margem de erro, o que significa que não é possível afirmar, apenas com esse levantamento, que Lula ou Flávio esteja efetivamente à frente na disputa. Por isso, o dado mais relevante da pesquisa não é somente o percentual de cada candidato, mas a demonstração de que a vantagem que Lula possuía anteriormente foi reduzida até desaparecer numericamente.
Outro fator que merece atenção é o desempenho de Augusto Cury, que passou a ocupar uma posição relevante no primeiro turno e pode interferir diretamente na distribuição dos votos de direita. O candidato do Avante alcançou 11% no levantamento telefônico, depois de ter aparecido anteriormente em patamares bem menores, e seu crescimento foi associado por análises recentes ao aumento de sua presença nas redes sociais e à repercussão de sua participação em debates. Assim, enquanto Lula continua liderando a primeira etapa, Flávio passou a enfrentar uma concorrência mais forte dentro do próprio campo oposicionista.
Lula e Flávio Bolsonaro disputam eleitorado decisivo
A composição regional dos votos também revela diferenças importantes entre Lula e Flávio Bolsonaro e ajuda a explicar por que o segundo turno permanece tão equilibrado. Lula apresenta vantagem expressiva no Nordeste, enquanto Flávio aparece numericamente à frente no Sul e também registra desempenho competitivo no Centro-Oeste, ao passo que no Sudeste os dois aparecem praticamente empatados. Esse cenário mostra que a eleição deverá ser decidida por diferentes grupos regionais e sociais, especialmente pelos eleitores que ainda podem mudar de posição durante a campanha.
O comportamento dos eleitores também varia conforme o gênero, segundo os recortes divulgados pelo levantamento. Entre os homens, Flávio aparece numericamente à frente de Lula no primeiro turno, enquanto entre as mulheres o presidente apresenta vantagem significativamente maior, demonstrando que a composição do eleitorado poderá exercer influência importante sobre o resultado final. Além disso, temas como segurança pública, saúde e inflação aparecem entre as principais preocupações citadas pelos entrevistados, indicando que a campanha deverá ser disputada também em torno de questões concretas do cotidiano.
A pesquisa ainda mostrou que Lula não enfrenta apenas Flávio em possíveis confrontos de segundo turno, pois outros nomes da oposição também foram testados pelo instituto. Contra Ronaldo Caiado, o governador aparece numericamente à frente por 45% a 43%, enquanto Lula registra 43% contra 40% de Romeu Zema e 44% contra 40% de Pablo Marçal, em cenários nos quais as diferenças também estão dentro ou próximas da margem de erro. Já diante de Renan Santos, o presidente apresenta uma vantagem maior, com 44% contra 37%, indicando que a competitividade de cada adversário varia consideravelmente conforme o nome colocado diante do eleitor.
Pesquisa Real Time Big Data mostra eleição aberta
A metodologia precisa ser considerada para que os números sejam interpretados corretamente, sobretudo porque pesquisas eleitorais representam um retrato de determinado momento e não uma previsão do resultado das urnas. O Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores entre 27 e 31 de agosto de 2026, por telefone e internet, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03490/2026 e foi realizado com recursos próprios do instituto.
A nova pesquisa Real Time Big Data, portanto, apresenta uma eleição presidencial marcada por forte equilíbrio entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, enquanto o primeiro turno ainda mostra vantagem do presidente e crescimento significativo de Augusto Cury. Como consequência, tanto o governo quanto a oposição deverão intensificar suas estratégias para conquistar eleitores que ainda não estão completamente convencidos sobre qual candidato apoiar. Com a campanha apenas em sua fase inicial, novos debates, alianças, acontecimentos políticos e mudanças na percepção dos eleitores poderão alterar novamente o cenário apresentado pelo levantamento.





