Presidente Lula discursou na abertura da ONU em Nova York, nesta terça-feira, dia 22

A delegação dos Estados Unidos foi a única, entre os mais de 190 países com assento na plenária da Organização das Nações Unidas, a não se levantar para aplaudir o último discurso do secretário-geral António Guterres na abertura da Assembleia Geral. O episódio ocorreu nesta terça-feira (22), em Nova York, durante a 81ª Assembleia Geral da ONU, e também chamou atenção porque os representantes norte-americanos não acompanharam os aplausos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cena foi destacada pela colunista Mariana Sanches, do UOL, em um título que colocou o comportamento da delegação americana no centro do relato.
Guterres, que ocupa o cargo de secretário-geral desde 2017, está encerrando seu período à frente das Nações Unidas e ainda não tem um sucessor definido. Durante seu discurso, ele abordou temas como os conflitos internacionais, a situação no Oriente Médio, a reforma do Conselho de Segurança, igualdade de gênero, mudanças climáticas e inteligência artificial. Em diferentes momentos da fala, o público presente reagiu com aplausos, mas os representantes dos Estados Unidos permaneceram sentados.
A reportagem relacionou o episódio ao atual momento de tensão entre o governo dos Estados Unidos e a ONU. O presidente Donald Trump e seus aliados têm feito críticas à organização, enquanto Guterres defendeu posições que incluem uma reforma do Conselho de Segurança e uma solução de dois Estados para o conflito entre Israel e Palestina. Nesse contexto, a ausência da delegação americana durante os aplausos ganhou destaque entre os acontecimentos da abertura da Assembleia Geral.
O discurso de despedida de António Guterres
Durante sua última participação como secretário-geral na abertura da Assembleia Geral, Guterres afirmou que as divisões geopolíticas se aprofundaram durante a última década. Ele mencionou conflitos internacionais e criticou violações de direitos humanos, o uso da fome como arma e o desrespeito ao direito internacional. O português também pediu aos líderes reunidos em Nova York que buscassem diálogo, redução das tensões e mecanismos para enfrentar as crises internacionais.
Outro ponto abordado pelo secretário-geral foi a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU. Guterres defendeu que a composição do órgão reflita melhor a realidade internacional atual, uma reivindicação que também integra a posição brasileira sobre a reforma das Nações Unidas. Além disso, ele tratou dos desafios provocados pelas mudanças climáticas e pelo avanço da inteligência artificial, defendendo medidas internacionais para enfrentar essas questões.
A defesa de uma solução de dois Estados para o conflito entre Israel e Palestina também esteve entre os pontos que receberam aplausos durante a fala de Guterres. Segundo o relato da colunista Mariana Sanches, a delegação dos Estados Unidos não acompanhou essas manifestações do público. A cena ocorreu enquanto nenhum representante de alto escalão do governo americano estava sentado na plenária durante o discurso do secretário-geral.
Delegação americana também não aplaude discurso de Lula
Pouco antes do início do discurso de Lula, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, juntou-se à delegação norte-americana na plenária. Quando o presidente brasileiro iniciou sua fala, sob aplausos do público, Bessent e os diplomatas americanos não acompanharam a manifestação. Segundo a reportagem, comportamento semelhante havia sido observado no discurso de Lula na Assembleia Geral do ano anterior.
Lula utilizou seu discurso para defender a soberania brasileira e fazer críticas ao que classificou como interferências externas. O presidente afirmou que o Brasil não cabe no “quintal” de nenhum país e também abordou temas como democracia, conflitos internacionais, o Conselho de Segurança da ONU, o Pix e o fim da escala de trabalho 6×1. Embora tenha feito referências aos Estados Unidos, Lula não citou nominalmente Donald Trump durante essas críticas.
Depois do discurso brasileiro, Trump ocupou a tribuna como o segundo líder de Estado a falar na sessão. Segundo a reportagem do UOL, uma autoridade da Casa Branca havia indicado que o presidente americano apresentaria uma defesa de sua política externa e de sua chamada Doutrina Donroe, interpretação adotada por seu governo sobre a primazia dos Estados Unidos no continente americano. A delegação americana, portanto, permaneceu no centro das atenções após não acompanhar os aplausos destinados tanto a Guterres quanto a Lula.
O que o título destaca sobre a cena na ONU
O título da coluna de Mariana Sanches chama atenção para o fato de a delegação dos Estados Unidos ter sido a única, entre os mais de 190 países representados na plenária, a não se levantar para aplaudir Guterres. A formulação também acrescenta que os americanos não aplaudiram Lula, estabelecendo uma ligação entre os dois momentos observados durante a abertura da Assembleia Geral. Dessa forma, o título destaca um comportamento protocolar que acabou ganhando relevância na cobertura do evento.
A cena ocorreu em uma Assembleia Geral marcada por debates sobre guerras, soberania, mudanças climáticas, inteligência artificial e o papel das instituições multilaterais. Guterres encerra seu mandato em um período descrito pela própria reportagem como de crise política e financeira para a ONU, enquanto Lula apresentou críticas ao funcionamento da organização e às ações de grandes potências. Ao mesmo tempo, a participação de Trump acrescentou outro elemento às discussões sobre a relação entre os Estados Unidos e as Nações Unidas.
A ausência dos aplausos da delegação americana para Guterres e Lula, portanto, tornou-se uma das cenas destacadas na cobertura da abertura da 81ª Assembleia Geral. O comportamento foi registrado pela colunista Mariana Sanches diretamente de Nova York e também foi observado durante a participação de Trump no evento. O episódio ocorreu em meio a diferenças públicas entre o governo dos Estados Unidos, a ONU e posições apresentadas por Lula durante seu discurso.





