Quaest revela mudança na rejeição de Lula e Flávio às vésperas do segundo turno

Quaest: Flávio é rejeitado por 52% dos eleitores; Lula, por 47%
A rejeição dos candidatos voltou a chamar a atenção no cenário da eleição presidencial de 2026. Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) mostra que 52% dos eleitores afirmam que não votariam no senador Flávio Bolsonaro (PL) de jeito nenhum. Em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o índice é de 47%. Os dois candidatos disputam o segundo turno, marcado para o próximo dia 25, em uma corrida na qual conquistar novos apoiadores e reduzir a resistência de parte do eleitorado pode fazer diferença. Além disso, a comparação com o levantamento anterior indica uma queda mais expressiva na rejeição a Lula, enquanto a variação registrada para Flávio permaneceu dentro da margem de erro. Os números, portanto, ajudam a compreender um dos desafios centrais das campanhas na reta final: convencer quem ainda demonstra resistência a um dos concorrentes.
Quaest: Flávio é rejeitado por 52% e Lula por 47%
De acordo com a pesquisa, pouco mais da metade dos entrevistados declarou que não votaria em Flávio Bolsonaro em nenhuma circunstância. No caso de Lula, o percentual foi de 47%. Embora os índices indiquem níveis diferentes de rejeição, é importante observar que eles representam as respostas dos participantes sobre sua disposição de votar nos candidatos, e não uma previsão definitiva do resultado eleitoral.
A rejeição é um indicador relevante porque ajuda a medir a dificuldade que cada candidatura pode enfrentar para ampliar sua base de apoio. Em uma eleição disputada em dois turnos, os candidatos precisam ir além de mobilizar seus eleitores mais fiéis: também devem buscar o apoio de pessoas que votaram em outras candidaturas, estão indecisas ou apresentam resistência aos nomes que chegaram à etapa final.
Nesse contexto, o índice de Flávio, de 52%, mostra que uma parcela expressiva dos entrevistados manifesta resistência à sua candidatura. Já os 47% atribuídos a Lula indicam que o presidente também enfrenta um contingente significativo de eleitores que descartam votar nele. Entretanto, esses percentuais não devem ser interpretados isoladamente, pois a decisão final também pode ser influenciada pelas propostas, pela avaliação dos governos, pelos debates e por acontecimentos próximos à votação.
Rejeição de Lula cai, enquanto índice de Flávio oscila
A comparação com a pesquisa divulgada na semana anterior revela mudanças nos dois indicadores. Naquele levantamento, a rejeição a Lula era de 53%, mas caiu para 47% na nova rodada. A diferença de seis pontos percentuais foi considerada superior à margem de erro de dois pontos indicada para a pesquisa.
No caso de Flávio Bolsonaro, o índice passou de 54% para 52%, uma redução de dois pontos percentuais. Como essa variação está dentro da margem de erro informada, não é possível afirmar, com base apenas nesses números, que houve uma queda estatisticamente conclusiva na rejeição ao senador.
A diferença entre os movimentos merece atenção. Enquanto o percentual de eleitores que rejeitam Lula apresentou uma redução mais acentuada, o indicador de Flávio registrou uma oscilação menor. Ainda assim, a pesquisa não permite identificar, por si só, quais fatores explicam as mudanças nem comprovar que os eleitores que deixaram de rejeitar um candidato passaram a apoiá-lo.
Além disso, rejeição e intenção de voto são medidas distintas. Um entrevistado pode afirmar que não votaria em determinado candidato e, ao mesmo tempo, preferir outro nome; também pode não demonstrar entusiasmo por nenhuma das opções. Por isso, a análise completa do cenário eleitoral exige observar diferentes indicadores, em vez de utilizar apenas um percentual para explicar toda a disputa.
O que os índices de rejeição significam para o segundo turno?
A poucos dias da votação, os dados colocam um desafio semelhante para as duas campanhas: ampliar o apoio sem perder os eleitores já conquistados. Para Lula, a redução da rejeição representa uma mudança favorável nesse indicador, embora não seja suficiente para garantir crescimento na intenção de voto. Para Flávio, o percentual acima de 50% demonstra que ainda existe uma parcela expressiva do eleitorado que afirma não aceitar sua candidatura.
Entretanto, a rejeição não funciona como um bloqueio definitivo para todos os eleitores. As preferências podem mudar ao longo da campanha, especialmente quando os candidatos apresentam propostas, participam de debates ou respondem a preocupações concretas da população. Dessa maneira, a capacidade de transmitir mensagens claras e conquistar a confiança de novos segmentos pode ser importante na reta final.
Também é necessário considerar que os eleitores não tomam decisões exclusivamente com base na avaliação pessoal dos candidatos. Questões econômicas, segurança pública, serviços de saúde, educação e expectativas sobre o futuro do país podem influenciar a escolha. Assim, os índices de rejeição oferecem uma referência sobre a resistência existente, mas não explicam sozinhos como cada pessoa decidirá seu voto.
Pesquisa Quaest mostra diferenças entre os candidatos
Os resultados divulgados permitem observar que Flávio Bolsonaro apresenta rejeição de 52%, cinco pontos percentuais acima dos 47% registrados por Lula. Essa diferença, contudo, deve ser analisada levando em conta a margem de erro e as demais informações do levantamento. A pesquisa tem margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Esses parâmetros são utilizados para indicar a incerteza estatística associada às estimativas obtidas por meio da amostra. Portanto, os percentuais representam uma estimativa das respostas do eleitorado, e não uma contagem individual de todos os brasileiros aptos a votar. Além disso, o nível de confiança de 95% não significa que exista uma probabilidade de 95% de o resultado eleitoral corresponder aos números da pesquisa.
Por esse motivo, a leitura dos dados exige cautela. Embora a diferença entre os índices seja relevante para compreender o cenário, a rejeição não deve ser confundida com intenção de voto, nem utilizada isoladamente para estabelecer quem tem mais chances de vencer. Para avaliar a disputa de maneira mais abrangente, é necessário considerar também os percentuais de preferência eleitoral, a parcela de indecisos e a participação esperada nas urnas.
Como a pesquisa Quaest foi realizada?
O levantamento divulgado nesta quarta-feira ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi contratada pela Globo e pelo jornal O Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08535/2026.
Essas informações metodológicas são importantes para que o leitor compreenda o alcance dos resultados. A amostra corresponde ao grupo de pessoas entrevistadas, enquanto os percentuais são utilizados para estimar as opiniões do eleitorado dentro dos parâmetros do levantamento. A margem de erro ajuda a dimensionar a incerteza das estimativas, embora não elimine todas as possíveis limitações de uma pesquisa.
Além disso, os dados refletem as respostas coletadas durante o período de entrevistas. Como a campanha continua até a votação, novas declarações, debates e acontecimentos podem influenciar a percepção dos eleitores. Portanto, o levantamento oferece um retrato daquele momento, e não uma garantia de que os mesmos percentuais serão encontrados no dia da eleição.
O que a rejeição pode indicar sobre o resultado da eleição?
A pesquisa Quaest evidencia que Lula e Flávio Bolsonaro chegam à reta final do segundo turno enfrentando níveis expressivos de resistência. Ao mesmo tempo, a queda de seis pontos na rejeição ao presidente, em comparação com a semana anterior, contrasta com a redução de dois pontos observada no índice do senador, que permaneceu dentro da margem de erro.
Esses movimentos ajudam a identificar desafios diferentes para as campanhas. Lula precisa avaliar se a redução da rejeição também se traduz em maior disposição de voto, enquanto Flávio enfrenta a tarefa de compreender como conquistar eleitores que ainda descartam sua candidatura. Em ambos os casos, a comunicação política e a capacidade de responder às preocupações do eleitorado podem influenciar a reta final.
Em síntese, os números mostram que a rejeição é uma variável importante, mas não suficiente para antecipar o resultado das urnas. A decisão dependerá do conjunto de fatores que compõem a escolha eleitoral, incluindo as preferências dos eleitores, a avaliação dos candidatos e a participação na votação. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, a pesquisa oferece um panorama da resistência aos dois concorrentes e ajuda a explicar por que conquistar a confiança de novos eleitores continua sendo um dos principais desafios da disputa.





