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Roberta Luchsinger disse que teme pela segurança de sua família e por isso resolver agir antes que algo aconteça

A empresária Roberta Luchsinger decidiu enviar suas duas filhas para fora do Brasil após relatar ameaças contra ela e as jovens, em meio à repercussão de seu nome nas investigações sobre suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Apontada como próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ela afirmou temer pela segurança da família e responsabilizou publicamente o chefe do Executivo caso algo aconteça com elas. A decisão foi divulgada depois de uma entrevista à CNN Brasil, exibida em 17 de outubro, na qual a empresária relatou intimidações e fez acusações contra o presidente.

Durante a entrevista, Roberta afirmou que passou a receber ameaças de morte e que suas filhas também se tornaram alvos de ataques e intimidações nas redes sociais. As jovens têm 16 e 21 anos, segundo as informações divulgadas sobre o caso, e a empresária declarou que a preocupação com a segurança delas foi determinante para tornar sua situação pública. Ao explicar sua decisão, ela fez um alerta direto a Lula e afirmou que, caso algo aconteça com ela ou com as filhas, considera o presidente responsável.

A empresária relacionou o aumento da hostilidade à exposição pública de seu nome e às declarações de Lula, que a chamou de “pilantra” durante uma sabatina concedida à TV Globo. Na avaliação de Roberta, a fala do presidente contribuiu para ampliar os ataques contra sua família, especialmente porque veio de uma das figuras políticas mais conhecidas do país. As acusações foram feitas pela própria empresária e integram uma disputa pública que também envolve investigações ainda em andamento, sem que as alegações representem uma conclusão judicial sobre a responsabilidade dos envolvidos.

Roberta Luchsinger decide enviar as filhas para o exterior

A decisão de retirar as duas jovens do Brasil foi apresentada por Roberta como uma medida de proteção diante do que descreveu como ameaças recorrentes. Em sua entrevista, ela relatou que recebe intimidações de morte e afirmou que as filhas também enfrentam ataques virtuais, incluindo mensagens violentas e manifestações de bullying. A empresária não informou publicamente a data exata da viagem nem o destino escolhido para as jovens, de modo que esses detalhes permaneceram sem confirmação nas informações divulgadas.

Roberta declarou que a segurança das filhas foi uma das principais razões para falar publicamente sobre o caso e contestar as declarações feitas pelo presidente. Segundo seu relato, a exposição de seu nome e os ataques que afirma sofrer tornaram a situação familiar mais difícil, levando-a a procurar meios de proteger as jovens. Ela também afirmou que as ameaças já haviam sido comunicadas às autoridades responsáveis por meio de seus advogados, informação que atribuiu à própria defesa.

Em um dos trechos mais contundentes da entrevista, a empresária afirmou: “Se algo acontecer comigo ou com as minhas filhas, a culpa é do Lula”. A declaração ampliou a repercussão do caso porque direcionou ao presidente uma advertência pública relacionada à segurança de sua família. A afirmação, entretanto, representa a posição de Roberta sobre o episódio e não comprova que Lula tenha participado das ameaças relatadas, cuja autoria e circunstâncias dependem de apuração pelas autoridades competentes.

Investigação do INSS envolve empresária e filho do presidente

Roberta Luchsinger ganhou destaque nas notícias políticas por sua proximidade com Lulinha e por ser investigada no contexto da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de irregularidades relacionadas a descontos em benefícios do INSS. A investigação também alcança o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado nas apurações como uma figura relevante no esquema investigado. A presença dos nomes no mesmo contexto investigativo não significa, por si só, que todos tenham cometido crimes, e as suspeitas precisam ser examinadas conforme as provas reunidas.

Reportagens sobre a investigação mencionaram transferências de R$ 1,5 milhão atribuídas a Antunes e recebidas por Roberta, além de suspeitas sobre a possível destinação de recursos e sua relação com pessoas próximas ao poder público. Esses elementos fazem parte das apurações divulgadas pela imprensa e não devem ser tratados como comprovação definitiva de responsabilidade criminal. A empresária também passou a contestar publicamente a forma como seu nome foi associado ao caso e afirmou estar disposta a responder às autoridades sobre os fatos investigados.

Na entrevista à CNN Brasil, Roberta ainda contestou declarações de Lula sobre a relação de seu filho com integrantes do governo federal. Ela afirmou ter presenciado encontros de Lulinha com ministros e mencionou ocasiões em que, segundo seu relato, eles estiveram juntos em Brasília e em outros locais. Essas afirmações foram feitas pela empresária durante a entrevista, enquanto Lula e Lulinha negaram acusações relacionadas ao caso, conforme noticiado pela imprensa, e as alegações seguem sujeitas à verificação.

Empresária faz alerta público e aumenta pressão sobre Lula

As declarações de Roberta provocaram repercussão política porque combinaram relatos de ameaças contra sua família com acusações dirigidas diretamente ao presidente da República. Após a entrevista, integrantes da oposição defenderam que ela e as filhas recebessem proteção, enquanto o episódio passou a integrar o debate sobre as investigações envolvendo o INSS e pessoas próximas ao entorno presidencial. A discussão também levantou questionamentos sobre a segurança de pessoas citadas em apurações de grande repercussão e sobre a responsabilidade de autoridades diante de ameaças denunciadas publicamente.

Roberta afirmou que pretende se defender das acusações e criticou o que considera uma exposição injusta de seu nome antes da conclusão das investigações. Ela também declarou que deseja colaborar com os esclarecimentos do caso, embora tenha indicado que existem limites judiciais para os detalhes que poderia apresentar publicamente naquele momento. Até que as autoridades apurem as ameaças e esclareçam os fatos investigados, as declarações da empresária, as respostas dos citados e os elementos reunidos no inquérito precisam ser considerados separadamente.

A decisão de enviar as filhas para o exterior tornou-se o principal desdobramento pessoal do caso e evidenciou a preocupação manifestada por Roberta com a segurança da família. A empresária afirmou que as intimidações aumentaram depois de sua exposição pública e reiterou que responsabilizará Lula caso algo aconteça com ela ou com as jovens. Até 20 de outubro de 2026, as informações divulgadas indicavam que a viagem havia sido decidida, mas não apresentavam confirmação pública da data de saída nem do destino escolhido para as duas filhas.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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