Pesquisa Nexus/BTG revelou que Augusto Cury vem crescendo rapidamente na corrida à Presidência

Augusto Cury chegou a 11% das intenções de voto para a Presidência da República e se tornou o primeiro candidato identificado com a terceira via a alcançar dois dígitos na pesquisa Nexus/BTG. O escritor e candidato do Avante cresceu nove pontos percentuais em apenas uma semana e passou a ocupar a terceira colocação no levantamento, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. O resultado chamou atenção porque Cury havia registrado apenas 2% na rodada anterior da mesma pesquisa, divulgada em 24 de agosto, mostrando uma mudança expressiva em um intervalo bastante curto.
A nova pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 30 de agosto, com 2.005 eleitores entrevistados por telefone em todo o país. O levantamento apresenta margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08900/2026. Nesse cenário, Lula aparece com 39%, Flávio Bolsonaro tem 33%, Augusto Cury chega a 11% e Ronaldo Caiado permanece com 5%, enquanto outros candidatos aparecem com percentuais menores.
A evolução de Cury ganha ainda mais relevância quando comparada às pesquisas anteriores da Nexus/BTG. Em 3 de agosto, o candidato do Avante tinha apenas 1%, passou para 2% na pesquisa divulgada em 24 de agosto e, agora, alcançou 11%, uma alta de dez pontos em relação ao levantamento do início do mês. Portanto, a nova fotografia eleitoral coloca Cury em uma posição que até pouco tempo parecia distante, embora ainda exista uma diferença considerável entre ele e os dois líderes da corrida presidencial.
Augusto Cury chega a 11% e ganha espaço na terceira via
O crescimento de Augusto Cury acontece em um momento no qual a chamada terceira via tenta encontrar um candidato capaz de romper a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. Antes da nova pesquisa, nomes como Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema apareciam com maior frequência nas disputas pela terceira colocação, mas nenhum deles havia alcançado dois dígitos no levantamento Nexus/BTG. Com os 11% registrados agora, Cury passou a concentrar uma parcela significativa do eleitorado que procura uma alternativa aos dois principais polos da eleição.
O resultado também precisa ser observado dentro de uma tendência mais ampla apontada por pesquisas recentes sobre o comportamento do eleitor brasileiro. Em levantamento anterior da Nexus/BTG, 27% dos entrevistados disseram preferir um candidato que não tivesse apoio nem de Lula nem de Jair Bolsonaro, percentual que foi considerado o maior já registrado pela empresa para essa preferência. Entretanto, a própria análise do instituto mostrou que existe uma diferença entre desejar uma terceira via e efetivamente escolher um candidato desse grupo, o que torna o salto de Cury especialmente relevante.
Outro aspecto importante é a velocidade com que a candidatura de Cury passou a ser percebida pelos eleitores. Em poucos dias, o candidato saiu de uma posição praticamente residual na pesquisa para uma colocação que o colocou à frente de nomes que já estavam presentes no debate eleitoral há mais tempo. Ainda assim, como a pesquisa representa apenas um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas, a consolidação desse crescimento dependerá dos próximos levantamentos e da capacidade da campanha de manter o candidato em evidência.
Pesquisa mostra mudança na corrida presidencial de 2026
Enquanto Augusto Cury avançou, Lula e Flávio Bolsonaro apresentaram recuos em relação à pesquisa anterior. O presidente passou de 41% para 39%, enquanto o senador caiu de 37% para 33%, embora parte dessas oscilações deva ser interpretada considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Mesmo com a queda, os dois continuam muito à frente de Cury e dos demais concorrentes, mantendo a polarização como elemento central da eleição presidencial.
O desempenho de Cury também aparece em outro levantamento divulgado nesta segunda-feira, realizado pela AtlasIntel, embora com percentual diferente. Na pesquisa Atlas, feita entre 25 e 30 de agosto com 5.014 eleitores, o candidato do Avante registrou 7,8%, contra 1,6% no levantamento anterior do instituto, enquanto Lula apareceu com 43,4% e Flávio Bolsonaro com 33,7%. A convergência entre os levantamentos está no crescimento do escritor, embora os percentuais não possam ser comparados diretamente porque as metodologias e períodos de coleta são diferentes.
A mudança também ocorre depois de um período de maior exposição pública dos candidatos, marcado pelo início da propaganda eleitoral e pelos primeiros debates da eleição presidencial. Para Cury, esse ambiente pode ter contribuído para ampliar o conhecimento do eleitor sobre sua candidatura e permitir que ele ocupasse um espaço anteriormente disputado por outros nomes da terceira via. Por outro lado, será necessário verificar se o avanço permanecerá nas próximas pesquisas ou se parte dos eleitores que escolheram Cury nesta rodada voltará a se distribuir entre os demais candidatos.
O que os 11% de Augusto Cury representam para a eleição
Os 11% obtidos por Augusto Cury representam uma mudança relevante na disputa porque colocam um candidato de terceira via em uma faixa eleitoral que nenhum outro nome desse campo havia alcançado na pesquisa Nexus/BTG. O número pode aumentar a pressão sobre Caiado, Zema e Renan Santos, além de modificar as estratégias das campanhas que buscam conquistar eleitores que não se identificam com Lula ou com o campo bolsonarista. Consequentemente, a presença de Cury na terceira colocação poderá fazer com que sua candidatura receba mais atenção nos debates, na propaganda eleitoral e nas redes sociais.
Apesar do avanço expressivo, os dados não permitem afirmar que Augusto Cury já esteja consolidado como uma alternativa competitiva para chegar ao segundo turno. Lula ainda aparece com 39%, Flávio Bolsonaro tem 33% e os dois permanecem muito distantes dos demais candidatos, enquanto a pesquisa aponta empate técnico entre os dois líderes em uma eventual segunda rodada, com 46% para Lula e 45% para Flávio. Assim, os 11% de Cury representam um sinal importante de mudança no cenário da terceira via, mas a confirmação de uma nova tendência dependerá principalmente da evolução de seus números nas próximas pesquisas eleitorais.





