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Pesquisa Quaest mostra disputa apertada entre os dois principais candidatos à Presidência da República

A nova pesquisa Genial/Quaest mostrou que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) permaneciam praticamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026. Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira (2), Lula aparecia com 42% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registrava 41%. A diferença de apenas um ponto percentual colocava os dois candidatos dentro da margem de erro e caracterizava empate técnico.

O resultado reforçou a disputa acirrada entre o presidente e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que vinha se consolidando como um dos principais nomes da oposição para a sucessão presidencial. Embora Lula aparecesse numericamente à frente, a distância era pequena o suficiente para impedir qualquer conclusão sobre uma vantagem efetiva de um dos dois candidatos. Dessa maneira, a pesquisa indicava um cenário de forte equilíbrio para uma eventual segunda etapa da eleição.

No primeiro turno, entretanto, o quadro apresentado pela pesquisa era diferente e colocava Lula em vantagem mais clara sobre Flávio Bolsonaro. O presidente aparecia com 37% das intenções de voto, enquanto o senador registrava 30%, seguido pelo escritor Augusto Cury (Avante), que alcançava 10%. Portanto, a diferença entre Lula e Flávio chegava a sete pontos percentuais na primeira etapa, mas diminuía consideravelmente na simulação de segundo turno.

Quaest mostra disputa apertada entre Lula e Flávio

A pesquisa Genial/Quaest foi realizada presencialmente com 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em todo o país. As entrevistas foram feitas entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro de 2026, enquanto a margem de erro máxima era de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento tinha nível de confiança de 95% e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.

Na prática, isso significa que a diferença de um ponto percentual entre Lula e Flávio não permitia afirmar que o presidente estivesse efetivamente à frente do senador. Dentro da margem de erro, os percentuais poderiam sofrer variações e produzir diferentes combinações entre os dois candidatos. Por isso, o resultado foi classificado como empate técnico, apesar da vantagem numérica de Lula.

A comparação com levantamentos recentes também mostrava que a eleição permanecia bastante competitiva. Uma pesquisa RealTime Big Data divulgada em 1º de setembro, por exemplo, apontou Lula e Flávio com 44% cada em um eventual segundo turno, enquanto a PoderData/Aya registrou 45% para Lula e 44% para o senador. Assim, diferentes institutos apresentavam números próximos e reforçavam a percepção de uma disputa presidencial ainda indefinida.

Lula abre vantagem no primeiro turno

No cenário de primeiro turno da Quaest, Lula aparecia com 37%, mantendo a liderança da corrida presidencial. Flávio Bolsonaro vinha em segundo lugar, com 30%, enquanto Augusto Cury alcançava 10% e se destacava como terceiro colocado. Renan Santos (Missão) aparecia com 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registravam 1% cada.

A pesquisa também apontava 11% de eleitores indecisos, enquanto 7% afirmavam que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam às urnas. Esses números indicavam que uma parcela relevante do eleitorado ainda não estava definida, o que poderia alterar o cenário durante a campanha eleitoral. Por isso, a vantagem apresentada por Lula no primeiro turno não poderia ser interpretada como resultado consolidado para a eleição.

Cenário eleitoral segue indefinido

O resultado da Quaest colocava Flávio Bolsonaro em uma posição competitiva para um eventual segundo turno, apesar da desvantagem registrada na primeira etapa. A distância de apenas um ponto para Lula mostrava que a polarização entre os dois poderia produzir uma eleição bastante disputada caso ambos avançassem para a rodada decisiva. Nesse contexto, os votos dos demais candidatos e o comportamento dos eleitores indecisos poderiam assumir papel decisivo.

A pesquisa também reforçava uma característica presente em outros levantamentos recentes: Lula mantinha a liderança no primeiro turno, mas encontrava maior dificuldade diante de Flávio Bolsonaro em uma disputa direta. Com a campanha de 2026 ainda em desenvolvimento, novos movimentos dos candidatos, alianças políticas e mudanças na percepção do eleitorado poderiam modificar os números. Portanto, o empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro deixava aberta uma das principais disputas da eleição presidencial.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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