A um mês do 1º turno, pesquisas mostram queda da distância entre Lula e Flávio Bolsonaro

A um mês do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro, o cenário da disputa presidencial começa a ganhar novos contornos. A última semana antes da pausa do Congresso para o período eleitoral foi movimentada em Brasília, com debates políticos e novas discussões envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Fora da capital, porém, foram as pesquisas de intenção de voto que chamaram a atenção. Sete levantamentos divulgados entre 31 de agosto e 3 de setembro mostram Lula e Flávio Bolsonaro ainda à frente, mas também revelam o crescimento expressivo de Augusto Cury, que passou a ocupar um espaço relevante na corrida e pode alterar a dinâmica da disputa.
Os números publicados na semana mantêm o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) como os nomes mais competitivos no primeiro turno. No levantamento BTG/Nexus, Lula aparece com 39%, Flávio com 33% e Augusto Cury chega a 11%. Na AtlasIntel, o presidente registra 43,4%, contra 33,7% do senador, enquanto Cury alcança 7,8%, praticamente empatado com Renan Santos, que marca 7,6%. Na Real Time Big Data, Lula tem 38%, Flávio 30% e Cury 11%. Os números variam entre os institutos, mas apresentam um ponto em comum: o candidato do Avante deixou a faixa de baixa intenção de voto e passou a disputar uma parcela mais significativa do eleitorado.
A evolução de Cury aparece com ainda mais clareza quando os levantamentos são comparados com pesquisas anteriores. Na Datafolha, por exemplo, o candidato passou de 2% para 8% das intenções de voto. Na Quaest, alcançou 10%, enquanto Futura Inteligência registrou 9,9% e PoderData também apontou 10%. O crescimento ocorre em um momento no qual outros candidatos apresentam pequenas oscilações ou perda de espaço. Na Datafolha, Ronaldo Caiado aparece com 4%, Renan Santos com 3% e Romeu Zema com 2%. A movimentação indica que parte do eleitorado está avaliando novas alternativas, tornando a composição do primeiro turno menos previsível do que parecia algumas semanas atrás.
Apesar do avanço de Cury, Lula continua numericamente à frente de Flávio Bolsonaro em todos os levantamentos citados para o primeiro turno. Na Quaest, a diferença é de 37% a 29%; na Datafolha, de 38% a 33%; na Futura Inteligência, de 38,7% a 33,6%; e, no PoderData, de 37% a 34%, dentro da margem de erro. A AtlasIntel apresenta a maior vantagem entre os dois, com 43,4% para Lula e 33,7% para Flávio. O BTG/Nexus registra 39% contra 33%, enquanto a Real Time Big Data aponta 38% contra 30%. Ainda assim, os resultados não permitem projetar antecipadamente o desfecho da eleição, principalmente porque há espaço para mudanças na preferência do eleitorado até outubro.
É no possível segundo turno, entretanto, que a disputa se torna ainda mais equilibrada. BTG/Nexus aponta Lula com 46% e Flávio com 45%; Real Time Big Data registra 44% para cada um; Quaest mostra 42% contra 41%; Datafolha aponta 46% a 44%; e Futura Inteligência apresenta 45,6% para Lula e 45,2% para Flávio. No PoderData, Flávio aparece numericamente à frente pela primeira vez desde maio, com 45%, enquanto Lula marca 44%, embora o resultado permaneça dentro da margem de erro. A AtlasIntel apresenta a maior vantagem de Lula nesse cenário, com 47,1% contra 42,6%. A proximidade dos números mostra que uma eventual segunda etapa poderá ser definida por eleitores que ainda não consolidaram sua escolha.
Com apenas um mês até a votação, a principal mensagem dos levantamentos é a de que a eleição permanece aberta a mudanças. Lula mantém a liderança no primeiro turno, Flávio Bolsonaro segue como principal adversário e Augusto Cury surge como o nome que mais ganhou espaço na semana, alcançando percentuais próximos ou superiores a 10% em diversos institutos. Ao mesmo tempo, os cenários de segundo turno revelam diferenças pequenas entre os dois líderes, com resultados que variam conforme a metodologia e a margem de erro de cada pesquisa. Com a campanha entrando em sua reta decisiva, debates, propostas, alianças e a movimentação dos eleitores indecisos podem influenciar os próximos levantamentos e redesenhar a corrida até 4 de outubro.





