Geral

Pesquisa Vox Brasil: Flávio Bolsonaro fica numericamente à frente de Lula no 2º turno

A corrida presidencial de 2026 ganhou um novo elemento de atenção neste sábado (29), após a divulgação de uma pesquisa Vox Brasil que aponta uma disputa mais equilibrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. De acordo com o levantamento, Flávio aparece numericamente à frente, com 45,1% das intenções de voto, enquanto Lula registra 44,5%. A diferença de apenas 0,6 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,15 pontos, caracterizando um cenário de empate técnico. O resultado representa uma mudança relevante em relação à pesquisa anterior, realizada no fim de julho, quando Lula tinha 47,5% e Flávio somava 41,1%. A nova fotografia eleitoral mostra, portanto, uma redução expressiva da vantagem do atual presidente e uma evolução do candidato do PL no confronto direto.

Além da aproximação entre os dois principais nomes do cenário analisado, a pesquisa revela mudanças nos percentuais registrados pelos candidatos ao longo de aproximadamente um mês. No levantamento anterior, Lula apresentava uma vantagem de 6,4 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro. Agora, essa distância praticamente desapareceu, passando para apenas 0,6 ponto. Entre os entrevistados nesta rodada, 7,9% disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto, enquanto 2,5% não souberam responder ou preferiram não informar sua escolha. Embora a pesquisa represente apenas um recorte do momento eleitoral, os números indicam uma disputa mais próxima e mostram como as intenções de voto podem sofrer alterações durante o período que antecede a eleição. A evolução dos percentuais também deve alimentar o debate entre os diferentes grupos políticos e aumentar a atenção sobre os próximos levantamentos.

O estudo também apresentou cenários de segundo turno envolvendo Lula e outros nomes que podem participar da disputa presidencial. Na simulação contra Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, o presidente aparece com 45,5% das intenções de voto, enquanto Zema registra 39,3%. Apesar da vantagem de 6,2 pontos, Lula apresentou queda em relação ao levantamento anterior, quando alcançava 48,7%, enquanto Zema tinha 40,5%. Outro confronto analisado foi entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás. Nesse cenário, o petista aparece novamente à frente, com 45,5%, contra 41,1% de Caiado. Em julho, os números eram de 46,8% para Lula e 42,5% para o ex-governador goiano, indicando uma redução da vantagem presidencial também nessa simulação.

Outro indicador que chama atenção no levantamento é a rejeição dos candidatos, medida que aponta a parcela dos entrevistados que afirma não votar em determinado nome. Lula aparece com 52,7%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 49,3%. Os números também apresentam uma mudança em relação à rodada anterior. Em julho, a rejeição de Lula era de 51,5%, passando agora para 52,7%. Já Flávio conseguiu reduzir seu índice de 52,3% para 49,3%, uma diferença de três pontos percentuais. Esse indicador é acompanhado de perto em disputas eleitorais porque pode influenciar a capacidade de crescimento dos candidatos durante a campanha e, principalmente, em uma eventual segunda etapa da eleição. Ainda assim, os percentuais não devem ser interpretados isoladamente, já que o comportamento do eleitor pode mudar conforme novos candidatos, propostas, debates e acontecimentos ganham espaço no cenário nacional.

Entre os demais nomes avaliados pela pesquisa, Romeu Zema aparece com 30,5% de rejeição, seguido por Ronaldo Caiado, com 28,7%. Renan Santos registra 25,3%, enquanto Pablo Marçal (PRTB) aparece com 22,4%. Como os entrevistados poderiam mencionar mais de um candidato ao responder sobre rejeição, os percentuais apresentados não têm como resultado uma soma de 100%. A diferença entre os índices também evidencia que os nomes analisados enfrentam níveis distintos de resistência entre os eleitores. Em uma eleição marcada por diferentes correntes políticas, a capacidade de ampliar a aceitação para além da própria base eleitoral pode se tornar um dos fatores mais importantes para os candidatos que pretendem avançar na disputa. Nesse contexto, a redução da rejeição de Flávio e o aumento do índice registrado por Lula surgem como pontos de destaque na nova rodada.

A pesquisa Vox Brasil ouviu 2.100 eleitores entre os dias 25 e 27 de agosto de 2026, por meio de entrevistas presenciais realizadas nos domicílios. O levantamento possui margem de erro de 2,15 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas LTDA e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05519/2026. Os resultados devem ser considerados como um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas, e não como uma previsão do resultado final das eleições. Com a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro praticamente nivelada dentro da margem de erro, os próximos levantamentos terão papel importante para indicar se a aproximação observada nesta rodada representa uma tendência mais duradoura ou uma oscilação temporária no cenário eleitoral de 2026.

Mostrar mais

Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *