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Karina Gama disse em entrevista à CNN que foi eleitora de Lula e que chegou a acreditar nele

A produtora Karina Ferreira da Gama afirmou que já foi eleitora de Luiz Inácio Lula da Silva e que chegou a acreditar nos projetos apresentados pelo petista. Em entrevista ao jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, ela contou que sua posição política mudou depois do atentado contra Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018. Karina é responsável pela produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente que atualmente está envolvido em investigações e enfrenta dificuldades para avançar até o lançamento.

Segundo Karina, sua mudança de posicionamento ocorreu depois que passou a pesquisar mais sobre a trajetória de Bolsonaro. Ela afirmou que o episódio ocorrido durante a campanha despertou seu interesse em conhecer melhor o então candidato e suas ideias. A produtora também declarou que, na época em que votava em Lula, não enfrentava ameaças ou pressões relacionadas à sua escolha eleitoral.

Durante a entrevista, Karina relacionou sua atual situação ao fato de estar produzindo uma obra sobre Bolsonaro. Ela afirmou acreditar que Dark Horse sofre uma forma de censura e disse que a equipe não consegue trabalhar normalmente para concluir o projeto. De acordo com a produtora, havia uma previsão de lançamento para o filme, mas as dificuldades enfrentadas impediram que o cronograma fosse mantido.

Karina afirma que mudou de posição após atentado contra Bolsonaro

A produtora explicou que sua aproximação com Bolsonaro ocorreu depois do ataque sofrido pelo então candidato em 2018. Segundo seu relato, o episódio fez com que ela buscasse informações sobre a história e a atuação política do ex-presidente. A partir desse processo, ela disse ter passado a enxergar Bolsonaro de maneira diferente daquela que tinha anteriormente.

Karina também comparou as dificuldades enfrentadas por Dark Horse com a produção de uma cinebiografia sobre Lula. Na avaliação apresentada por ela, uma obra sobre o petista não enfrentaria as mesmas restrições que, segundo seu relato, atingem o filme sobre Bolsonaro. Ela mencionou ainda que a empresa responsável pela distribuição de Dark Horse já trabalhou em uma produção relacionada a Lula.

A produtora afirmou que considera essa diferença de tratamento uma forma de censura, mas a declaração representa a avaliação feita por ela durante a entrevista. Karina também disse que não consegue avançar com o trabalho e que a produção está prejudicada pelas circunstâncias atuais. O filme, portanto, permanece sem conseguir seguir normalmente para sua etapa de lançamento, segundo a própria responsável pelo projeto.

Produtora relata pressão e ofertas para fazer delação

Além das questões relacionadas ao filme, Karina afirmou ter sido pressionada para apresentar às autoridades determinadas informações sobre o caso. Ela disse sentir que existe uma expectativa para que forneça uma versão específica dos acontecimentos e relatou medo de que sua vida pessoal seja envolvida nas investigações. A produtora afirmou que essa situação se prolongaria, segundo seu relato, há aproximadamente nove meses.

Karina também contou ter recebido ofertas de ajuda para realizar uma eventual delação premiada. De acordo com a produtora, um advogado teria dito que poderia auxiliá-la por possuir bons relacionamentos no Supremo Tribunal Federal, enquanto um pastor amigo também teria oferecido apoio para uma possível colaboração. Ela relatou ainda que esse pastor teria mencionado ter contato com pessoas importantes, mas não revelou todos os nomes citados na conversa.

Outro episódio mencionado pela produtora envolve ameaças que, segundo ela, teriam partido de um ex-marido e de um ex-fornecedor ligado a um projeto de internet sem fio. Karina afirmou que o antigo fornecedor teria pedido R$ 2,5 milhões para não prejudicar o projeto. As declarações foram apresentadas por ela ao explicar as circunstâncias que, em sua visão, contribuíram para o aumento da pressão sobre sua atuação profissional.

Karina rejeita comparação com Mauro Cid

Ao final da entrevista, Karina afirmou que teme ser colocada em uma posição semelhante à do tenente-coronel Mauro Cid, citado por ela como alguém que acabou envolvido em acordos de colaboração e passou a apresentar informações às autoridades. A produtora disse que sente uma pressão para incriminar outras pessoas, mas sustentou que não possui informações que permitam fazer esse tipo de acusação. Ela declarou que sua participação no caso esteve relacionada à produção do filme e a projetos sociais, e não à gestão dos recursos investigados.

Karina afirmou ainda que não participou do fundo responsável pelos recursos utilizados no projeto e que sua função era produzir a obra. Segundo ela, não teria participado de qualquer atividade que pudesse incriminar outras pessoas investigadas no caso. As declarações fazem parte da entrevista concedida à CNN Brasil pelo jornalista Caio Junqueira, em meio às investigações que envolvem Dark Horse e seus financiadores.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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