Candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado criticou o reajuste do Bolsa Família antes das eleições

O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, criticou o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo federal a menos de três semanas do primeiro turno das Eleições 2026. Em declaração feita na sexta-feira, 18 de setembro, ele classificou a medida como “o maior golpe” e afirmou que o aumento poderia ser utilizado para influenciar o eleitorado. A declaração ocorreu durante uma coletiva após uma reunião com conselheiros do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, em São Paulo.
O governo federal anunciou em 17 de setembro uma atualização de 15,04% nos valores do programa, com aplicação prevista a partir da folha de outubro. Com a mudança, o valor mínimo por família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio estimado subirá de R$ 675 para R$ 777. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, a correção foi estabelecida pelo Decreto nº 13.120 e considera a variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
Caiado afirmou que o reajuste representaria uma tentativa de “comprar o voto” do eleitor com o aumento de R$ 91 no valor mínimo do benefício. A declaração foi feita no contexto da proximidade entre o anúncio da medida e o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Ao mesmo tempo, o governo informou que a atualização corresponde a uma recomposição pela inflação acumulada desde a retomada do atual modelo do Bolsa Família, em 2023.
Caiado critica reajuste do Bolsa Família antes da eleição
Durante a manifestação, Caiado também relacionou o aumento das despesas do Bolsa Família às discussões sobre a política tributária e o orçamento federal. Segundo o candidato, o governo precisará encontrar recursos para financiar a ampliação dos gastos provocada pela atualização dos benefícios. Ele questionou de onde viriam os recursos necessários para bancar o aumento e afirmou que a medida poderia ter reflexos sobre outras despesas e sobre a tributação.
O candidato do PSD também fez referência ao impacto que uma eventual elevação de impostos poderia produzir sobre as famílias brasileiras. Na avaliação apresentada por Caiado, o aumento das despesas poderia ser acompanhado por medidas destinadas a ampliar a arrecadação federal. Essas afirmações foram feitas durante a mesma coletiva em que ele criticou o reajuste do programa de transferência de renda.
Por outro lado, a justificativa apresentada oficialmente pelo governo para o reajuste está relacionada à recomposição dos valores pela inflação. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informou que os benefícios foram atualizados em 15,04% com base na variação do INPC acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026. Dessa forma, o governo afirmou que o objetivo da medida é preservar o poder de compra das famílias beneficiárias.
Novo valor do Bolsa Família começa em outubro
Os novos valores do Bolsa Família serão considerados na folha de pagamento de outubro e estarão disponíveis aos beneficiários a partir de 19 de outubro, conforme o calendário oficial do programa. O valor mínimo por família passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio estimado será elevado de R$ 675 para R$ 777. A atualização representa uma correção de 15,04% nos valores atualmente pagos pelo programa.
A mudança foi formalizada por meio do Decreto nº 13.120, publicado em edição extra do Diário Oficial da União em 17 de setembro. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, esta será a primeira atualização dos valores pela inflação desde a retomada do atual modelo do Bolsa Família, em 2023. Assim, os novos valores foram definidos a partir de um índice oficial de inflação utilizado para calcular a correção acumulada no período.
O anúncio ocorreu durante a reta final do primeiro turno das Eleições 2026, que será realizado em 4 de outubro. A proximidade entre as datas foi utilizada por Caiado como fundamento para sua crítica à medida, enquanto a justificativa oficial apresentada pelo governo está vinculada à recomposição inflacionária dos benefícios. Portanto, as declarações do candidato e a explicação oficial do governo apresentam interpretações diferentes sobre o significado e o momento do reajuste.
Debate sobre impacto do reajuste no orçamento
Além de questionar o momento do aumento, Caiado afirmou que a ampliação das despesas do Bolsa Família poderá exigir novas fontes de recursos para o orçamento federal. O candidato associou essa discussão à reforma tributária e mencionou a possibilidade de aumento da cobrança de impostos como consequência da necessidade de financiar os gastos adicionais. As declarações, entretanto, correspondem à avaliação apresentada por Caiado durante a coletiva e não a uma previsão oficial do governo sobre novos aumentos de tributos.
O governo federal, por sua vez, informou que o reajuste foi calculado com base na inflação acumulada medida pelo INPC e que a atualização está formalizada em decreto. A partir de outubro, portanto, os beneficiários passarão a receber os valores corrigidos conforme a nova regra. O debate político sobre a medida ocorre enquanto o país se aproxima do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro.





