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Milton Leite reclamou de pressão alta após prisão e precisou receber atendimento médico

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite passou por atendimento médico após relatar sintomas de pressão alta enquanto estava sob custódia. Preso temporariamente no âmbito da Operação Vectura Corrupta, ele foi encaminhado para avaliação médica depois de passar a noite na cadeia pública de Mogi das Cruzes. A Justiça, entretanto, manteve a prisão após audiência de custódia realizada neste sábado, 19 de setembro.

Milton Leite havia se apresentado à Polícia Civil na tarde de sexta-feira, 18 de setembro, depois de ter sido alvo de um mandado de prisão temporária. O ex-vereador permaneceu inicialmente na cadeia pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, enquanto aguardava a audiência judicial. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, não foram identificadas irregularidades no cumprimento do mandado.

Após o atendimento, a prisão temporária foi mantida pelo prazo determinado na decisão judicial, de até 30 dias. A medida está relacionada a uma investigação sobre a suspeita de infiltração do Primeiro Comando da Capital, o PCC, no sistema de transporte coletivo da capital paulista. Milton Leite nega as acusações e afirmou, ao se entregar, que não havia cometido crime e que provaria sua inocência.

Milton Leite recebe atendimento após relatar pressão alta

O ex-vereador relatou sintomas de pressão alta e recebeu atendimento médico antes da audiência de custódia. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, ele foi encaminhado ao Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, onde passou por exames e permaneceu em observação. Depois de receber alta, Milton retornou à custódia da Polícia Civil.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o atendimento ocorreu depois de Milton apresentar um pico de pressão. O deslocamento até o hospital foi realizado de ambulância, com acompanhamento durante o procedimento. Após a avaliação médica, ele voltou para a cadeia pública onde permanece preso temporariamente.

A audiência de custódia foi realizada de forma virtual e teve como objetivo verificar a legalidade da prisão. O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que não foram encontradas irregularidades no cumprimento do mandado, motivo pelo qual a prisão foi mantida. A análise realizada nessa etapa não corresponde ao julgamento definitivo das acusações investigadas pela polícia.

Prisão ocorre durante investigação sobre transporte público

Milton Leite é um dos alvos da Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo para investigar suspeitas de infiltração do PCC no sistema de transporte coletivo. A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra pessoas investigadas por suposta participação em estruturas relacionadas ao grupo criminoso. A investigação também envolve empresas do setor de ônibus da capital paulista.

Segundo informações divulgadas sobre a investigação, Milton Leite é apontado como possível responsável pela operação de empresas de transporte que teriam sido utilizadas em um esquema ligado à organização criminosa. A decisão judicial que autorizou a operação cita a Transwolff e menciona suspeitas relacionadas à atuação do político na empresa. A Transwolff nega as acusações atribuídas à companhia.

A operação foi autorizada pela Justiça de São Paulo e incluiu 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. Milton Leite, que não possui atualmente mandato eletivo, havia sido vereador da capital paulista por sete mandatos entre 1997 e 2024 e presidiu a Câmara Municipal em diferentes períodos. A investigação ainda está em andamento, e as suspeitas apresentadas pelas autoridades deverão ser analisadas no decorrer do processo.

Ex-vereador nega acusações e permanece preso

Antes de se apresentar à polícia, Milton Leite havia afirmado que não estava foragido e que demonstraria sua inocência. Na sexta-feira, depois de deixar a delegacia em Mogi das Cruzes, ele declarou que não havia cometido nenhum crime e que não devia nada. A defesa acompanha o caso enquanto a investigação sobre as suspeitas de ligação com o esquema de transporte público prossegue.

A prisão determinada pela Justiça é temporária e tem duração inicial de 30 dias. Durante esse período, a Polícia Civil e o Ministério Público poderão continuar reunindo documentos, depoimentos e outros elementos relacionados à investigação. O andamento do caso poderá resultar em novas decisões judiciais sobre a situação de Milton Leite e dos demais investigados.

Com a manutenção da prisão, Milton Leite permanece sob custódia enquanto as autoridades aprofundam a apuração sobre a suposta atuação do PCC no transporte coletivo de São Paulo. O atendimento médico realizado após o relato de pressão alta não alterou a decisão judicial sobre a prisão temporária. Até o momento, o ex-vereador segue negando as acusações e sustenta que pretende provar sua inocência no curso das investigações.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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