Ladrões levaram documentos e arquivos de imagens do escritório do ex-vereador Milton Leite

Um escritório ligado ao ex-vereador Milton Leite foi invadido por criminosos durante a noite de domingo (20), em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. Os invasores levaram documentos e um equipamento responsável por armazenar imagens das câmeras de segurança do imóvel. Durante a ação, cerca de R$ 19 mil em dinheiro foram deixados para trás, junto com outros objetos encontrados posteriormente pela polícia.
A invasão ocorreu na Rua General Bráulio Guimarães, onde uma moradora percebeu movimentações no portão do imóvel e acionou a Polícia Militar. Quando os policiais chegaram, os suspeitos já haviam fugido e o escritório estava completamente revirado. Durante as buscas, foram encontrados um celular, um chip, documentos diversos e aproximadamente R$ 19 mil em espécie.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, os criminosos também retiraram do local documentos e um DVR, aparelho utilizado para armazenar as imagens captadas pelas câmeras de segurança. A retirada desse equipamento fez com que parte dos registros internos do imóvel deixasse de estar disponível para consulta imediata. O caso foi registrado no 11º Distrito Policial, em Santo Amaro, que passou a apurar a invasão e o material levado.
Dinheiro e documentos são encontrados no escritório
Além do dinheiro, os policiais localizaram documentos relacionados a Milton Leite dentro do imóvel. Entre os materiais encontrados estavam cartões bancários e documentos pessoais do ex-vereador, incluindo cópias autenticadas de documentos de identificação. Os objetos foram recolhidos durante a apuração e deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis pelo caso.
A perícia também encontrou no local uma lista com nomes e valores, que passou a fazer parte dos materiais analisados na investigação. Até o momento, as informações divulgadas não estabelecem a finalidade dessa relação nem apontam conclusões sobre as pessoas ou quantias mencionadas no documento. A Polícia Civil deverá avaliar esse material juntamente com os demais vestígios encontrados no escritório.
Uma testemunha relatou que um dos suspeitos deixou o imóvel a pé, enquanto outros teriam utilizado um Hyundai HB20 branco para fugir. Um dos envolvidos teria apressado os demais para que deixassem o endereço, mas os criminosos já haviam saído quando a Polícia Militar chegou. A quantidade exata de pessoas envolvidas na invasão ainda estava sendo apurada.
Escritório não estava entre os alvos da operação
A invasão aconteceu dois dias depois de Milton Leite se entregar à polícia no âmbito da Operação Vectura Corrupta. A operação investiga uma suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital no sistema de transporte público de São Paulo e resultou na prisão temporária do ex-vereador. Apesar da proximidade entre os acontecimentos, o escritório invadido não estava entre os endereços que foram alvo de mandados de busca e apreensão na operação.
De acordo com o Metrópoles, a Operação Vectura Corrupta teve mandados cumpridos em diferentes cidades paulistas e investiga suspeitas relacionadas ao setor de transporte público. Milton Leite é um dos investigados e está preso desde 18 de setembro, quando se entregou às autoridades após ser alvo de um mandado de prisão temporária. A defesa do ex-vereador nega as acusações relacionadas à investigação.
O advogado de Milton Leite informou ao Metrópoles que o imóvel invadido seria ligado a um construtor que possui relação com o ex-vereador. A informação foi apresentada no contexto da identificação do escritório e de sua ligação com o político. As circunstâncias da invasão, entretanto, continuam sendo investigadas pela Polícia Civil, que deverá apurar também os motivos pelos quais documentos e as imagens de segurança foram levados.
Investigação apura documentos levados
A Polícia Civil deverá analisar os vestígios encontrados no escritório e buscar informações que possam contribuir para identificar os responsáveis pela invasão. Entre os principais materiais levados estão documentos e o equipamento que armazenava as imagens das câmeras de segurança, enquanto o dinheiro e outros objetos permaneceram no local. Até o momento, não havia identificação pública dos autores do furto nem conclusão oficial sobre a motivação da ação.
O caso continua sendo investigado no 11º Distrito Policial, em Santo Amaro, enquanto os materiais encontrados passam por análise. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias da entrada dos criminosos, o conteúdo dos documentos retirados e o destino do equipamento de armazenamento das imagens.





