Ipsos-Ipec: Governo Lula tem saldo negativo em todas as áreas

Levantamento do Instituto Ipsos-Ipec, divulgado nesta segunda-feira, 21, revela que a percepção dos eleitores brasileiros sobre a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é majoritariamente desfavorável nas principais áreas de gestão. Em todos os temas avaliados, o percentual de respostas consideradas negativas supera o de positivas, indicando desafios a serem enfrentados pela administração no último período antes das eleições. Os resultados refletem o olhar da população sobre o desempenho da gestão em frentes que tocam diretamente o dia a dia dos cidadãos.
O índice mais elevado de avaliações desfavoráveis recai sobre o controle e a redução de gastos públicos: 54% dos entrevistados classificam a atuação na área como ruim ou péssima. Em sentido oposto, 24% consideram o trabalho ótimo ou bom, e 19% atribuem nota regular. A fatia de quem não opinou soma 4%. O dado sinaliza que a condução das finanças públicas é o ponto de maior preocupação entre os ouvidos, tema frequentemente debatido no Congresso e na sociedade.
Em seguida aparecem o controle da inflação e a segurança pública, ambos com 51% de respostas negativas. No combate à alta dos preços, 25% avaliam a gestão como ótima ou boa, 20% como regular e 3% não souberam ou não responderam. Na área de segurança, os percentuais são de 25% positivos, 22% regulares e 2% sem manifestação. A proximidade dos números mostra que os dois temas caminham lado a lado entre as preocupações do eleitorado, que sente os efeitos tanto no bolso quanto no cotidiano.
A educação é a área com o saldo menos desfavorável: 35% classificam a atuação como ótima ou boa, 21% como regular e 41% como ruim ou péssimo; 2% não responderam. Em seguida, o combate à fome e à pobreza registra 34% de avaliações positivas, 22% de regulares e 43% de negativas, também com 2% de abstenção. Embora as críticas ainda predominem, esses dois segmentos apresentam os melhores índices de aprovação, revelando que políticas sociais e educacionais mantêm certa adesão entre parcela significativa da população.
A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 13 de setembro, com 2.000 eleitores em 130 municípios de todas as regiões do Brasil, por meio de entrevistas presenciais. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, o que confere solidez aos resultados. O período de coleta coincide com o aprofundamento da campanha eleitoral, momento em que a população observa com atenção as propostas e o desempenho dos candidatos e da gestão atual.
O quadro traçado pelo Ipsos-Ipec indica que a avaliação do governo é composta por diferentes matizes: preocupações econômicas lideram as insatisfações, enquanto áreas ligadas a direitos sociais e assistência apresentam índices relativamente melhores. Essa divisão deve influenciar as estratégias de campanha dos candidatos nas semanas finais, à medida que buscam dialogar com os anseios e as preocupações mais sentidas pela população. Cabe ao eleitor acompanhar os desdobramentos, comparar propostas e decidir com clareza o caminho que considera mais adequado para o país.





