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Vorcaro tenta adiar novos depoimentos e faz pedido direto a Fachin

Defesa de Vorcaro pede a Fachin adiamento de novo depoimento

Defesa de Vorcaro pede a Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), um novo adiamento dos depoimentos que Daniel Vorcaro deve prestar à Polícia Federal no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master. Os advogados alegam que ainda não tiveram acesso à íntegra do material reunido pelos investigadores e sustentam que, nessas condições, não seria possível preparar adequadamente o ex-banqueiro para responder aos questionamentos. Dois depoimentos estão atualmente previstos: um para 24 de setembro e outro para 30 de setembro de 2026. A segunda oitiva está relacionada ao inquérito sobre o grupo conhecido como “A Turma”. Além disso, a defesa afirma que Vorcaro possui interesse em colaborar e prestar esclarecimentos, mas solicita prazo mínimo de dez dias úteis após receber todos os documentos considerados necessários para estudar o conteúdo e conversar com o investigado.

Defesa de Vorcaro pede a Fachin acesso integral antes das oitivas

Segundo os requerimentos encaminhados ao STF, os advogados querem acesso a relatórios policiais, depoimentos, elementos probatórios, dados extraídos de aparelhos telefônicos e outros documentos incorporados às investigações. A argumentação apresentada é de que o conhecimento completo dessas informações seria necessário para o exercício da defesa antes de Vorcaro ser novamente interrogado. Por isso, além do adiamento, foi solicitado que um novo prazo somente comece a ser contado depois da disponibilização efetiva do material. A primeira oitiva, marcada para 24 de setembro, está ligada à investigação sobre operações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), incluindo suspeitas relacionadas à negociação de créditos. Já a audiência do dia 30 possui objeto diferente e deverá concentrar-se na chamada “A Turma”. Até a apresentação dos pedidos, as datas continuavam mantidas.

Depoimento de 30 de setembro trata da investigação sobre “A Turma”

O inquérito relacionado à “A Turma” investiga uma rede de pessoas que, segundo a Polícia Federal, teria atuado em atividades destinadas a proteger interesses de Vorcaro, monitorar terceiros, obter informações e exercer pressão sobre adversários. Daniel Vorcaro e seu pai, Henrique Vorcaro, foram intimados para prestar esclarecimentos no dia 30, sendo que o depoimento do ex-banqueiro está previsto para ocorrer antes da oitiva do pai. Entretanto, as condutas descritas integram uma investigação em andamento e não devem ser apresentadas como crimes definitivamente comprovados. A PF busca esclarecer a estrutura do grupo, os contatos de seus integrantes e a eventual participação de cada investigado. Dessa forma, o depoimento é considerado uma etapa importante para que os investigadores confrontem as informações já reunidas com a versão dos envolvidos antes de avançarem para outras conclusões no procedimento.

Novo pedido chega a Fachin em momento de indefinição no caso Master

O requerimento foi direcionado a Edson Fachin porque processos ligados ao Banco Master passaram recentemente por uma reorganização dentro do Supremo. Em 12 de setembro, Fachin determinou o envio à Presidência do STF de procedimentos relacionados às investigações sobre o Master e assumiu a relatoria de uma petição específica que havia sido encaminhada pelo ministro André Mendonça. Posteriormente, o Plenário começou a discutir questões processuais relacionadas à tramitação conjunta de diferentes petições, mas a análise foi suspensa depois de um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Assim, parte das definições sobre a condução dos casos continua pendente. O próprio Supremo informou que determinadas decisões processuais dependem do resultado dessa discussão. Nesse cenário, pedidos da defesa de Vorcaro vêm sendo encaminhados à Presidência enquanto o tribunal ainda define como diferentes procedimentos ligados ao caso deverão tramitar.

Defesa sustenta que Vorcaro quer depor, mas pede tempo para analisar provas

Os advogados afirmam que o pedido de adiamento não representa uma tentativa de impedir o depoimento. Segundo a defesa, Vorcaro teria “total interesse” em prestar esclarecimentos, porém a preparação dependeria do acesso aos elementos reunidos durante a investigação. A equipe jurídica pede, portanto, pelo menos dez dias úteis depois de receber o conteúdo integral para realizar a análise e discutir as informações com o ex-controlador do Banco Master, que permanece preso preventivamente. A prisão também vem sendo questionada separadamente pelos advogados, que apresentaram ao STF um pedido de revogação ou substituição por outras medidas cautelares. Dessa maneira, existem discussões distintas em andamento: uma envolve a continuidade da prisão; outra trata do acesso da defesa aos autos; e uma terceira diz respeito às datas em que os interrogatórios deverão ser realizados.

Adiamento pode alterar cronograma das investigações envolvendo Vorcaro

Caso Fachin acolha o pedido, os depoimentos deverão ser remarcados para datas que garantam à defesa o período solicitado depois da liberação dos documentos. Por outro lado, se o requerimento não for aceito ou não houver decisão que suspenda as oitivas, permanece o cronograma atualmente informado pela Polícia Federal. No caso específico de “A Turma”, a oitiva de Daniel Vorcaro já passou por remarcações anteriores, o que demonstra a dificuldade de conciliar as diligências policiais com as disputas judiciais sobre acesso aos autos. Ao mesmo tempo, os investigadores continuam analisando mensagens, contatos e outros materiais apreendidos no conjunto de operações relacionadas ao Banco Master. Portanto, o eventual adiamento interfere diretamente no calendário da investigação, mas não significa encerramento ou paralisação definitiva do inquérito. A decisão sobre quando Vorcaro será ouvido ainda depende da avaliação das autoridades responsáveis.

Defesa de Vorcaro pede a Fachin decisão antes das novas datas

Por fim, Defesa de Vorcaro pede a Fachin uma definição que poderá determinar quando o ex-banqueiro prestará os próximos esclarecimentos à Polícia Federal e em quais condições sua equipe jurídica terá acesso ao material investigativo. O ponto central levantado pelos advogados é o direito de conhecer previamente as provas e informações que poderão fundamentar os questionamentos feitos durante as oitivas. Já para a investigação, os depoimentos são uma oportunidade de confrontar Vorcaro com os elementos reunidos e registrar formalmente sua versão. Até o momento, porém, as suspeitas relacionadas ao grupo “A Turma” continuam sob apuração e não equivalem a uma condenação. Além disso, o próprio caso Master atravessa uma fase de indefinições processuais no Supremo. Assim, a decisão sobre o pedido deverá estabelecer se as datas de 24 e 30 de setembro serão mantidas ou se haverá uma nova rodada de adiamentos enquanto a defesa analisa os autos.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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