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Presidente Donald Trump disse que os candidatos na América Latina que foram apoiados por ele, se deram bem

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira, 22 de setembro, que todos os candidatos que ele apoiou em eleições da América Latina conseguiram vencer. A declaração foi feita durante um evento do Escudo das Américas, aliança criada para ampliar a cooperação regional no combate ao crime organizado. Segundo Trump, o desempenho de seus candidatos seria de nove vitórias em nove apoios declarados.

Durante o discurso, Trump citou especificamente a eleição da Colômbia e resultados obtidos na Argentina, onde mencionou duas vitórias. O presidente americano também afirmou que houve outras conquistas eleitorais entre candidatos que receberam seu apoio ao longo dos últimos ciclos políticos. A declaração foi feita diante de representantes de países que participam da iniciativa regional liderada pelo governo dos Estados Unidos.

Na Colômbia, Trump se referiu a Abelardo de la Espriella, candidato de direita que venceu a eleição presidencial e assumiu o cargo no mês passado. Na Argentina, o presidente americano mencionou Javier Milei, seu aliado político, que já havia sido eleito anteriormente. Trump também afirmou que havia apoiado outros nomes presentes no encontro e associou os resultados eleitorais à atuação política de seu governo na região.

Apoios de Trump ganharam espaço na América Latina

A declaração ocorreu durante uma reunião do Escudo das Américas, iniciativa que reúne países do continente em torno de ações contra cartéis e organizações criminosas transnacionais. O grupo foi lançado pelo governo Trump em março e passou a reunir governos latino-americanos e caribenhos interessados em ampliar a cooperação na área de segurança. Estados Unidos, Argentina, Colômbia, Peru, Equador, El Salvador e outros países participam da articulação.

O presidente americano tem utilizado a política de segurança regional também como instrumento de aproximação com governos latino-americanos alinhados às suas propostas. Em seu discurso, Trump afirmou que houve uma mudança política em vários países da região e destacou que muitos dos líderes presentes chegaram ao poder defendendo medidas contra cartéis, migração irregular e interferência estrangeira. A coalizão passou a ser apresentada pelo governo americano como uma estrutura para coordenar respostas a ameaças consideradas comuns.

A Colômbia passou a integrar o grupo depois da eleição de Abelardo de la Espriella, enquanto o Peru também entrou na articulação após uma mudança de governo. Brasil e México estão entre os países que não aderiram à iniciativa. A composição evidencia diferenças entre os governos da região sobre a estratégia de segurança e sobre a relação com Washington.

Declaração ocorre antes da eleição brasileira

A fala de Trump também ocorreu a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras, marcado para 4 de outubro. No Brasil, o presidente americano declarou apoio ao candidato Flávio Bolsonaro, enquanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputa a reeleição. O posicionamento americano passou a integrar o contexto das relações entre os dois países durante a campanha de 2026.

Dias antes da declaração de Trump, Lula afirmou em entrevista à CNN que havia pedido ao presidente americano para não interferir nas eleições brasileiras. Segundo Lula, a decisão sobre os rumos do país deveria ser tomada pelos eleitores brasileiros, sem intervenção de potências estrangeiras. A manifestação ocorreu em meio a declarações públicas de Trump sobre a política e a disputa eleitoral na América Latina.

A eleição brasileira também apareceu no contexto das discussões sobre a crescente atuação de Trump na política latino-americana. O presidente dos Estados Unidos tem apoiado candidatos e governos da região, enquanto sua administração procura ampliar a cooperação com países que participam do Escudo das Américas. Nesse cenário, o apoio declarado a Flávio Bolsonaro passou a fazer parte das relações diplomáticas e eleitorais entre Washington e Brasília.

Trump relaciona vitórias eleitorais à sua atuação regional

Ao comentar seus apoios, Trump afirmou que estava com um aproveitamento de nove vitórias em nove candidatos apoiados. A declaração representa a avaliação feita pelo próprio presidente americano sobre seus resultados políticos na América Latina e foi apresentada durante um encontro com representantes dos países integrantes do Escudo das Américas. O pronunciamento não apresentou, no trecho divulgado, uma relação completa de todos os nove candidatos mencionados.

A atuação de Trump na região tem ocorrido simultaneamente em diferentes frentes, incluindo segurança, combate ao narcotráfico, imigração e relações diplomáticas. A coalizão liderada pelos Estados Unidos pretende coordenar medidas contra organizações criminosas, enquanto o governo americano também tem buscado maior aproximação com governos que compartilham determinadas posições políticas. A presença de países como Argentina, Colômbia e Peru no grupo mostra a ampliação dessa articulação regional.

O tema ganhou importância adicional durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York nesta semana. No discurso na ONU, Trump defendeu uma atuação mais dura dos Estados Unidos contra organizações criminosas e afirmou que Washington pretende ampliar sua presença e influência no hemisfério ocidental. Na sequência, durante o encontro do Escudo das Américas, voltou a destacar os resultados eleitorais de candidatos que receberam seu apoio.

Apoio a candidatos entra no debate sobre as relações entre EUA e América Latina

A declaração de Trump ocorre, portanto, em um momento de mudanças nas relações entre os Estados Unidos e governos latino-americanos. A formação do Escudo das Américas e os apoios eleitorais declarados pelo presidente americano passaram a ser elementos relevantes da política externa de Washington na região. No caso brasileiro, a discussão se conecta diretamente ao processo eleitoral que terá seu primeiro turno em 4 de outubro.

A afirmação de que todos os candidatos apoiados foram eleitos foi feita pelo próprio Trump e se refere à sua avaliação sobre os resultados obtidos pelos nomes que receberam seus endossos. O presidente americano citou Colômbia e Argentina como exemplos durante o encontro, mas não apresentou naquele momento uma lista completa dos nove candidatos mencionados. A declaração ocorreu enquanto a América Latina atravessa uma série de disputas eleitorais e mudanças na composição política dos governos da região.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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