Lula e PT estão fazendo de tudo para que não haja 2º turno, com medo de Flávio Bolsonaro crescer mais

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha com a possibilidade de uma vitória no primeiro turno das eleições de 2026, marcado para o próximo domingo, 4 de outubro. Segundo a coluna de Diego Amorim, do PlatôBR, o otimismo no entorno do petista é acompanhado pela avaliação de que uma eventual segunda etapa poderia abrir espaço para o crescimento de Flávio Bolsonaro (PL). Integrantes do PT ouvidos pela coluna consideram, por isso, que os últimos dias de campanha serão importantes para tentar manter o cenário atual.
A avaliação apresentada pela reportagem é de que a campanha de Lula teria conseguido ocupar o centro do debate nacional durante os últimos dias. Um parlamentar petista ouvido pelo PlatôBR afirmou que um eventual segundo turno poderia dar “fôlego” a Flávio, enquanto outro deputado da legenda disse que a disputa seria decidida por uma margem muito pequena. As declarações refletem avaliações internas do partido e não representam uma projeção independente sobre o resultado da eleição.
O entorno do presidente também avalia que houve uma mudança na dinâmica da campanha durante a última semana. Segundo interlocutores citados por Diego Amorim, Lula teria conseguido manter Flávio na defensiva enquanto temas econômicos, sociais e políticos ganharam espaço nas declarações e anúncios do governo. Essa leitura faz parte da estratégia relatada pela coluna para os últimos dias antes da votação.
Temas usados pela campanha de Lula
Entre os assuntos citados na reportagem estão o reajuste do Bolsa Família e a promessa de disponibilização de medicamentos para emagrecimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Também aparecem na lista o discurso de Lula na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e o anúncio relacionado ao encerramento das apostas de quota fixa, conhecidas como bets. Segundo um integrante do PT ouvido pela coluna, esses temas teriam ajudado a direcionar a atenção da campanha para outras pautas.
Outro episódio mencionado na avaliação interna do partido foi a controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A circulação de informações falsas que associavam Flávio a uma suposta intenção de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil passou a ocupar espaço na campanha e também provocou decisões judiciais envolvendo publicações nas redes sociais. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) depois que o ministro Flávio Dino derrubou uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que havia determinado a retirada de conteúdos relacionados ao assunto.
A coluna também menciona que integrantes do PT consideram que esses acontecimentos contribuíram para deslocar a atenção de outros assuntos que vinham sendo discutidos durante a campanha. Entre eles estão o caso envolvendo o Banco Master e a crise relacionada ao Supremo Tribunal Federal. A interpretação, contudo, é atribuída aos integrantes da campanha ouvidos pelo PlatôBR, e não apresentada pela reportagem como uma medição objetiva do comportamento do eleitorado.
Estratégia para os últimos dias da campanha
De acordo com um interlocutor da campanha citado pelo PlatôBR, Flávio teria tido menor exposição durante a última semana. A mesma fonte afirmou que o PT pretende manter a sequência de temas favoráveis a Lula e apresentar mais ações ou propostas antes do primeiro turno. A expectativa relatada é de que essa estratégia possa contribuir para a tentativa de encerrar a disputa já na primeira votação.
A reportagem também destaca que a campanha petista reconhece a existência de uma margem estreita no cenário considerado internamente. Um deputado do partido afirmou que o resultado seria definido “no detalhe”, enquanto outros integrantes da legenda demonstraram confiança na possibilidade de evitar uma segunda rodada. Essas declarações mostram que, dentro da campanha, há ao mesmo tempo expectativa de primeiro turno e reconhecimento de que a disputa permanece apertada.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente e outros cargos em disputa. Até lá, as campanhas ainda terão compromissos públicos, entrevistas, propagandas e outras atividades previstas no calendário eleitoral. Nesse contexto, os partidos buscam concentrar esforços nos temas considerados mais relevantes para suas estratégias na reta final.
Disputa entra na reta final
O cenário descrito pelo PlatôBR coloca a campanha de Lula diante da tentativa de preservar o desempenho avaliado positivamente por seus aliados nos últimos dias. Ao mesmo tempo, a possibilidade de um segundo turno é tratada pelos próprios petistas como uma etapa que poderia alterar a dinâmica da disputa. A avaliação de que Flávio teria espaço para crescer em uma eventual segunda rodada é apresentada na reportagem como percepção de integrantes do PT em Brasília.
Com menos de uma semana para o primeiro turno, Lula e seus aliados concentram a agenda nos temas que passaram a ocupar maior espaço na campanha. A estratégia relatada pelo PlatôBR inclui manter a discussão sobre medidas do governo e acontecimentos recentes, enquanto busca reduzir a exposição de assuntos que os petistas consideram desfavoráveis. A decisão sobre o resultado, porém, será tomada pelos eleitores na votação de 4 de outubro.
A reportagem de Diego Amorim mostra, portanto, que a possibilidade de encerrar a eleição no primeiro turno é tratada como objetivo pela campanha de Lula, mas também registra a avaliação interna de que uma segunda etapa poderia modificar a disputa. Os últimos dias serão marcados pela intensificação das atividades eleitorais e pela tentativa dos candidatos de conquistar votos antes da votação. O primeiro turno definirá se haverá necessidade de uma nova rodada entre os candidatos mais votados.





