Flávio Bolsonaro na pesquisa de 1º turno para presidente: números do candidato

Nos últimos dias que antecedem a eleição presidencial de 2026, levantamentos de diferentes institutos trouxeram um quadro de disputa acirrada entre os dois principais candidatos. Divulgados entre 28 de setembro e 1º de outubro, os resultados mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente na maioria das projeções, com margens estreitas que, em alguns casos, configuram empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL). A margem de erro das pesquisas varia de 1 a 2,4 pontos percentuais, o que reforça que a definição pode ocorrer nos últimos momentos antes da abertura das urnas.
O Datafolha, divulgado nesta quinta-feira (1º), apontou Lula com 42% das intenções de voto no primeiro turno, contra 38% de Flávio Bolsonaro. A diferença de quatro pontos fica dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, mantendo o cenário de proximidade. Os demais candidatos aparecem com índices reduzidos: Augusto Cury (Avante) tem 4%, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) somam 3% cada, Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata) registram 1%. Brancos e nulos correspondem a 5%, e os indecisos a 2%. O instituto ouviu 2.506 pessoas e o levantamento está registrado no TSE sob o código BR-08039/2026.
A RealTime Big Data, também desta quinta-feira, apresentou cenário semelhante: Lula com 43% e Flávio com 39% na pesquisa estimulada. Na versão espontânea, quando o eleitor não recebe lista de nomes, os percentuais recuam: Lula marca 38% e Flávio, 34%. A Meio/Ideia, divulgada na quarta-feira (30), mostrou ainda maior aproximação: Lula com 39,4% e Flávio com 38,4% no primeiro turno estimulado. Na pesquisa espontânea, ambos caem para 31,5% e 30,5% respectivamente, com 17,5% de eleitores que ainda não sabem ou não responderam.
Levantamentos de 29 de setembro trouxeram variações que ilustram a sensibilidade do momento. A AtlasIntel/Bloomberg registrou Lula com 45,3% e Flávio com 42,2%, enquanto a Palver apresentou empate numérico: 44% para cada um dos dois principais candidatos. A diferença entre os resultados chama a atenção para a diversidade de metodologias — entre entrevistas presenciais, telefônicas e online — e para o peso de cada perfil de abordagem. A margem de erro da AtlasIntel é de apenas um ponto, enquanto a Palver tem margem de 2,4 pontos, o que explica parte da variação.
Já na pesquisa Quaest, de 28 de setembro, Lula apareceu com 39% e Flávio com 34%. A BTG/Nexus, mesma data, registrou Lula com 42% e Flávio com 37%. Em todos os levantamentos, os demais candidatos mantêm percentuais abaixo de 10%, sem demonstrar crescimento capaz de alterar o eixo central da disputa. Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado são os nomes mais citados na sequência, mas sem trajetória de ascensão que possa interferir diretamente no confronto entre os dois líderes.
A comparação entre os institutos mostra que, embora a liderança de Lula seja recorrente, a vantagem permanece pequena o suficiente para manter a disputa em aberto. Cada pesquisa reflete um momento e um método específicos: o Datafolha ouviu eleitores em período mais próximo da votação; a AtlasIntel contou com amostra maior e margem de erro menor; a Palver capturou um cenário de equilíbrio que pode indicar divisão entre os eleitores. Nenhuma projeção, porém, substitui a decisão do cidadão no dia da votação.
O que se pode afirmar com clareza é que o pleito de domingo promete ser definido nos detalhes: na mobilização de cada lado, na fidelidade dos eleitores e na participação daqueles que ainda têm dúvidas. As pesquisas servem como um retrato do momento, mas não determinam o resultado. A última palavra será dada por milhões de brasileiros que comparecerão às urnas, fazendo valer a escolha soberana de quem conduzirá o país nos próximos anos.





