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Em Campinas, São Paulo, problemas em algumas urnas causaram atraso e os eleitores precisaram ter paciência

Pelo menos oito ocorrências envolvendo urnas eletrônicas e equipamentos utilizados durante a votação foram registradas na manhã deste domingo, 4 de outubro, em Campinas, no interior de São Paulo. Os problemas apareceram em diferentes locais de votação durante o primeiro turno das eleições de 2026 e provocaram atrasos para parte dos eleitores. Segundo os cartórios eleitorais responsáveis pelas regiões, todas as situações registradas durante a manhã foram solucionadas e a votação continuou normalmente na cidade.

As falhas envolveram diferentes componentes dos equipamentos utilizados no processo eleitoral. Entre os problemas identificados estavam defeitos em impressoras, falhas de bateria, travamento de urnas e dificuldades relacionadas ao funcionamento de botões. Em alguns casos, o reparo foi realizado no próprio equipamento, enquanto em outros foi necessário utilizar uma urna de contingência para permitir a continuidade da votação.

Os atrasos variaram conforme o tipo de ocorrência e o tempo necessário para realizar os procedimentos técnicos. Em um dos locais, a espera para o início da votação chegou a aproximadamente 30 minutos, enquanto outros pontos registraram interrupções menores, de cerca de cinco, dez ou 15 minutos. A situação ocorreu em meio à votação de mais de 870 mil eleitores aptos a votar em Campinas neste primeiro turno.

Falhas foram registradas em diferentes locais

Na Escola Estadual Professor Doutor Paul Eugene Charbonneau, no Jardim Fernanda, uma urna apresentou problema no módulo da impressora. O equipamento não precisou ser substituído, porque o componente defeituoso foi trocado no próprio local, mas o procedimento provocou aproximadamente 15 minutos de atraso no início da votação. A ocorrência estava relacionada às zonas eleitorais 275 e 378.

Outro problema foi identificado na Escola Estadual Adalberto Nascimento, localizada no Taquaral, onde uma urna apresentou falha na bateria. O componente foi substituído pela equipe responsável, permitindo que a votação fosse iniciada após aproximadamente cinco minutos de atraso. Já na Escola Estadual Roque Magalhães, no Real Parque, em Barão Geraldo, uma urna travou e precisou ser trocada, provocando uma espera de cerca de 30 minutos.

Também foram registradas ocorrências na Escola Estadual Dom Barreto e no CEI Professora Hermínia Ricci, na Vila Padre Anchieta. No primeiro local, uma urna apresentou falha em um dos botões e acabou sendo substituída, enquanto a interrupção durou aproximadamente dez minutos. No segundo, o problema ocorreu em uma impressora durante a abertura da votação e também provocou um atraso estimado em dez minutos.

Equipamentos de contingência foram utilizados

A Justiça Eleitoral havia preparado equipamentos de contingência justamente para situações em que alguma urna apresentasse problemas durante o processo de votação. Em Campinas, foram preparadas 2.790 urnas eletrônicas antes do primeiro turno, incluindo as máquinas destinadas a substituições caso fosse necessário retirar algum equipamento de operação. A utilização dessas urnas permitiu que os procedimentos fossem retomados nos locais onde os reparos não poderiam ser feitos imediatamente.

A preparação para a eleição começou antes da abertura das seções neste domingo. As urnas foram distribuídas aos locais de votação no sábado, 3 de outubro, em uma operação que contou com escolta da Polícia Militar e da Guarda Municipal. Depois da chegada às escolas, os equipamentos passaram por verificações técnicas, incluindo testes das teclas, conferência da seção eleitoral e checagem da conexão com a rede elétrica.

Além dos testes realizados nos locais de votação, também foram feitas auditorias por amostragem para verificar a integridade das urnas e das mídias utilizadas no processo eleitoral. Cerca de 10 mil mesários participaram da organização da votação em Campinas, contribuindo para o funcionamento das seções distribuídas pela cidade. Em âmbito estadual, o TRE-SP informou pela manhã que 32 urnas haviam apresentado problemas e precisado ser substituídas, sendo oito na capital paulista e as demais no interior.

Votação segue normalmente em Campinas

Campinas é o maior colégio eleitoral do interior paulista e o terceiro maior do estado, segundo as informações divulgadas pelo iG. Neste primeiro turno, 870.672 eleitores estavam aptos a votar no município, distribuídos por 267 locais de votação. Um dos maiores pontos de concentração era a Faculdade Anhanguera de Campinas, no Taquaral, que reunia mais de 9,3 mil eleitores.

As ocorrências registradas na manhã deste domingo ocorreram em diferentes regiões e tiveram impactos distintos sobre o tempo de espera dos eleitores. Apesar dos problemas técnicos, os cartórios eleitorais informaram que não houve interrupção prolongada do processo eleitoral na cidade. Dessa maneira, depois dos reparos ou das substituições necessárias, as seções afetadas voltaram a funcionar e os eleitores puderam continuar a votação.

As falhas registradas em Campinas ocorreram em um cenário no qual equipamentos de votação também precisaram ser substituídos em outras partes do país. Em boletim divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral após pouco mais de duas horas de votação, 421 urnas haviam sido substituídas nacionalmente, número correspondente a 0,7% das 499.248 máquinas empregadas no pleito, segundo a Agência Brasil. O TSE informou ainda que havia 68.912 equipamentos de contingência reservados para situações desse tipo.

De acordo com os procedimentos previstos pela Justiça Eleitoral, uma falha na urna não significa que a votação seja automaticamente cancelada. Quando um equipamento apresenta defeito, podem ser adotadas medidas técnicas para restabelecer o funcionamento ou realizada a substituição por uma urna de contingência, e somente em último caso está prevista a utilização de cédulas de papel. Em Campinas, porém, os cartórios informaram que todas as ocorrências registradas durante a manhã foram solucionadas e que a votação seguia normalmente.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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