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Ex-secretário paulista de Segurança Pública se tornou o senador mais votado em toda história do Brasil

Guilherme Derrite foi eleito senador por São Paulo nas eleições de 2026 e alcançou uma marca histórica ao se tornar o candidato ao Senado mais votado em números absolutos na história do Brasil. O deputado federal pelo Progressistas recebeu 13.273.880 votos, equivalentes a 30,59% dos votos válidos, segundo os dados da apuração eleitoral. Com esse resultado, o político paulista ultrapassou o recorde que anteriormente pertencia a Aloysio Nunes Ferreira, que havia obtido 11.189.168 votos na eleição para o Senado em São Paulo em 2010.

A eleição ocorreu no domingo, 4 de outubro, quando os eleitores paulistas escolheram dois representantes para o Senado Federal, em uma disputa que reuniu candidatos de diferentes partidos e correntes políticas. Derrite terminou na primeira colocação, enquanto André do Prado, do Partido Liberal, ficou com a segunda vaga ao obter 12.703.089 votos, correspondentes a 29,28% dos válidos. Simone Tebet, do PSB, terminou em terceiro lugar, com 8.342.968 votos, seguida por Marina Silva, da Rede, que recebeu 7.862.400 votos.

O resultado chama atenção não apenas pelo número de votos, mas também pela diferença em relação aos principais resultados anteriores registrados em São Paulo. Em 2014, José Serra havia sido eleito senador pelo estado com 11.105.874 votos, enquanto, em 2010, Aloysio Nunes havia alcançado 11.189.168 votos, números que agora foram superados por Derrite. Assim, a votação de 2026 passou a ocupar um lugar de destaque na história das eleições para o Senado, especialmente porque o resultado foi obtido em uma eleição com duas cadeiras em disputa.

Eleito em SP, Derrite supera recorde histórico no Senado

A marca alcançada por Guilherme Derrite pode ser compreendida a partir da própria evolução das eleições para o Senado em São Paulo. O estado possui um dos maiores eleitorados do país e, conforme a quantidade de vagas em disputa, cada candidato pode receber milhões de votos em uma única eleição, o que torna a votação absoluta especialmente relevante para estabelecer recordes nacionais. Em 2010, por exemplo, Aloysio Nunes foi eleito com 11,18 milhões de votos, enquanto Marta Suplicy ficou com a segunda vaga, após receber 8,31 milhões.

Além disso, o desempenho de Derrite ocorreu em uma eleição na qual os votos válidos representaram 82,19% do total registrado em São Paulo. Foram contabilizados 43.386.635 votos válidos, enquanto 4.291.919 foram brancos e 5.109.958, nulos, de acordo com os números da apuração estadual. Dessa maneira, os mais de 13,2 milhões de votos conquistados pelo candidato representam uma parcela expressiva do eleitorado que efetivamente escolheu um nome para ocupar uma das duas cadeiras disponíveis.

A trajetória política de Derrite também ajuda a contextualizar sua chegada ao Senado Federal. Nascido em Sorocaba, no interior paulista, em 1984, ele ingressou na Polícia Militar de São Paulo em 2003 e posteriormente atuou como oficial da corporação, antes de iniciar sua carreira política, sendo eleito deputado federal pela primeira vez em 2018 e reeleito em 2022. Entre 2023 e 2025, ele comandou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, cargo que o colocou diretamente à frente de uma das principais áreas da administração estadual.

Votação de Derrite supera marca de Aloysio Nunes

O recorde anterior havia sido estabelecido por Aloysio Nunes em 2010, quando o então candidato do PSDB recebeu 11.189.168 votos e terminou aquela eleição como o mais votado para o Senado em São Paulo. Naquele pleito, Marta Suplicy também foi eleita, com 8.314.027 votos, enquanto Netinho de Paula terminou em terceiro, com 7.773.327 votos. Comparativamente, Derrite recebeu aproximadamente 2,08 milhões de votos a mais do que Aloysio Nunes havia obtido 16 anos antes.

O novo resultado também precisa ser observado dentro das regras específicas da eleição para o Senado. Em 2026, duas das três cadeiras de cada estado e do Distrito Federal foram renovadas, totalizando 54 vagas em todo o país, e cada eleitor paulista pôde escolher dois candidatos para a Casa. Como a eleição para senador segue o sistema majoritário, foram eleitos os dois nomes que obtiveram as maiores quantidades de votos válidos em São Paulo.

Com a confirmação da vitória, Derrite passará a integrar o Senado a partir de 2027, iniciando seu primeiro mandato na Casa Alta do Congresso Nacional. Seu mandato terá duração de oito anos, assim como ocorre com os demais senadores eleitos neste ciclo, e ele terá como suplentes Vicente Santini, do Republicanos, e Julio Serson, do Progressistas. A partir da posse, o parlamentar deixará a Câmara dos Deputados para assumir uma cadeira no Senado e participar das votações e discussões legislativas de competência da Casa.

Derrite e André do Prado representam São Paulo no Senado

Além da votação histórica de Derrite, a eleição paulista definiu André do Prado como o segundo senador eleito pelo estado em 2026. Filiado ao PL, Prado recebeu 12.703.089 votos, ou 29,28% dos válidos, e também terá um mandato de oito anos no Senado Federal. A dupla eleita ocupará as duas cadeiras paulistas que estavam disponíveis neste ciclo eleitoral.

O resultado consolida uma mudança importante na representação de São Paulo no Senado e encerra a disputa eleitoral de 2026 para as duas vagas abertas no estado. Derrite, que construiu sua trajetória política inicialmente como deputado federal e também ocupou a Secretaria de Segurança Pública paulista, agora terá pela frente uma nova etapa de atuação parlamentar na Casa Alta. Seu recorde de 13,27 milhões de votos, por sua vez, passa a integrar a história eleitoral brasileira como a maior votação absoluta já registrada por um candidato ao Senado.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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