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Janja foi duramente criticada por Katia Abreu, mas mesmo assim deve continuar atuando na campanha de Lula

Após crítica de Kátia Abreu durante uma reunião do PT, a primeira-dama Janja da Silva afirmou que continuará participando da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi divulgada pelo gabinete da primeira-dama após questionamentos sobre o espaço ocupado por Janja nas atividades eleitorais do petista. Segundo a nota, sua participação continuará ocorrendo com o respaldo de Lula.

A manifestação ocorreu depois de Kátia Abreu, ex-senadora e ex-ministra, criticar a comunicação adotada pelo PT e por partidos aliados durante a campanha. De acordo com relatos de pessoas que participaram do encontro, Kátia defendeu que a campanha desse mais espaço ao vice-presidente Geraldo Alckmin e questionou a presença de Janja nos atos eleitorais. A discussão aconteceu em meio à reorganização da campanha de Lula para o segundo turno da eleição presidencial.

Em nota, o gabinete de Janja afirmou que a primeira-dama seguirá atuando na campanha independentemente das críticas feitas por integrantes do partido ou aliados. A equipe também declarou que a participação de Janja é legítima e que suas aparições públicas contam com o respaldo direto do presidente Lula. Dessa forma, a manifestação sinalizou que não havia, naquele momento, indicação de retirada da primeira-dama das atividades eleitorais.

Crítica de Kátia Abreu ganhou espaço no PT

A crítica de Kátia Abreu ocorreu durante uma reunião do PT realizada na terça-feira, 6 de outubro, quando integrantes da campanha discutiam os próximos passos para a disputa presidencial. Segundo informações confirmadas pela CNN Brasil, a ex-senadora questionou a comunicação da campanha e defendeu maior participação da ala de centro, citando diretamente Geraldo Alckmin. A avaliação apresentada por Kátia também incluiu uma crítica à presença de Janja nas atividades eleitorais.

Kátia Abreu teria argumentado que, por ser mulher, poderia fazer críticas à primeira-dama, especialmente em relação às participações de Janja em comícios nos quais cantou músicas de inspiração gospel. Segundo relatos sobre a reunião, a ex-senadora também defendeu mudanças no diálogo da campanha com eleitores de diferentes regiões do país. A atuação de Alckmin foi apontada como um dos pontos que deveriam receber maior atenção na estratégia para o segundo turno.

A discussão sobre Janja ocorreu justamente enquanto a campanha de Lula passava por mudanças depois do primeiro turno. O presidente iniciou uma reformulação da estrutura eleitoral, com a entrada do senador Camilo Santana na coordenação-geral e o reforço da participação de aliados com desempenho eleitoral expressivo no Nordeste. Paralelamente, também foram anunciadas mudanças na comunicação digital e na forma como Lula passou a produzir conteúdos para as redes sociais.

Janja afirma que continuará na campanha

A resposta do gabinete da primeira-dama foi direta ao confirmar que Janja continuará participando das atividades eleitorais de Lula. Na nota, a equipe afirmou que, independentemente das manifestações contrárias à sua atuação, ela seguirá na campanha e terá sua participação respaldada pelo presidente. O comunicado também destacou que o objetivo dos envolvidos na disputa é trabalhar pela reeleição de Lula.

A declaração de Janja ocorreu em um momento no qual sua presença na campanha passou a ser discutida publicamente por integrantes e aliados do próprio campo político de Lula. Kátia Abreu foi uma das vozes que defenderam uma mudança na distribuição de espaço entre a primeira-dama e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Segundo informações divulgadas após a reunião, outros participantes também defenderam maior evidência para Alckmin nas atividades do segundo turno.

Apesar das críticas, não houve anúncio de mudança na participação de Janja na campanha por parte do gabinete da primeira-dama. Pelo contrário, a equipe reforçou que suas aparições são autorizadas e respaldadas por Lula, afastando a possibilidade de que as declarações de Kátia Abreu tenham provocado uma interrupção de sua atuação. Com isso, Janja permanece entre os integrantes que participam das agendas e ações eleitorais do presidente durante o segundo turno.

Campanha de Lula passa por reformulação

A permanência de Janja ocorre enquanto a campanha de Lula busca alterar estratégias utilizadas no primeiro turno. O próprio presidente afirmou que aquela havia sido a campanha menos organizada de que participou desde 1989, avaliação que veio acompanhada de mudanças na coordenação e na comunicação. Entre as alterações está a incorporação de Camilo Santana à coordenação-geral e a ampliação do espaço de integrantes ligados a campanhas vencedoras no Nordeste.

Além das mudanças internas, Lula começou a utilizar uma comunicação diferente nas redes sociais, incluindo vídeos gravados no formato selfie, estratégia que havia sido sugerida anteriormente por aliados. O objetivo declarado pela campanha é ampliar a comunicação direta com o eleitorado durante o segundo turno, enquanto novas agendas e discursos são preparados para a disputa contra Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, a confirmação de que Janja continuará na campanha mantém sua participação dentro da estratégia eleitoral definida por Lula e seus aliados.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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