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Nikolas Ferreira critica campanha do PT e diz que a esquerda tem feito ‘terrorismo eleitoral’

O deputado federal eleito Nikolas Ferreira (PL) classificou como “ultrapassada e mentirosa” a estratégia que, segundo ele, vem sendo utilizada por adversários do grupo político de Flávio Bolsonaro (PL) durante a campanha presidencial. Em entrevista à GloboNews, o parlamentar afirmou que associações feitas pela esquerda sobre um eventual governo de Flávio seriam utilizadas como forma de buscar votos entre eleitores indecisos. As declarações foram dadas em meio à disputa do segundo turno das eleições de 2026.

Nikolas afirmou que os adversários apresentam cenários segundo os quais mulheres perderiam o direito de votar, homossexuais seriam mortos e a Amazônia deixaria de existir caso Bolsonaro chegasse à Presidência. Na avaliação do deputado, esse tipo de argumento já havia sido utilizado durante a eleição de 2018, quando Jair Bolsonaro foi eleito presidente. Por isso, ele disse acreditar que a estratégia voltaria a ser utilizada no atual processo eleitoral.

Durante a entrevista, Nikolas chamou essas associações de “terrorismo eleitoral” e afirmou que elas não apresentariam sustentação, segundo sua avaliação. O parlamentar declarou ainda que pretende continuar participando da disputa política durante o segundo turno, período em que a campanha presidencial passou a concentrar esforços na comunicação com os eleitores. A fala reforçou o discurso que ele vem adotando ao comentar a disputa entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nikolas Ferreira critica argumentos usados pelo PT

Ao explicar sua posição, Nikolas citou especificamente o direito das mulheres ao voto. Segundo ele, esse direito está previsto entre as cláusulas pétreas da Constituição e, portanto, não poderia ser simplesmente retirado por decisão do presidente ou do Congresso. A afirmação foi apresentada pelo deputado como resposta às declarações que, de acordo com ele, relacionam uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro à perda desse direito.

O parlamentar também direcionou críticas à administração de Lula ao abordar questões relacionadas às mulheres e à população LGBT. Nikolas afirmou que houve registros de altos índices de feminicídio nos últimos quatro anos e mencionou mudanças no comando de ministérios durante o atual governo. Nesse contexto, ele contestou os argumentos utilizados pelos adversários de Flávio e afirmou que eles não seriam suficientes para sustentar as acusações feitas durante a campanha.

Nikolas citou ainda o Ministério das Mulheres ao questionar a composição do governo federal. Ele afirmou que Lula demitiu mulheres de ministérios e as substituiu por homens, relacionando uma dessas mudanças à articulação com o Centrão. O Estado de Minas registrou que Cida Gonçalves deixou o Ministério das Mulheres em 2025 e foi substituída por Márcia Helena Lopes, que permanecia no cargo no momento da publicação da entrevista.

Disputa sobre mulheres e população LGBT

Outro ponto mencionado por Nikolas Ferreira foi a situação da população LGBT no Brasil. O deputado afirmou que o país ocupa o primeiro lugar em um ranking de mortes de pessoas LGBT e utilizou essa afirmação para questionar as críticas feitas ao campo político de Flávio Bolsonaro. Na entrevista, ele apresentou esses dados e argumentos como contraponto às acusações que atribuiu aos adversários.

As declarações ocorreram depois do primeiro turno das eleições de 2026, quando a disputa presidencial avançou para uma nova etapa. Nikolas foi reeleito deputado federal por Minas Gerais com mais de 3 milhões de votos e declarou, após a votação, que continuaria atuando na campanha de Flávio Bolsonaro. Na ocasião, ele também afirmou que pretendia manter uma estratégia de mobilização nas ruas e nas redes sociais durante o segundo turno.

A atuação de Nikolas nas redes sociais também passou a ser destacada durante os primeiros dias do segundo turno. Em outra publicação do Estado de Minas, o deputado reagiu a vídeos divulgados por Lula e fez críticas à forma como o presidente passou a intensificar sua comunicação digital. O episódio ocorreu no mesmo período em que integrantes da campanha petista discutiam mudanças na estratégia de comunicação para a segunda etapa da eleição.

Campanha entra na fase decisiva

A declaração de Nikolas ocorre, portanto, em um momento no qual os dois candidatos à Presidência ampliam a comunicação direcionada aos eleitores. De um lado, o deputado passou a defender publicamente a candidatura de Flávio Bolsonaro e a contestar os argumentos utilizados por seus adversários. Do outro, a campanha de Lula também passou a reforçar sua presença nas redes sociais e a convocar apoiadores para atividades durante o segundo turno.

Ao classificar a campanha adversária como “ultrapassada e mentirosa”, Nikolas apresentou sua própria interpretação sobre os argumentos que vêm sendo utilizados contra Flávio Bolsonaro. As afirmações sobre mulheres, população LGBT e Amazônia foram atribuídas pelo deputado aos adversários políticos, enquanto suas respostas foram apresentadas durante a entrevista concedida à GloboNews. O segundo turno seguirá concentrando esse tipo de disputa de discursos entre as campanhas presidenciais.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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