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Pablo Marçal saiu em apoio de Flávio Bolsonaro e quer que alguns candidatos desistam de concorrer à presidência

A três dias do primeiro turno das eleições de 2026, Pablo Marçal utilizou a transmissão ao vivo de Flávio Bolsonaro (PL), na noite de quinta-feira, 1º de outubro, para fazer um apelo pela união de candidaturas da direita. O empresário pediu que Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) abrissem mão da disputa presidencial para apoiar Flávio. A estratégia defendida por Marçal foi apresentada como uma tentativa de concentrar os votos desse campo político antes da votação de domingo, 4 de outubro.

Marçal direcionou seu pedido individualmente aos três presidenciáveis durante a live, que contou com a participação de Flávio. Ao falar sobre Cury, o empresário afirmou ter amizade com o escritor e psiquiatra e sugeriu que ele tivesse paciência para disputar eleições futuras. Em relação a Caiado, Marçal chegou a mencionar a possibilidade de o governador de Goiás ocupar o Ministério da Segurança Pública em um eventual governo de Flávio, embora essa composição não tenha sido apresentada como um acordo oficial.

O pedido mais direto foi dirigido a Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e candidato do Novo à Presidência. Marçal afirmou que a candidatura do mineiro não havia ganhado tração e o convidou a caminhar ao lado de Flávio Bolsonaro. Até o momento do pedido, porém, Caiado, Zema e Cury permaneciam oficialmente na disputa pelo Palácio do Planalto.

Marçal pede união da direita em torno de Flávio

A iniciativa ocorreu depois de Marçal ter se aproximado formalmente da campanha de Flávio Bolsonaro e passado a defender a concentração de votos em torno do candidato do PL. Durante a mesma transmissão, Flávio também pediu o chamado “voto inteligente” e afirmou que seria o candidato capaz de enfrentar Lula sem a necessidade de um segundo turno. As declarações fizeram parte da estratégia apresentada pelos dois durante a reta final da campanha.

A fala de Marçal também foi acompanhada por uma justificativa relacionada à disputa contra Lula (PT). Ao pedir a retirada das três candidaturas, o empresário argumentou que a unificação dos votos desse campo político poderia alterar o cenário da eleição já no primeiro turno. Trata-se, portanto, de uma proposta política feita pelo próprio Marçal, e não de uma decisão anunciada por Caiado, Zema ou Cury.

A transmissão ocorreu na mesma noite em que Flávio anunciou que não participaria do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo. Lula já havia informado que não compareceria, e decisões judiciais modificaram regras do encontro, incluindo a determinação da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, sobre o púlpito vazio destinado ao candidato ausente. Pouco depois, a Globo cancelou o debate, citando as mudanças judiciais e a insegurança jurídica em torno da realização do programa.

Caiado, Zema e Cury permanecem candidatos

Após o cancelamento do debate, os três presidenciáveis citados por Marçal continuaram na corrida eleitoral. Caiado estava no estúdio da Globo quando o encontro foi cancelado e criticou as circunstâncias que impediram a realização do confronto. Zema e Cury também se manifestaram sobre o episódio e questionaram a ausência de Lula e Flávio no debate.

O pedido de Marçal, portanto, não foi acompanhado por uma retirada imediata das candidaturas mencionadas. A situação permaneceu inalterada enquanto as campanhas entravam nos últimos dias antes da votação, com os candidatos mantendo suas agendas e buscando votos até o encerramento da campanha. O primeiro turno está marcado para este domingo, quando os eleitores escolherão entre os nomes que permanecerem oficialmente na disputa.

A aproximação entre Marçal e Flávio ganhou espaço justamente na reta final, depois que o empresário deixou seu partido e passou a defender publicamente a candidatura do senador. Na live, essa aliança foi apresentada como parte de um movimento para reunir diferentes grupos da direita em torno de uma única candidatura. O apelo aos três adversários de Flávio levou essa proposta diretamente aos candidatos que ainda mantinham suas próprias campanhas.

Por apoio a Flávio, Marçal intensifica apelo na reta final

O episódio colocou em evidência a tentativa de Marçal de influenciar a configuração das candidaturas de direita poucos dias antes do primeiro turno. Seu pedido envolveu três candidatos com trajetórias políticas distintas: Caiado, ex-governador de Goiás; Zema, ex-governador de Minas Gerais; e Cury, escritor e psiquiatra que disputa pela primeira vez a Presidência. Nenhum dos três havia anunciado desistência ou apoio a Flávio no momento da manifestação.

A fala também ocorreu em um cenário de forte movimentação entre as campanhas presidenciais, com os candidatos concentrando atos e declarações nos últimos dias antes da eleição. Enquanto Marçal defendia a retirada de Caiado, Zema e Cury, Flávio reforçava o discurso de concentração de votos e buscava ampliar o apoio entre eleitores e lideranças do mesmo campo político. A estratégia, contudo, não alterou oficialmente as candidaturas citadas no apelo.

Com a eleição marcada para domingo, o pedido feito por Pablo Marçal passou a integrar os acontecimentos da reta final da campanha presidencial. A proposta de que Caiado, Zema e Cury desistissem para apoiar Flávio foi apresentada publicamente durante a live, mas os três permaneceram candidatos após a declaração. O episódio mostrou, assim, uma tentativa de reorganização das candidaturas da direita a poucos dias da decisão dos eleitores nas urnas.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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