Tarcísio critica ato do PT na Paulista: “Vandalismo nunca é ferramenta”

O governador de São Paulo reeleito, Tarcísio de Freitas (Republicanos), publicou um vídeo nesta segunda-feira (12/10) no qual comenta cenas de depredação registradas durante a manifestação realizada no domingo (11/10) na Avenida Paulista, em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nas imagens e na legenda, o governador faz comparações com atos de outras manifestações e levanta debates sobre os limites do protesto democrático.
“Quem precisa quebrar para ter razão, já perdeu o argumento”
Em sua mensagem, Tarcísio destaca o contraste entre eventos realizados por diferentes grupos políticos no mesmo espaço público. “Quantas manifestações da direita nós já tivemos na Paulista? Sem nenhuma intercorrência, sem nenhum problema. Manifestações da família. Agora o PT ocupa o espaço, e o que a gente tem? Depredação, vandalismo, pichações, intolerância”, afirma no vídeo. Ele conclui com a afirmação de que a destruição nunca serve como ferramenta legítima de defesa de ideias: “O vandalismo nunca é ferramenta, é armadilha”.
Estações do Metrô foram alvo de ação durante o ato
Durante a concentração e dispersão do domingo, três estações do Metrô de São Paulo registraram danos ao patrimônio público. Painéis, vidros e instalações foram danificados, gerando transtornos ao sistema de transporte. Tarcísio atribuiu os acontecimentos ao clima do próprio ato e questionou posturas políticas anteriores: “E a gente pode esperar deles algum mea culpa? Claro que não. Imagina que eles nunca fizeram mea culpa com relação à corrupção que grassou nos governos PT”, disse, fazendo referência a escândalos investigados durante as gestões petistas no Planalto.
Crítica à hipocrisia e uso do termo “fascismo”
O governador também ironizou o contraste entre certas afirmações feitas em campanhas eleitorais anteriores e os acontecimentos de domingo. “É muito interessante ver que isso acontece justamente com aquelas pessoas que juram defender a democracia e que acusam de fascistas aqueles que discordam deles, sem saber ao certo o que essa palavra significa”, observou. A campanha do PT em eleições anteriores, incluindo os slogans “O amor vai vencer o ódio” e alertas sobre riscos autoritários, foi mencionada como pano de fundo para essa observação.
O significado de fascismo e o debate conceitual
Para contextualizar, o governador lembrou brevemente o que caracteriza historicamente o fascismo: uma ideologia de ultranacionalismo, autoritarismo, culto à liderança forte e repressão a opositores, surgida na Itália sob Mussolini. “A democracia garante o direito de protestar, mas nunca o direito de destruir”, reforçou na legenda da publicação, diferenciando liberdade de manifestação de danos ao bem comum.
Posicionamento eleitoral e reação pública
Tarcísio de Freitas é um dos principais aliados estaduais da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Sua manifestação ganhou repercussão nas redes sociais e divide opiniões: enquanto parte dos internautas endossa a crítica ao vandalismo, outros lembram que danos pontuais não representam a totalidade dos participantes de um ato público e pedem investigação isenta dos responsáveis. Independentemente das divergências políticas, o episódio reacendeu a discussão sobre como exercer o direito de protesto sem prejudicar a coletividade — um desafio permanente em qualquer sociedade democrática.





