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Lula encerra campanha na Paulista com novas críticas a Flávio e apelo a indecisos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou oficialmente sua campanha pela reeleição na tarde deste sábado, 24 de outubro, com um grande ato na avenida Paulista, em São Paulo. Na véspera do segundo turno, cercado por milhares de apoiadores e por aliados importantes de diferentes legendas, o presidente fez um balanço da disputa, pediu engajamento na véspera da votação e fez críticas contundentes ao adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

“O Brasil não quer retrocesso”, afirma Lula

Antes de percorrer a avenida em carro aberto, Lula conversou com jornalistas e demonstrou confiança no resultado deste domingo. Ele pediu especialmente que seus eleitores busquem convencer aqueles que ainda estavam indecisos ou que não compareceram às urnas no primeiro turno. “A sociedade brasileira quer mudança, mas mudança estrutural, que faça o país continuar caminhando para a frente. A sociedade brasileira não quer retrocesso”, declarou o presidente, definindo como principal mensagem da reta final a ideia de que o Brasil avançou e não deve interromper esse caminho.

Críticas ao adversário e caso Ana Clara

Lula foi duro ao avaliar seu oponente. “Depois de tantas campanhas que participei, de conversar com tanta gente importante, nunca imaginei disputar com um mentiroso, um miliciano, um desqualificado como esse rapaz”, afirmou. O presidente também mencionou a atuação de Flávio Bolsonaro como advogado na defesa de um policial envolvido na morte da menina Ana Clara, de cinco anos, atingida por um tiro de fuzil em 2021, no Rio de Janeiro. “Uma pessoa dessas não tem condições políticas, morais e éticas para ganhar a Presidência da República”, pontuou o petista, levando essa crítica também a um ato realizado mais cedo em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Uma das maiores mobilizações da sua trajetória

O presidente avaliou a participação popular neste segundo turno como uma das mais expressivas de toda sua vida pública. “Desde a minha primeira disputa presidencial, em 1989, não vi uma movimentação como essa”, observou. Ele agradeceu à multidão que tomou trechos da avenida Paulista, destacando que a diversidade de pessoas presentes demonstrava um movimento em defesa da democracia e do país. Faixas, bandeiras do Brasil e também as cores vermelhas da campanha espalharam-se pelo percurso, criando um cenário de forte presença popular.

Aliados de diferentes legendas no palanque

O ato na Paulista reuniu nomes que foram fundamentais para a construção da aliança que levou Lula ao segundo turno. Estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ex-ministro Fernando Haddad (PT), o ministro Guilherme Boulos (PSOL), além das ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). A presença de lideranças de partidos variados reforçou o caráter amplo da coligação que apoia a reeleição e foi um dos pontos destacados pelo presidente em seus agradecimentos durante o trajeto.

Preocupação com a segurança da multidão

O tamanho da concentração de pessoas acabou dificultando a passagem do carro aberto em que seguia o presidente. Por volta das 17h15, próximo ao Masp, Lula pediu calma aos presentes após relatos de pessoas que passaram mal em meio ao movimento. Ele decidiu deixar o veículo e seguiu em um trio elétrico maior, pedindo que todos mantivessem distância e cuidado. “Essa é a passeata maior que já foi feita na história da avenida Paulista e eu estou preocupado porque tem muito empurra-empurra aqui e tem gente passando mal”, explicou o presidente, demonstrando atenção e cuidado com os seus apoiadores.

O plano para o dia da votação

No domingo, Lula deve votar pela manhã em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, cidade onde iniciou sua trajetória política. Depois retornará à capital paulista, onde acompanhará o início da apuração. Conforme os resultados forem se consolidando, o presidente deve se deslocar para um hotel na cidade, onde encontrará aliados e fará seu pronunciamento oficial após a definição do resultado. Com a campanha encerrada, a palavra final agora pertence a cada eleitor brasileiro. Que todos compareçam às urnas e façam sua escolha com tranquilidade e consciência.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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