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Ale silva disse que é repugnante o que Lula disse e pediu às mulheres para se unirem

A candidata a deputada estadual por Minas Gerais Alê Silva criticou a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre mulheres e exames preventivos. Para ela, a fala foi “repugnante” e deveria ser respondida também por meio da participação feminina nos espaços políticos. Alê Silva defendeu especialmente a presença de mulheres conservadoras e de direita na política para que possam se posicionar diante de manifestações como essa.

A declaração de Lula ocorreu durante um ato de campanha realizado em Belém, no Pará, na segunda-feira, 28 de setembro. Ao falar sobre a resistência dos homens ao exame de próstata, o presidente afirmou que “as mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas”, fazendo uma comparação com a realização de exames preventivos femininos.

A fala provocou repercussão nas redes sociais e foi criticada por integrantes da oposição. Ao mesmo tempo, a campanha de Lula afirmou que o presidente fazia referência a exames ginecológicos preventivos, e uma checagem do UOL apontou que conteúdos que associavam diretamente a declaração a abuso sexual infantil retiravam o trecho do contexto original.

Alê Silva defende maior participação das mulheres

Alê Silva disputa uma vaga de deputada estadual em Minas Gerais pelo PL, com o número 22015. A candidatura está deferida e representa uma nova etapa de sua trajetória política, depois de ela ter exercido mandato de deputada federal entre 2019 e 2023. Nas eleições anteriores, ela também disputou a Câmara dos Deputados em 2018 e 2022, tendo sido eleita na primeira dessas duas eleições.

Ao comentar a declaração de Lula, Alê Silva colocou a participação feminina na política como uma das formas de reação a comportamentos que considera inadequados. A candidata destacou principalmente a necessidade de mulheres conservadoras e de direita ocuparem espaços de representação e decisão. A manifestação foi feita em meio à reta final da campanha eleitoral de 2026.

A trajetória de Alê Silva inclui atuação parlamentar na Câmara dos Deputados durante a legislatura iniciada em 2019. Nesse período, ela integrou a bancada feminina da Casa e exerceu seu primeiro mandato federal, encerrado em 2023. Atualmente, porém, ela não exerce mandato parlamentar e está em campanha para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

A declaração de Lula sobre os exames

Lula fez a declaração enquanto abordava a prevenção e o tratamento do câncer de próstata durante sua agenda em Belém. O presidente mencionou a realização de cirurgia robótica na região Norte e afirmou que os homens costumam apresentar resistência aos exames necessários para identificar a doença. Em seguida, estabeleceu a comparação com os cuidados de saúde realizados pelas mulheres.

Segundo o UOL Confere, a fala completa mostra que Lula estava tratando de exames de saúde e não de abuso sexual. A campanha presidencial do petista afirmou que a referência dizia respeito aos exames ginecológicos preventivos e à diferença cultural entre homens e mulheres na busca por atendimento médico. A mesma checagem observou que a orientação do Ministério da Saúde para o rastreamento do câncer do colo do útero começa aos 25 anos, e não na infância, como a frase de Lula poderia sugerir quando retirada do contexto.

Apesar da explicação apresentada pela campanha, a declaração passou a ser utilizada politicamente por adversários. A campanha de Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo relacionando a fala de Lula a casos de abuso sexual de menores, enquanto a campanha petista contestou essa interpretação. O episódio também foi explorado por outros integrantes do PL nas redes sociais durante a campanha eleitoral.

Candidata destaca mulheres conservadoras

A manifestação de Alê Silva acrescentou ao debate um recorte específico sobre a participação de mulheres conservadoras e de direita. Para a candidata, a presença feminina nesses grupos políticos deve ser ampliada para que mais mulheres possam participar diretamente das discussões e responder a declarações feitas por autoridades públicas. A defesa foi apresentada como parte de sua reação à fala de Lula.

A participação feminina no Legislativo já fez parte da trajetória política de Alê Silva durante o período em que exerceu mandato federal. A Câmara dos Deputados registra que ela integrou a bancada feminina na legislatura de 2019 a 2023, quando ocupou seu primeiro mandato na Casa. Depois de não ser eleita para um novo mandato federal em 2022, ela passou a disputar outros espaços eleitorais e agora concorre ao Legislativo estadual em Minas Gerais.

Com a eleição de 2026 se aproximando, a crítica de Alê Silva foi inserida em uma disputa marcada por manifestações de diferentes grupos políticos sobre a declaração do presidente. A candidata classificou a fala como “repugnante” e defendeu que mulheres conservadoras e de direita ampliem sua presença na política. Dessa forma, sua manifestação combinou a crítica específica às palavras de Lula com a defesa de maior participação feminina nos espaços de representação política.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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