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Aliados de Lula acreditam que a reação de Janja logo após o debate é um forte indício de que o presidente não foi bem

A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, virou assunto nos bastidores do Partido dos Trabalhadores (PT) após o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, realizado pela Band no domingo, 18 de outubro. Segundo reportagem do PlatôBR, publicada pelo Estado de Minas e assinada pelo jornalista Diego Amorim, aliados do presidente fizeram críticas reservadas à reação da primeira-dama depois do confronto televisivo. A publicação relata que integrantes do partido se incomodaram com a expressão de Janja durante a entrevista concedida por Lula à emissora após o programa.

De acordo com a reportagem, interlocutores petistas avaliaram que a primeira-dama demonstrou aborrecimento enquanto permanecia ao lado do presidente durante a conversa com a imprensa. O texto atribui a aliados, que não foram identificados nominalmente, a expressão “cara de velório” para descrever a aparência de Janja naquele momento. As críticas, conforme o relato, teriam circulado de maneira reservada entre integrantes do partido, sem manifestações públicas de dirigentes assumindo diretamente as declarações.

O episódio aconteceu após um debate marcado por discussões entre os candidatos, manifestações das plateias e intervenções dos responsáveis pela transmissão. Durante o programa, Janja também foi advertida por integrantes da produção da Band em razão de manifestações enquanto Flávio Bolsonaro falava, segundo relatos publicados por diferentes veículos de comunicação. A repercussão envolveu ainda o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, que reclamou da movimentação do senador atrás de Lula durante o confronto.

Críticas reservadas de aliados de Lula a Janja

Na reportagem publicada em 19 de outubro, o PlatôBR afirma que as críticas à primeira-dama voltaram a circular entre petistas depois do debate presidencial. Segundo o jornalista Diego Amorim, aliados consideraram inadequada a presença de Janja ao lado do presidente durante a entrevista concedida à Band após o encerramento do programa. As avaliações, entretanto, foram atribuídas a interlocutores ouvidos sob reserva, e a publicação não apresentou uma manifestação pública da primeira-dama respondendo especificamente às críticas relatadas.

Um dos trechos da reportagem reproduz a avaliação de um parlamentar do PT que pediu para não ter sua identidade divulgada. Segundo o relato, o político afirmou que temia ser acusado de machismo ou misoginia caso suas críticas à primeira-dama fossem publicadas com seu nome. A declaração ilustra o caráter reservado das manifestações relatadas pelo veículo, que descreveu um ambiente de insatisfação entre determinados aliados, sem indicar que essa avaliação fosse compartilhada por todo o partido.

O texto também atribui a integrantes do PT a avaliação de que a postura de Janja demonstraria dificuldades de compreensão do ambiente político. Essa interpretação, porém, representa a opinião dos interlocutores citados pela reportagem, e não uma conclusão comprovada de forma independente sobre a atuação da primeira-dama. O episódio passou a integrar a repercussão dos acontecimentos posteriores ao debate, que também envolveu críticas à condução do programa e ao comportamento de apoiadores presentes no estúdio.

Janja foi advertida durante o debate da Band

Durante o confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro, Janja estava na área reservada aos apoiadores do presidente e participou das manifestações da plateia. De acordo com relatos publicados após o programa, ela foi advertida por um integrante da produção da Band enquanto o senador do PL fazia suas considerações. O episódio foi registrado em vídeo e repercutiu nas redes sociais, ampliando a atenção sobre a participação da primeira-dama em um evento no qual os convidados deveriam permanecer em silêncio durante as falas dos candidatos.

A CNN Brasil também relatou momentos de tensão envolvendo apoiadores das duas candidaturas, incluindo manifestações de Janja durante uma fala de Flávio. Segundo a emissora, a primeira-dama disse “mentira, mentira” enquanto o senador discursava e, posteriormente, afirmou que estava espirrando. O relato integrou uma sequência de episódios que envolveram gritos, provocações e intervenções dos responsáveis pelo debate, inclusive durante as considerações finais dos presidenciáveis.

Além das manifestações da primeira-dama, o comportamento de outros participantes também provocou reclamações durante o programa. Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social e responsável pela estratégia de comunicação de Lula, criticou a movimentação de Flávio Bolsonaro atrás do presidente enquanto ele falava. Conforme reportagem da revista Veja, a queixa levou a mediação a pedir, no bloco final, que o candidato do PL restringisse esse comportamento, que também gerou comentários entre integrantes das duas campanhas.

Debate repercute nos bastidores da campanha presidencial

O encontro da Band foi o primeiro debate direto entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Ao longo da transmissão, os candidatos trocaram acusações sobre corrupção, gastos públicos e questões relacionadas à atuação política de seus grupos, enquanto apoiadores reagiram a diferentes declarações. A tensão também apareceu fora do confronto principal, com discussões entre integrantes das equipes e interrupções provocadas por manifestações na plateia, conforme relatos publicados pela CNN Brasil e pela Itatiaia.

A reportagem do PlatôBR acrescentou que a reação de Janja após o programa se tornou motivo de comentários reservados entre aliados do presidente, que questionaram sua postura durante a entrevista posterior ao debate. As críticas relatadas foram atribuídas a fontes não identificadas, por isso não devem ser interpretadas como uma posição oficial do PT ou como uma avaliação unânime entre os apoiadores de Lula. A repercussão ocorreu a poucos dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando os eleitores escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro para a Presidência da República.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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