Últimas Notícias

Augusto Cury afirmou que se for eleito pretende acabar com a reeleição no país

O escritor e candidato à Presidência da República Augusto Cury, do Avante, afirmou que pretende acabar com a possibilidade de reeleição para cargos do Executivo caso seja eleito nas eleições de 2026. A declaração foi dada durante uma agenda de campanha no interior de São Paulo, em que o candidato também falou sobre sua trajetória, propostas e visão para o país. A posição de Cury coloca o fim da reeleição entre as mudanças institucionais defendidas por sua candidatura.

Durante a entrevista, Cury afirmou que não considera adequado que cargos públicos sejam tratados como patrimônio de pessoas ou famílias. Para sustentar sua posição, o escritor fez uma referência direta às famílias Bolsonaro e Lula da Silva e defendeu que o poder público deve estar submetido ao cidadão que financia o Estado. Segundo ele, o contribuinte deve ser considerado o verdadeiro responsável pela manutenção da estrutura pública.

“Um cargo não pertence a um homem, a um ser humano, nem a uma família. Nem à família Bolsonaro, nem à família Lula da Silva. Todo cargo público pertence a quem? Ao contribuinte, ele é o patrão”, declarou Cury. Na sequência, o candidato afirmou que o presidente da República deveria ser encarado como um funcionário da sociedade, escolhido pelo voto e submetido a um período determinado de atuação. A proposta foi apresentada como parte de sua visão sobre alternância de poder e funcionamento das instituições.

Augusto Cury quer acabar com a reeleição

Ao explicar sua posição, Cury afirmou que, se chegar ao Palácio do Planalto, pretende propor o fim da possibilidade de um presidente permanecer no cargo por meio de um segundo mandato consecutivo. A medida também alcançaria outros cargos do Executivo, segundo a declaração do candidato. Dessa maneira, o modelo de reeleição atualmente existente seria substituído por uma regra que impediria a continuidade imediata no mesmo posto.

Cury também comentou a situação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a eleição de 2026 em busca de um novo mandato. O escritor afirmou que Lula deveria encerrar sua trajetória política após o atual período e deu sua opinião de que outras pessoas deveriam assumir a continuidade das ações de governo. A declaração foi feita durante uma entrevista em que Cury tratou justamente da possibilidade de enfrentar Lula em um eventual segundo turno.

A discussão sobre o fim da reeleição não é exclusiva da candidatura de Augusto Cury. Levantamento publicado pelo UOL mostrou que outros candidatos à Presidência também já defenderam mudanças nesse modelo, embora apresentem propostas diferentes sobre duração dos mandatos e funcionamento do Executivo. Entre os nomes citados estavam Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

Escritor apresenta candidatura à Presidência

Augusto Cury foi lançado pelo Avante como candidato à Presidência da República para as eleições de 2026. Conhecido nacionalmente por sua carreira como escritor, especialmente pela publicação de livros voltados para comportamento e desenvolvimento pessoal, ele ingressou na disputa presidencial sem uma trajetória anterior ocupando cargos eletivos. Sua candidatura foi apresentada pelo partido como uma alternativa à polarização tradicional entre os principais grupos políticos do país.

Durante a campanha, Cury também passou a apresentar propostas para diferentes áreas da administração federal. Entre as ideias divulgadas estão uma reforma administrativa, redução de cargos comissionados, diminuição do número de ministérios e mudanças na estrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O candidato também defendeu alterações na composição do Supremo Tribunal Federal e afirmou que pretende modificar critérios relacionados à escolha dos ministros.

Na área econômica, Cury afirmou que o próximo governo precisará lidar com uma situação fiscal considerada delicada. Ele evitou estabelecer uma promessa de déficit zero imediato e disse que a intenção seria buscar um resultado próximo desse objetivo. Paralelamente, apresentou propostas relacionadas ao empreendedorismo e à utilização de recursos de empresas públicas para estimular pequenos negócios.

Augusto Cury critica polarização política

Em sua agenda no interior paulista, Cury também apresentou sua candidatura como uma alternativa à divisão entre direita e esquerda. O escritor afirmou que considera o ambiente político brasileiro excessivamente polarizado e defendeu a divergência como uma característica própria da democracia. Para ele, o debate político deveria permitir diferentes posições sem transformar a disputa eleitoral em uma divisão permanente da sociedade.

O candidato também declarou que pretende colocar temas como educação, saúde, empreendedorismo e proteção das mulheres entre as prioridades de um eventual governo. Algumas de suas propostas já foram apresentadas publicamente durante entrevistas e eventos de campanha, enquanto outras fazem parte do plano de governo registrado para a disputa presidencial. O documento da candidatura reúne projetos específicos para áreas como educação, empreendedorismo e políticas voltadas às mulheres.

A defesa do fim da reeleição, portanto, passou a ocupar espaço importante no discurso eleitoral de Augusto Cury. Ao justificar a proposta, o candidato associou a medida à ideia de que cargos públicos devem pertencer à sociedade, e não a indivíduos ou grupos familiares. A discussão deverá continuar durante a campanha, especialmente porque o tema também aparece entre as propostas de outros concorrentes à Presidência em 2026.

Mostrar mais

Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *