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Campanha de Lula já acendeu o alerta na reta final do segundo turno por causa do crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas

O avanço de Flávio nas pesquisas passou a ser acompanhado com maior atenção pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O cenário ganhou destaque depois de novos levantamentos mostrarem o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do petista, embora dentro das respectivas margens de erro. Segundo informações divulgadas pelo Estado de Minas, integrantes da campanha de Lula passaram a avaliar com mais cautela os números apresentados pelos institutos nesta reta final.

A mudança no ambiente ocorreu depois da divulgação de diferentes pesquisas ao longo desta semana, com resultados que apontaram vantagem de Flávio ou empate técnico entre os dois candidatos. Na segunda-feira, 19 de outubro, o PoderData mostrou Flávio com 52% dos votos válidos contra 48% de Lula, enquanto levantamentos internos da campanha petista indicavam um cenário de empate entre os candidatos. A equipe do presidente, portanto, passou a comparar os resultados externos com os levantamentos contratados internamente antes de avaliar se houve uma alteração consolidada na disputa.

Nesta terça-feira, 20 de outubro, uma nova pesquisa ampliou a atenção dentro da campanha de Lula. O Real Time Big Data apontou Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto, contra 45% de Lula, enquanto, considerando somente os votos válidos, o senador apareceu com 52% e o presidente com 48%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o resultado foi considerado empate técnico, mas a sequência de levantamentos favoráveis a Flávio passou a ser monitorada com maior cuidado pelos aliados de Lula.

Avanço de Flávio nas pesquisas aumenta cautela

O avanço de Flávio nas pesquisas também pode ser observado na comparação entre levantamentos recentes do segundo turno. No início da atual fase da disputa, pesquisa divulgada pelo Estado de Minas indicava o senador com 49% das intenções de voto contra 45% de Lula, enquanto nos votos válidos a relação era de 52% a 48%. A sondagem havia sido realizada nos dias 6 e 7 de outubro e ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Na sequência, outros institutos mantiveram a indicação de uma disputa bastante equilibrada, mas com vantagem numérica para Flávio em diferentes levantamentos. O AtlasIntel/Bloomberg apontou 51,1% para o senador e 48,9% para Lula nos votos válidos, enquanto o BTG/Nexus registrou 50,3% contra 49,7%, também dentro da margem de erro. O conjunto dos resultados passou a mostrar uma eleição sem vantagem ampla para nenhum dos candidatos, com diferenças que permanecem próximas dos limites estatísticos das pesquisas.

A pesquisa Real Time Big Data também mostrou que a maior parte do eleitorado já considera o voto definido, o que reduz o espaço para grandes mudanças até domingo. Segundo o levantamento, 93% dos entrevistados afirmaram que já decidiram o voto, enquanto 7% disseram que ainda poderiam mudar de escolha. Entre os eleitores de Flávio, 94% declararam que não mudariam de candidato, percentual que ficou em 90% entre os apoiadores de Lula.

Campanha de Lula acompanha cenário antes do segundo turno

A campanha de Lula, segundo relatos publicados pelo Estado de Minas com base em informações do Correio Braziliense, não tratou imediatamente os resultados do PoderData como uma mudança definitiva no cenário eleitoral. A avaliação interna considerava que os levantamentos contratados pela própria campanha apresentavam um quadro diferente, com empate entre os candidatos nos dois dias anteriores à publicação daquela pesquisa. Por isso, os auxiliares do presidente passaram a acompanhar a sequência de novos levantamentos antes de estabelecer uma leitura definitiva sobre a evolução da disputa.

A estratégia também passou a considerar os próximos levantamentos previstos para esta semana, especialmente as pesquisas Quaest e Datafolha. A divulgação desses estudos deverá fornecer novos parâmetros para a comparação entre os números internos da campanha petista e os resultados publicados pelos institutos que vêm indicando vantagem numérica de Flávio. Com a votação marcada para 25 de outubro, cada nova pesquisa passou a ser acompanhada em um intervalo de tempo mais curto e próximo da definição do eleitorado.

Enquanto a campanha de Lula monitora os números, a equipe de Flávio trabalha para preservar a vantagem registrada em diferentes pesquisas e ampliar a mobilização na reta final. A campanha do senador concentra esforços no Sudeste, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além de preparar a participação no debate decisivo e ações de rua com aliados. Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, integrantes da equipe também consideram ajustes no tom do candidato para buscar eleitores ainda indecisos.

Reta final será marcada por disputa apertada

O avanço de Flávio nas pesquisas ocorre em um momento no qual os principais levantamentos apresentam diferenças relativamente pequenas entre os candidatos. O agregador de pesquisas do UOL apontava, nesta terça-feira, Flávio com 51,3% dos votos válidos contra 48,7% de Lula, reduzindo a distância para 2,6 pontos percentuais em comparação com os 3,2 pontos registrados em 15 de outubro. A média reforça que a vantagem do senador permanece limitada e que o cenário ainda pode apresentar oscilações até a votação.

A disputa chega, portanto, aos últimos dias com Flávio Bolsonaro numericamente à frente em parte relevante dos levantamentos, mas sem uma vantagem que esteja fora das margens de erro. Lula mantém resultados competitivos em diferentes pesquisas e a campanha petista aguarda novos levantamentos para verificar se os números internos continuam apontando equilíbrio. O segundo turno está marcado para domingo, 25 de outubro, quando os eleitores escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro para a Presidência da República.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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