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Deputado reeleito, André Janones, está confiante de que o Exército do Lula voltará ainda mais forte

O deputado federal André Janones (Rede-MG) reagiu à suspensão temporária do canal Exército do Lula, utilizado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o segundo turno das eleições de 2026. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar demonstrou confiança na retomada da ferramenta e questionou os seguidores: “Alguém duvida que voltaremos ainda maior?”. A declaração foi divulgada pelo jornal Estado de Minas nesta quarta-feira, 14 de outubro, em meio à disputa judicial envolvendo o canal e à intensificação da campanha presidencial.

A suspensão foi determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que estabeleceu um intervalo de 48 horas antes da retomada das atividades. O canal, criado para reunir e orientar apoiadores de Lula, havia ultrapassado a marca de 4 milhões de seguidores, tornando-se uma das principais iniciativas de mobilização digital ligadas à campanha petista. Durante o período de interrupção, Janones anunciou que o trabalho de organização continuaria por meio de seu perfil oficial no Instagram.

Na mensagem publicada pelo deputado, a mobilização dos apoiadores foi apresentada como uma atividade que não dependeria exclusivamente do funcionamento do canal no WhatsApp. Janones utilizou expressões militares para convocar os participantes a acompanhar suas publicações e manter a circulação de conteúdos políticos durante a suspensão. A reação ocorreu em um momento no qual as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro disputam espaço nas redes sociais e buscam ampliar o alcance de suas mensagens antes da votação de 25 de outubro.

Janones transfere temporariamente a mobilização para o Instagram

Ao anunciar a mudança provisória, Janones afirmou que o perfil oficial no Instagram passaria a funcionar como quartel-general da mobilização digital. Na publicação, o deputado escreveu: “Devido à suspensão do canal Exército do Lula, informo que nosso QG passará a funcionar, provisoriamente, no meu perfil oficial no Insta”. Em seguida, convocou os apoiadores a se apresentarem na plataforma, utilizando a expressão “soldados da ativa” para se referir aos integrantes do grupo.

A estratégia busca manter o contato com os milhões de seguidores reunidos no canal enquanto a suspensão permanece em vigor. Janones também afirmou apostar na força orgânica dos apoiadores, incentivando a divulgação de informações e o compartilhamento de publicações nas redes sociais. A iniciativa mantém o parlamentar à frente da mobilização digital, mesmo com a interrupção temporária da ferramenta que concentrou sua atuação durante os últimos dias.

O deputado demonstrou confiança de que o canal retornará com um número ainda maior de participantes, apesar da decisão judicial. A suspensão, que recebeu ampla repercussão na imprensa, acabou colocando o Exército do Lula no centro do debate eleitoral sobre a utilização de plataformas digitais por grupos ligados às campanhas. Janones aproveitou a visibilidade do episódio para reforçar a convocação dos apoiadores e manter sua estratégia de comunicação ativa durante o segundo turno.

Por que o TSE determinou a suspensão do canal

A decisão de Kassio Nunes Marques ocorreu no contexto de questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial. A representação apontou suspeitas de disseminação de conteúdos desinformativos e ofensivos contra o candidato, além de questionar a organização da mobilização realizada por meio do WhatsApp. Janones contestou as acusações e afirmou que o canal não havia divulgado notícias falsas, sustentando que a iniciativa era voltada à organização dos apoiadores.

O presidente do TSE também mencionou a ausência de registro formal do canal pela campanha de Lula como fundamento para a medida. Após o registro ser realizado, o ministro autorizou a retomada do funcionamento, mas determinou que fossem respeitadas as 48 horas previstas antes da reativação. Dessa forma, a suspensão temporária não representou uma proibição definitiva do canal, mas estabeleceu um intervalo para que a ferramenta voltasse a operar conforme as exigências indicadas pela Justiça Eleitoral.

A controvérsia gerou manifestações de aliados do presidente e ampliou a discussão sobre as regras aplicáveis aos canais de mensagens durante as eleições. Integrantes da campanha petista criticaram a decisão, enquanto a equipe de Flávio Bolsonaro sustentou seus questionamentos sobre o conteúdo e o funcionamento da iniciativa. O caso também levantou dúvidas sobre a responsabilidade das campanhas por canais administrados por apoiadores e sobre os mecanismos de fiscalização utilizados pelo tribunal.

Canal reúne milhões de apoiadores na reta final da eleição

O Exército do Lula foi criado por Janones para reunir simpatizantes do presidente em um espaço de comunicação direta, com orientações para ampliar a circulação de conteúdos nas redes sociais. Entre as atividades incentivadas estavam o compartilhamento de publicações, a divulgação de mensagens e a participação em ações coordenadas de apoio ao candidato do PT. O crescimento para mais de 4 milhões de seguidores aumentou a visibilidade do deputado e tornou a ferramenta um dos assuntos da campanha no segundo turno.

A iniciativa ganhou destaque depois que Janones passou a ocupar um papel mais visível na mobilização digital de Lula após o primeiro turno. A dimensão do grupo também provocou questionamentos sobre a necessidade de registro eleitoral e sobre os limites das ações organizadas em aplicativos de mensagens. Com a suspensão temporária, o parlamentar buscou preservar a participação dos seguidores por meio de outra plataforma, evitando que a interrupção do WhatsApp paralisasse a comunicação com os apoiadores.

A expectativa de Janones é que o Exército do Lula retorne com ainda mais participantes, conforme indicou em sua publicação nas redes sociais. Até a retomada da ferramenta, o deputado pretende manter a mobilização pelo Instagram, onde convocou os integrantes a acompanhar as orientações divulgadas em seu perfil. O episódio permanece ligado à disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro e ao debate sobre a atuação da Justiça Eleitoral diante das estratégias digitais adotadas pelas campanhas presidenciais.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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