Empresário que perdeu a vida em queda de avião no interior de São Paulo, deixou a esposa e dois filhos

O empresário Victor Simões da Silva morreu na sexta-feira, 16 de outubro de 2026, após a queda de um avião de pequeno porte em Orlândia, no interior de São Paulo. Acionista do Grupo Simões e integrante de uma família tradicional do setor empresarial do Amazonas, ele tinha 51 anos e mantinha uma trajetória profissional ligada à administração, aos investimentos e à gestão de negócios. O acidente aconteceu no Aeroporto Tangará, pouco depois da decolagem da aeronave, e também provocou a morte do outro ocupante.
A notícia causou repercussão entre familiares, representantes do setor industrial e pessoas ligadas à trajetória profissional do empresário. Victor era filho de Antônio Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, conhecida pela sigla FIEAM, e fazia parte de uma família com atuação empresarial na região Norte. Ele deixa a esposa, Sihame Cruz, arquiteta e designer, além de dois filhos, uma adolescente e um menino de apenas um ano.
Além da participação nos negócios familiares, Victor construiu uma carreira com experiências em áreas como administração, finanças e auditoria. Informações sobre sua trajetória profissional indicam que ele também trabalhou com processos de aquisição e incorporação de empresas, além de atividades relacionadas à gestão patrimonial. A morte ocorreu enquanto ele estava em São Paulo, e as circunstâncias do acidente passaram a ser investigadas pelas autoridades responsáveis.
A trajetória profissional de Victor Simões e sua ligação com o Grupo Simões
Natural de Manaus, Victor Simões da Silva integrava uma família cuja história empresarial está ligada ao desenvolvimento econômico do Amazonas. O Grupo Simões reúne negócios associados ao mercado de bebidas e a outros investimentos realizados ao longo da trajetória familiar. Como acionista, Victor fazia parte dessa estrutura empresarial e dava continuidade à participação da família em atividades econômicas na região Norte do Brasil.
A formação acadêmica do empresário também contribuiu para sua atuação profissional em diferentes áreas da administração. Conforme informações sobre seu currículo, ele se formou em Administração de Empresas pela Jones College, instituição localizada em Miami, nos Estados Unidos. O documento apresentado à Assembleia Legislativa do Amazonas em 2022 registrava mais de 15 anos de experiência profissional, incluindo passagens por empresas multinacionais e participação em projetos internacionais.
Ao longo da carreira, Victor também acumulou experiência em operações empresariais e na organização de estruturas de investimentos. Entre as atividades relacionadas à sua trajetória estavam processos de aquisição e incorporação de empresas, além da gestão de holdings e family offices, estruturas utilizadas para administrar participações e patrimônio. Em 2022, ele foi indicado para ocupar a suplência da representação da FIEAM no Conselho Estadual de Regulação e Controle dos Serviços Públicos, ampliando sua ligação com discussões relacionadas à regulação de serviços no Amazonas.
Acidente aéreo em Orlândia deixou duas vítimas fatais
A queda aconteceu por volta das 16h49 de sexta-feira, 16 de outubro, na pista do Aeroporto Tangará, em Orlândia, município do interior paulista. Segundo informações divulgadas pela Defesa Civil de São Paulo, o avião caiu em uma área aberta logo após levantar voo, provocando pequenos danos às estruturas próximas. Os dois homens que estavam a bordo morreram, e equipes de atendimento e autoridades foram mobilizadas para atender à ocorrência.
A aeronave envolvida no acidente era um monomotor Van’s RV-7A, de prefixo PP-ZLC, fabricado em 2011 e com capacidade para duas pessoas. Informações divulgadas sobre o avião indicavam que ele estava em situação regular, embora essa condição não esclareça as circunstâncias que levaram à queda. A Polícia Militar, os bombeiros e equipes de perícia foram acionados, enquanto os órgãos especializados iniciaram os procedimentos previstos para acidentes aeronáuticos.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, conhecido como Cenipa, foi acionado para apurar o ocorrido, com participação de investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. A investigação técnica busca reunir informações sobre a aeronave, examinar os vestígios e verificar os fatores que possam ter contribuído para o acidente. Até as informações divulgadas inicialmente, não havia uma conclusão oficial sobre as causas da queda, por isso não é possível atribuir o episódio a uma falha específica ou a um erro operacional.
Família lamenta morte e aguarda informações sobre despedida
A morte de Victor provocou manifestações de pesar, entre elas a de seu pai, Antônio Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas. A perda também repercutiu no meio empresarial, devido à ligação da família com negócios e investimentos importantes para a região Norte. A trajetória de Victor reunia atuação profissional, participação nos empreendimentos familiares e envolvimento com atividades relacionadas à administração e aos investimentos.
Em comunicado, o Grupo Simões lamentou a morte do empresário e manifestou pesar pela perda. A empresa informou que os detalhes sobre o velório e o sepultamento seriam divulgados posteriormente, sem que as primeiras informações apresentassem uma programação definitiva para a despedida. Enquanto a família e pessoas próximas enfrentam o luto, as autoridades continuam responsáveis pela investigação que deverá esclarecer as circunstâncias da queda em Orlândia.





