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Flávio Bolsonaro poderá pedir asilo político a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria deixado o Brasil com a família rumo aos Estados Unidos e planejaria solicitar asilo político ao presidente norte-americano Donald Trump, segundo informações publicadas pelo portal Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha. A notícia foi divulgada nesta terça-feira (27), em meio às informações divergentes sobre o paradeiro do parlamentar após a eleição presidencial de domingo (25). Até o momento, porém, a alegação sobre um pedido de asilo precisa ser diferenciada das informações oficialmente confirmadas pelas autoridades.

A possibilidade de uma viagem internacional ganhou repercussão depois que o jornal argentino Infobae noticiou que Flávio teria atravessado a fronteira com a Argentina para seguir aos Estados Unidos em um avião particular. O caso chamou a atenção porque surgiu após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o senador entregasse seus passaportes à Polícia Federal. Inicialmente, aliados de Flávio negaram que ele tivesse deixado o Brasil, enquanto a PF buscava esclarecer as informações sobre uma possível saída do território nacional.

O pedido de asilo político a Trump é o principal elemento da informação divulgada na coluna de Igor Gadelha, mas não deve ser tratado como um procedimento formal confirmado sem documentação ou manifestação oficial. As notícias anteriores sobre a suposta viagem apresentaram versões conflitantes a respeito da passagem do senador pela Argentina e de sua eventual chegada aos Estados Unidos. Por isso, a situação exige separar o que foi publicado pelo Metrópoles das informações confirmadas por autoridades e representantes políticos.

Suposta viagem aos Estados Unidos envolve a família

Segundo a informação atribuída ao Metrópoles, Flávio Bolsonaro teria viajado aos Estados Unidos acompanhado de familiares, em um deslocamento que estaria relacionado à intenção de solicitar asilo político a Donald Trump. A publicação surgiu depois de notícias sobre uma possível utilização de um jato executivo que teria partido de Buenos Aires e pousado em Puerto Iguazú, cidade argentina próxima à fronteira brasileira. A presença do senador nesse voo, entretanto, foi objeto de versões divergentes ao longo da apuração jornalística.

O avião mencionado nas primeiras reportagens era um Gulfstream G400, de matrícula argentina LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly. Conforme informações divulgadas por veículos brasileiros e argentinos, a aeronave saiu de Buenos Aires na noite de segunda-feira (26) e chegou a Puerto Iguazú antes da meia-noite. Os registros de deslocamento do jato, isoladamente, não identificavam todos os passageiros nem comprovavam que Flávio e seus familiares estivessem a bordo.

O jornal argentino Infobae publicou que o senador teria cruzado a fronteira utilizando um documento de identidade e seguiria para os Estados Unidos em um voo privado. A informação provocou questionamentos porque a Polícia Federal brasileira procurava verificar se Flávio havia deixado o país, inclusive por meio de contatos com autoridades argentinas. O governo argentino, por sua vez, informou que não encontrou registro oficial de entrada do parlamentar em seu território.

Aliados negaram inicialmente a saída do Brasil

Nas primeiras horas de terça-feira, Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio, negou que o senador tivesse deixado o Brasil. Em declaração à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, Marinho afirmou: “Não saiu”. Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência e aliado da família Bolsonaro, também contestou as notícias sobre uma suposta viagem aos Estados Unidos.

O próprio Flávio havia afirmado anteriormente que não pretendia deixar o país e que cumpriria a determinação judicial relativa aos passaportes. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o senador declarou que entregaria os documentos e contestou a decisão de Alexandre de Moraes. Essas manifestações foram divulgadas antes da repercussão das informações sobre o possível deslocamento internacional e o eventual pedido de asilo.

A diferença entre as declarações iniciais e as notícias posteriores tornou necessário verificar a sequência dos acontecimentos e a origem de cada informação. O Metrópoles publicou relatos sobre a possível viagem, enquanto outros veículos registraram as negativas de aliados e a ausência de confirmação migratória na Argentina. Até que existam informações oficiais suficientes, a alegação de que Flávio viajou com a família para pedir asilo deve permanecer atribuída à publicação que a divulgou.

Ordem judicial sobre passaportes antecedeu a notícia

A repercussão do caso ocorreu após Alexandre de Moraes determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal, incluindo os documentos mencionados na decisão judicial. O prazo para a apresentação dos documentos terminou na manhã de terça-feira (27), segundo informações divulgadas pela imprensa. A Polícia Federal também adotou providências para verificar se o senador havia deixado o território brasileiro.

A decisão judicial está relacionada a uma investigação que envolve Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, na qual são apuradas suspeitas de lavagem de dinheiro. O senador também é alvo de outra investigação relacionada a movimentações financeiras e ao financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai, Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades, e as investigações não equivalem a uma condenação.

A possibilidade de asilo político nos Estados Unidos acrescenta um novo elemento à repercussão do caso, mas a publicação de uma notícia sobre a intenção de solicitar proteção não comprova que o pedido tenha sido formalizado ou aceito pelo governo norte-americano. Da mesma forma, as informações sobre o avião e a possível saída do Brasil precisam ser avaliadas conforme as confirmações disponíveis. O caso envolve, portanto, uma alegação jornalística sobre a viagem e o asilo, além de uma apuração sobre o cumprimento da determinação judicial relativa aos passaportes.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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