Janones lançou o movimento ‘O verde e amarelo é nosso’, contando com o apoio do presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou neste sábado, 17 de outubro, uma foto usando a camisa da seleção brasileira em uma ação organizada pelo deputado federal André Janones. A mobilização foi criada nas redes sociais com o lema “O verde e amarelo é nosso” e buscou associar novamente as cores da bandeira brasileira a apoiadores do candidato petista. A iniciativa ocorreu na reta final do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
Na imagem divulgada por Lula, o presidente aparece vestindo a camisa da seleção e usando um adesivo com a frase “o Brasil é dos brasileiros”. A publicação foi acompanhada da mensagem “Bora, Brasil!” e passou a integrar uma série de postagens feitas por políticos, artistas e apoiadores da campanha. A estratégia foi organizada para ampliar a presença de símbolos nacionais nas redes sociais durante a disputa eleitoral.
A mobilização havia sido convocada por Janones na sexta-feira, 16 de outubro, com orientação para que apoiadores publicassem fotografias usando verde e amarelo e fazendo o gesto da letra “L” com as mãos. O deputado afirmou que a intenção era retomar as cores nacionais, que nos últimos anos passaram a ser utilizadas com frequência em manifestações de apoiadores da família Bolsonaro. A ação também procurou alcançar pessoas que não necessariamente se identificam com o PT, mas que poderiam participar de uma mobilização em torno dos símbolos do país.
Janones organiza mobilização nas redes sociais
A convocação foi realizada principalmente por meio do canal Exército do Lula, mantido por Janones no WhatsApp e utilizado para organizar ações digitais de apoio ao presidente. A orientação estabelecia que as publicações começassem às 9h deste sábado, permitindo que diferentes participantes compartilhassem fotos em um período próximo para aumentar a visibilidade da iniciativa. A estratégia incluiu o uso de camisetas da seleção, roupas verdes e amarelas, bandeiras e outras referências às cores nacionais.
Segundo Janones, o movimento pretendia retirar dos apoiadores da direita a associação exclusiva com o verde e amarelo e com a camisa da seleção brasileira. O deputado também convocou artistas, influenciadores e políticos para participar da mobilização, ampliando o alcance da campanha para além dos integrantes tradicionais da base de Lula. A proposta foi apresentada como uma disputa simbólica pelo uso de elementos ligados à identidade nacional.
A iniciativa ocorreu enquanto Lula e Flávio Bolsonaro disputavam o segundo turno da eleição presidencial, previsto para 25 de outubro. Nesse cenário, as redes sociais se tornaram um dos principais espaços utilizados pelas duas campanhas para buscar eleitores, estimular a participação e reforçar mensagens políticas. A mobilização de Janones foi, portanto, inserida diretamente na estratégia digital dos apoiadores de Lula durante os últimos dias da campanha.
Políticos e artistas também participam da ação
Além de Lula, integrantes da base aliada aderiram à mobilização publicando fotografias com roupas nas cores da bandeira brasileira e, em alguns casos, fazendo o gesto da letra “L”. Entre os participantes citados estavam as deputadas Erika Hilton e Ana Elisa, além de outros políticos que divulgaram registros semelhantes nas redes sociais. A participação de diferentes figuras públicas ajudou a transformar a convocação em uma ação coordenada de grande alcance digital.
Artistas também participaram da campanha, seguindo a orientação para utilizar símbolos nacionais nas publicações. Entre os nomes que apareceram em registros relacionados ao movimento estavam Carmo Dalla Vecchia, Débora Bloch, Marjorie Estiano e Sophie Charlotte. Outras personalidades também compartilharam imagens com as cores do Brasil, ampliando a presença da iniciativa nas plataformas digitais.
A campanha ganhou destaque justamente pela tentativa de disputar o significado político das cores verde e amarela e da camisa da seleção. Esses símbolos foram amplamente utilizados por apoiadores de Jair Bolsonaro em manifestações e atos políticos nos últimos anos, principalmente durante períodos eleitorais. Com a mobilização, aliados de Lula passaram a incentivar uma associação desses elementos com o campo político do presidente e com uma ideia mais ampla de identidade nacional.
Disputa pelo verde e amarelo entra na reta final da eleição
A iniciativa de Janones ocorreu em um momento de intensificação das ações digitais das duas campanhas presidenciais. O canal Exército do Lula havia ampliado rapidamente o número de seguidores e era utilizado para divulgar mensagens, orientações e tarefas destinadas aos apoiadores do presidente. As chamadas missões incluíam compartilhamentos de conteúdos, comentários em publicações e participação coordenada em ações nas redes sociais.
A mobilização também aconteceu depois de uma semana de disputas envolvendo o funcionamento do canal e sua relação com a campanha eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral havia analisado pedidos relacionados ao espaço e estabelecido regras para identificar canais de mensagens vinculados a campanhas, enquanto a coligação de Lula sustentava que o Exército do Lula não deveria ser considerado oficialmente ligado à candidatura. Janones, por sua vez, defendia que o canal era utilizado para ampliar o engajamento dos apoiadores e divulgar conteúdos favoráveis à reeleição do presidente.
Com a publicação da foto de Lula usando a camisa da seleção, a campanha “O verde e amarelo é nosso” ganhou a participação direta do candidato à reeleição. A ação passou a reunir políticos, artistas e apoiadores em torno de uma mesma orientação visual, com o objetivo de aumentar a presença das cores nacionais nas redes sociais antes da votação. A mobilização ocorreu a oito dias do segundo turno, quando as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro concentravam esforços para conquistar votos e ampliar a participação do eleitorado.





