Presidente disse que entrará no canal Exército do Lula, mas precisará usar o celular de Janja

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em tom de brincadeira, que não tem dinheiro para comprar um celular e que pretende utilizar o aparelho da primeira-dama Janja da Silva para participar do canal Exército de Lula, no WhatsApp. A declaração foi divulgada nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, em um vídeo publicado pelo deputado federal André Janones, responsável pela administração da comunidade digital. A participação de Lula foi relacionada a uma meta de cinco milhões de inscritos, número que o canal ainda busca alcançar.
Durante a gravação, Janones relembrou que havia anunciado anteriormente que o presidente compraria um celular caso a comunidade atingisse a quantidade de participantes estabelecida. Ao responder à proposta, Lula afirmou que não compraria um aparelho e que pegaria emprestado o celular de Janja para entrar no canal. A fala foi feita em tom descontraído, mas ganhou repercussão por envolver a participação direta do presidente em uma ferramenta de comunicação utilizada para mobilizar apoiadores durante a campanha eleitoral.
O canal Exército de Lula reunia aproximadamente 4,4 milhões de seguidores na ocasião da publicação da reportagem do Poder360, ficando abaixo da meta anunciada pelo deputado. Depois da declaração, Janones pediu que os apoiadores convidassem mais pessoas para a comunidade, com o objetivo de ampliar o número de inscritos. Lula também incentivou a adesão e afirmou que chamaria outras pessoas para participar da iniciativa, reforçando a intenção de ampliar sua presença nesse espaço digital.
Lula promete participar do Exército de Lula pelo WhatsApp
A conversa entre Lula e Janones ocorreu em um momento no qual a campanha presidencial busca ampliar a comunicação direta com eleitores por meio das redes sociais. O deputado havia divulgado, em 7 de outubro, uma gravação na qual brincou que o presidente compraria um celular se o canal alcançasse cinco milhões de inscritos. Na ocasião, Lula reagiu com humor à proposta, enquanto aliados discutiam formas de aumentar sua participação em vídeos e conteúdos digitais durante o segundo turno.
No vídeo mais recente, Janones mencionou acusações da campanha adversária sobre a possibilidade de o canal divulgar informações falsas. O deputado negou ter disseminado conteúdo falso, mas brincou que poderia acabar divulgando uma informação incorreta caso Lula não cumprisse a promessa de participar da comunidade quando a meta fosse alcançada. Em seguida, o presidente respondeu que utilizaria o aparelho de Janja, em vez de comprar um celular próprio, e confirmou que pretendia entrar no canal.
A declaração também chamou atenção porque Lula já havia comentado publicamente que não costuma utilizar um celular pessoal e que prefere manter sua comunicação digital sob condições específicas. Em gravações anteriores, o presidente relatou que recebia cobranças da primeira-dama e de integrantes de sua equipe para produzir mais conteúdos destinados às plataformas digitais. A mudança de estratégia ocorre em meio ao esforço da campanha para aproximar o candidato dos usuários de redes sociais e estimular a participação de apoiadores na divulgação de mensagens políticas.
Canal volta a funcionar após decisões da Justiça Eleitoral
O anúncio sobre o uso do celular de Janja ocorreu pouco depois da retomada do funcionamento do canal Exército de Lula, que havia sido suspenso em meio a questionamentos sobre sua utilização eleitoral. A comunidade voltou a operar na noite de quarta-feira, 14 de outubro, após decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques. A liberação permitiu novamente a publicação de mensagens e a entrada de novos participantes, depois de ajustes relacionados ao registro do canal perante a Justiça Eleitoral.
Nos dias anteriores, o funcionamento da comunidade havia sido objeto de decisões divergentes dentro do próprio tribunal, em um processo que envolveu questionamentos apresentados durante a campanha. Uma das justificativas para a suspensão foi a ausência de comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral como meio utilizado pela campanha de Lula. Após a regularização do registro, o ministro autorizou a retomada integral da ferramenta, permitindo que os administradores voltassem a publicar conteúdos e receber novos inscritos.
A disputa em torno do canal evidencia a importância que as plataformas digitais assumiram na comunicação entre candidatos, partidos e eleitores durante as eleições de 2026. Além de divulgar mensagens, o espaço administrado por Janones é utilizado para compartilhar vídeos, áudios e orientações destinadas aos apoiadores do presidente. Com a promessa de participação direta de Lula, a campanha busca estimular novas adesões, embora o alcance da meta de cinco milhões de inscritos ainda dependa do crescimento da comunidade.





