Lula diz que vai pegar celular de Janja emprestado para entrar em canal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração bem-humorada que rapidamente ganhou as redes sociais nesta quinta-feira (15/10). Em vídeo divulgado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o presidente brincou que não vai comprar um aparelho novo para interagir no canal “Exército de Lula” no WhatsApp. “Não, eu não vou comprar porque eu não tenho dinheiro, eu vou pegar o da Janja emprestado e vou entrar”, afirmou, em tom descontraído que arrancou sorrisos de quem acompanhou a gravação.
A meta: 5 milhões de inscritos
A participação direta do presidente no grupo foi prometida como uma espécie de recompensa quando a comunidade alcançar a marca de 5 milhões de inscritos. Até o momento, o canal reúne cerca de 4,4 milhões de pessoas, o que significa que ainda falta um trecho importante para chegar ao objetivo. Em gravação anterior, publicada no dia 7 de outubro, Janones havia dito que o presidente iria comprar um aparelho próprio para a ocasião. Agora, com a declaração mais recente, Lula ajustou a história de forma bem-humorada, dizendo que vai recorrer ao celular da primeira-dama.
Canal volta a funcionar após decisão do TSE
O anúncio acontece um dia depois de o canal ter sido restabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na noite de quarta-feira (14), o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a retomada imediata das atividades, dispensando inclusive o prazo de 48 horas que havia sido previsto anteriormente. A decisão veio após a campanha de Lula regularizar o registro do canal junto à Justiça Eleitoral, apresentando as informações que estavam pendentes.
Idas e vindas da comunidade digital
A trajetória do canal nos últimos dias foi marcada por decisões judiciais alternadas. No dia 11 de outubro, Nunes Marques havia ordenado a suspensão do grupo. Dias depois, no dia 13, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a medida e permitiu que o canal voltasse ao ar. Poucas horas depois, porém, Nunes Marques voltou a determinar a suspensão, justificando que o endereço eletrônico do canal ainda não havia sido devidamente informado ao TSE. Com a regularização feita, o caminho ficou livre para o restabelecimento definitivo da comunidade.
O funcionamento dos canais digitais na eleição
O episódio levantou uma discussão importante sobre como funcionam esses grupos de comunicação direta durante o período eleitoral. Eles são ferramentas legítimas de aproximação entre candidatos e eleitores, mas precisam cumprir regras de transparência e registro junto à Justiça Eleitoral. A liberação desta semana mostra que, quando as exigências são atendidas, os canais podem continuar operando, garantindo que as campanhas possam se comunicar com seus apoiadores de forma direta e sem interrupções indevidas.
Aguardando a marca dos 5 milhões
Agora, a expectativa é de que os próprios membros do canal se mobilizem para convidar mais pessoas e alcançar a meta combinada. Quando isso acontecer, será a vez de Janones cumprir a promessa e receber — mesmo que por meio do aparelho da primeira-dama — a participação do presidente diretamente nas conversas com os eleitores. Uma coisa é certa: enquanto os números sobem, a brincadeira de Lula sobre o celular emprestado já ficou marcada como um dos momentos mais leves desta reta final de campanha.





