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A um dia das eleições, a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (3) traça o cenário das disputas pelo Distrito Federal com definições claras em alguns casos e indefinição em outros. Para uma das duas vagas ao Senado Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) aparece na liderança, com 30% dos votos válidos. A sequência é ocupada pela deputada Bia Kicis (PL), com 24%, seguida pela ex-jogadora Leila do Vôlei (PDT), com 21%, e pela deputada Erika Kokay (PT), com 18%. A margem de erro do levantamento é de quatro pontos percentuais, o que confirma a dianteira de Michelle, mas deixa acesa a disputa pelas demais posições.

Os outros candidatos ao Senado aparecem com percentuais abaixo de 3%: Sebastião Coelho (Novo) e Professor Guilherme Amorim (UP) somam 2% cada, e Tiago Társis (Agir) marca 1%. Os demais concorrentes não registraram intenção de voto mensurável. Na pesquisa espontânea — quando o eleitor responde sem ver a lista de nomes —, Michelle Bolsonaro evoluiu de 18% para 20% desde a rodada anterior, divulgada na quinta-feira (1º). Bia Kicis também avançou, saindo de 14% para 17%. Ainda assim, 32% dos eleitores dizem não ter definido em quem votar para o Senado, o que pode alterar o quadro nas últimas horas antes da votação.

Na disputa pelo Governo do Distrito Federal, a vice-governadora Celina Leão (PP) mantém e amplia sua posição de destaque. Nos votos válidos, a candidata aparece com 55%, dois pontos acima do índice registrado na pesquisa anterior. O professor Leandro Grass (PT) segue em segundo lugar, com 27% — um ponto a mais do que havia sido registrado —, e a advogada Paula Belmonte (PSDB) permanece com 10%. Na pesquisa espontânea, a evolução também favorece a candidata governista: Celina subiu de 37% para 41%, enquanto Grass passou de 16% para 19%, mostrando crescimento, mas em ritmo mais lento.

A simulação de segundo turno para o Governo reforça a vantagem de Celina Leão. Nesse cenário, ela alcança 56% dos votos totais, contra 31% de Leandro Grass. Brancos e nulos somam 9%, e 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram opinar. A diferença de 25 pontos coloca a candidata do PP em posição favorável para obter a vitória ainda no primeiro turno, mas a movimentação dos eleitores nos momentos finais pode trazer desdobramentos até o fechamento das urnas.

O levantamento ouviu 1.620 eleitores do Distrito Federal entre a sexta-feira (2) e este sábado (3), em amostra distribuída pelas diferentes regiões administrativas. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, e está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números DF-07243/2026 e BR-09812/2026, cumprindo todos os requisitos de transparência e metodologia exigidos pela Justiça Eleitoral. O nível de confiança é de 95%, o que confere solidez aos resultados apresentados.

A poucas horas da abertura das seções eleitorais, os números revelam um cenário em que a coligação governista e o PL aparecem em posição de destaque, mas com espaço para definições nas últimas horas. O elevado percentual de eleitores que ainda não decidiram o voto para o Senado mostra que a campanha continua tendo efeito e que cada contato, cada proposta e cada mensagem pode fazer a diferença. A disputa é acirrada e o resultado não está dado antecipadamente.

Cabe ao eleitor do Distrito Federal avaliar com atenção as propostas, as trajetórias e os planos de cada candidato antes de depositar seu voto. As pesquisas mostram tendências, mas a decisão final pertence a cada cidadão que comparecer às urnas no domingo. A escolha é livre, secreta e soberana, e será ela que definirá quem conduzirá os destinos do Distrito Federal nos próximos anos.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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