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O canal criado por André Janones no WhatsApp já conta com mais de 10 milhões de inscritos e continua crescendo

O canal Exército do Lula alcançou 10 milhões de inscritos no WhatsApp na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, durante uma mobilização conduzida pelo deputado federal André Janones, aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A marca foi atingida pouco antes das 18h, após uma sequência de convocações para que apoiadores ingressassem no espaço digital e compartilhassem o canal com outras pessoas. O resultado ocorreu a dois dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo, 25 de outubro, quando Lula enfrentará o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A mobilização ganhou intensidade ao longo da sexta-feira, quando Janones publicou mensagens solicitando a participação dos apoiadores e demonstrando preocupação com a possibilidade de o canal ser retirado do ar. O deputado afirmou que havia uma tentativa de derrubar o espaço e pediu que pessoas favoráveis ao presidente ajudassem a alcançar a meta estabelecida para aquele dia. A reportagem publicada pelo Estado de Minas registrou que o parlamentar mencionou a proximidade do objetivo e incentivou os integrantes a ampliar a divulgação do canal.

Pouco antes de a marca ser alcançada, Janones informou que faltavam aproximadamente 100 mil inscritos para completar os 10 milhões e reforçou o pedido de adesão. Depois da confirmação do resultado, o deputado comemorou o crescimento e respondeu às críticas que, segundo ele, havia recebido quando anunciou a meta. Em suas publicações, atribuiu o desempenho à participação coletiva dos apoiadores e destacou a dimensão da mobilização realizada durante a campanha presidencial.

Mobilização digital na reta final da eleição

O Exército do Lula é um canal administrado por André Janones no WhatsApp e utilizado para divulgar conteúdos políticos e convocar apoiadores a participar de ações digitais. A iniciativa reúne pessoas interessadas na campanha do presidente e funciona como um espaço de transmissão de mensagens, vídeos, orientações e convocações relacionadas à disputa eleitoral. Com a chegada aos 10 milhões de inscritos, o canal ampliou o número potencial de usuários que podem receber os conteúdos publicados durante a reta final da campanha.

Entre as atividades promovidas por Janones estão pedidos para compartilhar publicações, divulgar vídeos e participar de mobilizações nas redes sociais, incluindo o X, antigo Twitter. O deputado também utiliza metas numéricas para estimular a entrada de novos integrantes e manter o engajamento dos participantes em períodos de maior movimentação política. Essas ações fazem parte de uma estratégia de comunicação que busca ampliar a circulação de mensagens favoráveis a Lula e mobilizar apoiadores para acompanhar os acontecimentos da eleição.

O crescimento do canal ocorreu em um momento no qual as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro intensificaram suas atividades digitais antes da votação decisiva. Os dois lados utilizam redes sociais e plataformas de mensagens para divulgar posicionamentos, alcançar eleitores e estimular a participação de seus apoiadores em diferentes iniciativas. Entretanto, o número de inscritos em um canal não corresponde necessariamente à quantidade de pessoas que visualizam cada publicação ou executam as tarefas propostas pelos administradores.

Questionamentos judiciais e disputa entre campanhas

A expansão do Exército do Lula também ocorreu em meio a questionamentos relacionados ao funcionamento do canal e à atuação de grupos políticos nas plataformas digitais. A campanha de Flávio Bolsonaro apresentou questionamentos à Justiça Eleitoral sobre práticas de engajamento associadas ao espaço administrado por Janones, enquanto o caso passou a envolver pedidos de esclarecimento dirigidos a empresas responsáveis por serviços digitais. A controvérsia colocou a utilização de canais de mensagens na campanha presidencial entre os temas discutidos durante a reta final do processo eleitoral.

Na sexta-feira, 23 de outubro, uma decisão relacionada ao caso estabeleceu que uma eventual nova suspensão ou restrição do canal deveria ser submetida ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A determinação ocorreu depois de manifestações sobre a situação do espaço e sobre os procedimentos relacionados à sua possível retirada do ar. A existência de questionamentos judiciais, contudo, não significa que o canal tenha sido efetivamente suspenso naquele momento, e a decisão deve ser compreendida dentro dos limites estabelecidos pela própria Justiça Eleitoral.

A disputa também envolveu a mobilização de apoiadores em diferentes plataformas, com publicações destinadas a ampliar o alcance de mensagens políticas e hashtags relacionadas aos candidatos. Enquanto Janones convocava integrantes do Exército do Lula a participar de ações digitais, grupos ligados a Flávio Bolsonaro promoviam iniciativas próprias para aumentar a visibilidade de suas pautas. A movimentação evidenciou a importância atribuída pelas campanhas à presença nas redes durante os últimos dias antes do segundo turno.

O alcance do canal antes da votação

A marca de 10 milhões de inscritos representou um aumento expressivo em relação aos números registrados pelo Exército do Lula nos dias anteriores à sexta-feira. O crescimento ocorreu em etapas, acompanhado por metas anunciadas por Janones e por convocações para que os participantes convidassem outras pessoas a ingressar no canal. Na reta final, a velocidade da adesão tornou-se parte da própria mobilização, com novas mensagens destinadas a manter o ritmo de crescimento até o objetivo ser alcançado.

Apesar da dimensão do número, os 10 milhões de inscritos indicam o alcance potencial do canal, e não uma confirmação de que todos os integrantes participaram ativamente das ações propostas ou compartilham as mesmas posições políticas. A quantidade de adesões também não permite concluir, por si só, qual será o comportamento dos eleitores nas urnas ou qual candidato obterá mais votos no segundo turno. A votação presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro está marcada para domingo, 25 de outubro de 2026, quando os eleitores escolherão o próximo presidente da República.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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