O temporal que atingiu Campo Grande deixou algumas escolas sem energia e os eleitores enfrentaram dificuldades

Eleitores que foram às urnas na manhã deste domingo, 4 de outubro, enfrentaram dificuldades em alguns locais de votação de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, por causa da falta de energia elétrica. O problema ocorreu durante a chuva que atingiu a capital sul-mato-grossense e deixou corredores e áreas de votação sem iluminação, provocando lentidão nas filas. Apesar dos transtornos registrados nas primeiras horas, a interrupção do fornecimento não impediu a realização da votação nas escolas afetadas.
Na Escola Municipal Professora Oliva Enciso, localizada no bairro Tiradentes, a falta de luz foi registrada por volta das 7h50. Com os ambientes escuros, alguns eleitores tiveram dificuldade para visualizar os botões da urna eletrônica e os mesários precisaram improvisar uma solução. Lanternas dos próprios celulares foram utilizadas para iluminar os equipamentos e permitir que os eleitores conseguissem concluir o procedimento de votação.
A situação provocou aumento das filas e deixou alguns eleitores aguardando por mais tempo nas seções. Uma eleitora ouvida pelo Jornal Midiamax relatou que a fila estava crescendo porque havia dificuldade para enxergar os botões da urna, enquanto os mesários utilizavam os celulares para iluminar o espaço. Segundo o relato publicado pelo veículo, a pouca luminosidade também causou preocupação com a presença de pessoas idosas entre os eleitores que aguardavam atendimento.
Falta de energia afeta locais de votação
Outro ponto de Campo Grande que apresentou problemas foi a Escola Municipal Senador Rachid Saldanha Derzi, localizada na Rua dos Irmãos, no bairro Jardim Noroeste. A região havia amanhecido com relatos de falta de energia, e a ausência de iluminação também provocou lentidão no atendimento dos eleitores que compareceram ao local. Como consequência, houve acúmulo de pessoas nas filas durante o começo da votação.
Os problemas de fornecimento ocorreram em meio às condições climáticas adversas registradas em Mato Grosso do Sul durante o primeiro turno. Na capital, havia previsão de chuva, enquanto diferentes regiões do estado estavam sob alertas meteorológicos para tempestades, com possibilidade de ventos fortes, granizo e alagamentos. O cenário levou as autoridades eleitorais a acompanhar possíveis ocorrências que pudessem afetar o deslocamento dos eleitores ou o funcionamento dos locais de votação.
Apesar dos relatos registrados em Campo Grande, a Energisa informou que os problemas de energia na capital eram pontuais. Segundo a concessionária, no boletim encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) às 8h, não havia registro de impacto das ocorrências sobre o funcionamento das urnas eletrônicas nos locais de votação da cidade. A empresa também informou que equipes estavam atuando nos pontos onde havia interrupções no fornecimento.
Urnas continuam funcionando sem eletricidade
O TRE-MS esclareceu que uma eventual interrupção no fornecimento de energia elétrica não paralisa a votação. As urnas eletrônicas possuem baterias internas com autonomia aproximada de 12 horas, o que permite que os equipamentos permaneçam ligados mesmo quando a rede elétrica do imóvel deixa de funcionar. Dessa maneira, a falta de energia pode comprometer a iluminação do ambiente, mas não interrompe necessariamente o funcionamento da urna.
O tribunal informou ainda que estava acompanhando as ocorrências registradas durante a manhã e mantendo comunicação com a concessionária responsável pelo abastecimento de energia. Também foram previstos procedimentos de contingência para situações em que uma interrupção pudesse se prolongar ou causar outros problemas nos locais de votação. Entre essas medidas estava a disponibilidade de baterias reservas para eventual substituição.
A falta de energia não ficou restrita à capital sul-mato-grossense. Antes do início da votação, dez municípios de Mato Grosso do Sul tinham registros de interrupção do fornecimento desde a madrugada, incluindo Angélica, Bataguassu, Brasilândia, Corguinho, Dourados, Jateí, Iguatemi, Ivinhema e Ponta Porã. Mesmo com essas ocorrências, o TRE informou que a votação havia começado normalmente nos 79 municípios do estado.
Chuva acompanha votação em Mato Grosso do Sul
Em Campo Grande, a chuva também influenciou a movimentação dos eleitores durante as primeiras horas do domingo. Pessoas chegaram aos locais de votação utilizando guarda-chuvas ou tentando se proteger da água, enquanto algumas seções apresentaram filas menores em determinados momentos da manhã. A combinação entre chuva e falta de energia criou dificuldades adicionais para quem precisava permanecer nos locais de votação.
As condições meteorológicas previstas para Mato Grosso do Sul incluíam diferentes níveis de alerta, dependendo da região. No sul do estado, havia áreas sob alerta laranja e, em municípios como Eldorado e Mundo Novo, o Instituto Nacional de Meteorologia havia elevado o nível de alerta para tempestades mais severas, com previsão de chuva intensa, granizo e ventos superiores a 100 km/h. Para Campo Grande, a previsão indicava volumes menores, mas ainda havia possibilidade de chuva forte, ventos intensos e queda de granizo.
Diante da previsão de instabilidade, o TRE-MS informou que preparou estruturas para acompanhar eventuais problemas durante o processo eleitoral. Um Gabinete de Crise poderia monitorar ocorrências climáticas em tempo real, enquanto equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e das prefeituras permaneceriam de sobreaviso para atuar em situações como queda de árvores e bloqueios de vias. A Justiça Eleitoral também informou que havia medidas de contingência previstas para preservar a continuidade da votação.
A votação do primeiro turno em Mato Grosso do Sul começou às 7h e estava prevista para terminar às 16h, considerando o horário local. Os 2.024.884 eleitores do estado foram chamados a escolher candidatos para deputado federal, deputado estadual, senador, governador e presidente da República, com dois votos destinados ao Senado. Mesmo diante dos transtornos provocados pela chuva e por interrupções pontuais de energia, a Justiça Eleitoral informou que os equipamentos estavam preparados para manter a votação em funcionamento.





