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Organizadores de evento com Flávio Bolsonaro pediram para que o foco fosse nas cores da bandeira brasileira

A organização do ato em apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo, pediu aos manifestantes que recolhessem bandeiras de outros países antes do início dos discursos neste domingo, 18 de outubro de 2026. Durante a concentração, participantes carregavam símbolos dos Estados Unidos e de Israel, além de bandeiras brasileiras e peças com o número eleitoral do candidato à Presidência. O pedido foi feito por um integrante da organização por meio do carro de som principal, que orientou o público a manter o foco nos símbolos nacionais.

A manifestação foi batizada de Bloco 22 e ocupou cerca de 12 quarteirões da Avenida Paulista por volta das 11h15, segundo o Estado de Minas. A maior parte dos participantes usava camisetas da seleção brasileira e carregava bandeiras relacionadas ao Brasil ou à campanha de Flávio, enquanto também foram observadas referências aos Estados Unidos e a Israel entre o público. Comerciantes ainda vendiam bonés com identificação do presidente norte-americano Donald Trump durante o evento.

Antes das falas oficiais, um integrante da organização fez o pedido para que as bandeiras estrangeiras fossem guardadas. “Hoje é a nação brasileira, queria pedir para que bandeiras de outros países fossem recolhidas”, afirmou o representante no carro de som. A orientação ocorreu justamente quando o ato começava a reunir os principais nomes políticos anunciados para participar da mobilização.

Ato na Paulista reúne apoiadores de Flávio Bolsonaro

O Bloco 22 adotou um formato semelhante ao de blocos carnavalescos, com carros de som espalhados pela Avenida Paulista e músicas adaptadas para o contexto eleitoral. Versões de canções populares, funks e músicas de axé foram utilizadas durante a concentração, com letras críticas ao PT e à esquerda. A mobilização também contou com jingles relacionados à campanha de aliados de Flávio Bolsonaro.

Entre os participantes e integrantes da comitiva estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP-SP) e Deltan Dallagnol (Novo-PR), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) e a deputada estadual eleita Eduarda Campobianco (PL-SP). Os políticos participaram da mobilização ao lado de Flávio e foram anunciados como integrantes da programação do evento. O grupo percorreu a região em meio à concentração de apoiadores.

Por volta das 12h30, Nikolas Ferreira conduziu uma oração do Pai-Nosso com os participantes. Na sequência, Flávio Bolsonaro discursou para a multidão e afirmou que os presentes estavam fazendo história, além de fazer uma referência ao pai, Jair Bolsonaro. O candidato também declarou que faltavam sete dias para a votação do segundo turno e apresentou sua expectativa de receber a faixa presidencial do ex-presidente.

Flávio faz discurso a uma semana do segundo turno

Durante o discurso na Paulista, Flávio Bolsonaro afirmou que o grupo precisava “virar essa página” do país e fez uma crítica direta ao PT. O candidato declarou que faltavam sete dias para, em suas palavras, “livrar o Brasil do PT”, além de dizer que Jair Bolsonaro passaria a faixa presidencial ao filho. A fala ocorreu diante dos apoiadores que participavam da manifestação na avenida.

O evento foi realizado exatamente uma semana antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para 25 de outubro. A mobilização ocorreu no mesmo dia em que Flávio e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmaram presença no debate presidencial organizado pela Band em parceria com Estadão, TV Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan. O confronto televisivo seria realizado à noite e representaria o primeiro debate direto entre os dois candidatos durante a campanha.

A atividade na Paulista fez parte de uma série de mobilizações organizadas pela campanha de Flávio durante o segundo turno. No sábado, 17 de outubro, o senador esteve no Espírito Santo ao lado do candidato ao governo estadual Lorenzo Pazolini (Republicanos) e do senador Magno Malta (PL). Na mesma data, o Bloco 22 também foi realizado em Salvador, na Bahia, seguindo o modelo de mobilização adotado em outras cidades.

Bandeiras estrangeiras viram ponto de atenção durante a manifestação

A presença de bandeiras dos Estados Unidos e de Israel chamou atenção durante a concentração na Paulista, especialmente porque a organização decidiu pedir que os símbolos de outros países fossem recolhidos antes dos discursos. A orientação não foi apresentada como uma proibição geral de participação, mas como um pedido para que o evento priorizasse os símbolos nacionais brasileiros. O aviso foi feito pelo carro de som principal diante dos manifestantes.

A medida ocorreu em uma mobilização na qual predominavam camisetas da seleção brasileira, bandeiras do Brasil e materiais com o número de urna de Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, algumas pessoas carregavam bandeiras que combinavam símbolos brasileiros e norte-americanos, enquanto outras exibiam bandeiras de Israel. As referências aos Estados Unidos também apareciam em produtos comercializados por vendedores ambulantes, como bonés associados a Donald Trump.

A orientação da organização aconteceu antes das principais falas políticas do evento e reforçou o caráter nacional que os responsáveis pretendiam dar à manifestação. Depois do pedido, a programação prosseguiu com discursos, músicas e a participação de lideranças políticas que apoiam a candidatura de Flávio. O ato terminou integrado à agenda eleitoral do candidato, que ainda teria pela frente o debate televisivo com Lula e a última semana de campanha antes da votação de 25 de outubro.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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