Últimas Notícias

Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra quais candidatos à Presidência contam com maior rejeição

A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, mostrou um cenário de forte rejeição aos principais candidatos à Presidência da República. Flávio Bolsonaro, do PL, foi rejeitado por 52,7% dos entrevistados, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, registrou 52% de rejeição. Os números revelam que, apesar da liderança dos dois nomes em diferentes cenários de intenção de voto, uma parcela expressiva do eleitorado demonstra resistência a ambos.

A pesquisa também apresentou um retrato importante sobre a disputa eleitoral de 2026, especialmente porque a rejeição pode ter peso significativo na definição do segundo turno. Flávio Bolsonaro vem ocupando uma posição de destaque entre os candidatos de oposição a Lula, enquanto o presidente tenta conquistar um novo mandato e manter sua base eleitoral. Nesse contexto, os índices registrados pela Atlas/Bloomberg mostram que os dois principais polos da disputa carregam níveis elevados de rejeição.

O levantamento foi realizado em um momento de intensa movimentação entre as candidaturas, com nomes da direita e da chamada terceira via tentando conquistar eleitores que não pretendem votar nem em Lula nem em Flávio. Augusto Cury, por exemplo, apresentou crescimento expressivo em pesquisas recentes e passou a ocupar uma posição mais relevante na corrida presidencial. Dessa forma, o índice de rejeição dos líderes precisa ser analisado junto com a fragmentação do eleitorado e com o desempenho dos candidatos que tentam romper a polarização.

Flávio Bolsonaro lidera rejeição entre os principais candidatos

O índice de 52,7% de rejeição coloca Flávio Bolsonaro em uma situação que pode representar um obstáculo para sua campanha, principalmente em uma eventual disputa de segundo turno. Mais da metade dos entrevistados afirmou que não votaria no senador do PL, resultado que demonstra a dimensão da resistência ao nome escolhido pelo bolsonarismo para a eleição presidencial. Ao mesmo tempo, a rejeição elevada não significa necessariamente que Flávio esteja fora da disputa, já que ele continua apresentando desempenho competitivo nos levantamentos de intenção de voto.

Lula aparece logo atrás, com 52% de rejeição na pesquisa Atlas/Bloomberg, praticamente empatado com Flávio nesse indicador. A proximidade dos percentuais demonstra que a rejeição aos dois principais nomes é bastante elevada e está concentrada em patamares semelhantes. Assim, o cenário eleitoral continua sendo marcado por uma forte divisão entre os eleitores, o que pode favorecer candidatos que consigam se apresentar como alternativas aos dois polos.

A rejeição também deve ser observada sob a perspectiva da transferência de votos entre o primeiro e o segundo turno. Em uma eleição presidencial, candidatos com índices elevados de rejeição podem encontrar dificuldades para ampliar sua votação quando precisam conquistar eleitores que não demonstram preferência por eles no primeiro momento. Por isso, as campanhas de Lula e Flávio tendem a trabalhar não apenas para consolidar seus apoiadores, mas também para reduzir a resistência existente entre os eleitores indecisos e os que hoje preferem outras candidaturas.

Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra disputa ainda fragmentada

O levantamento ocorre enquanto Augusto Cury ganhou espaço nas pesquisas e passou a aparecer como um dos nomes mais competitivos fora da polarização entre Lula e Flávio. O crescimento do candidato do Avante chamou atenção porque ele saiu de percentuais baixos em levantamentos anteriores e alcançou números mais expressivos em pesquisas divulgadas nos últimos dias. Com isso, a chamada terceira via passou a ocupar um espaço maior nas análises sobre a eleição de 2026.

A ascensão de Cury pode ser relevante justamente porque existe um contingente expressivo de eleitores que rejeita os dois principais candidatos. Quando mais da metade dos entrevistados afirma que não votaria em Lula ou Flávio, abre-se espaço potencial para candidaturas capazes de atrair eleitores que procuram uma alternativa. Entretanto, transformar rejeição aos líderes em votos efetivos exige uma campanha capaz de consolidar intenção de voto e superar a vantagem de exposição acumulada pelos candidatos mais conhecidos.

O comportamento desse eleitorado poderá ser decisivo nas próximas semanas, sobretudo porque a campanha eleitoral ainda está em fase de consolidação. Os índices de rejeição podem mudar conforme os candidatos ampliem sua exposição, apresentem propostas e sejam submetidos ao debate público. Além disso, ataques entre adversários, entrevistas e debates podem alterar a percepção dos eleitores e aumentar ou reduzir a resistência a determinados nomes.

Rejeição pode ser decisiva no segundo turno

Os números da Atlas/Bloomberg indicam que a eleição presidencial de 2026 continua marcada por uma disputa de alta intensidade entre candidatos com bases eleitorais bastante diferentes. Flávio Bolsonaro enfrenta a rejeição de 52,7% dos entrevistados, enquanto Lula aparece com 52%, o que cria uma disputa na qual a capacidade de conquistar eleitores de outros grupos poderá ser tão importante quanto a mobilização das bases já consolidadas. Nesse cenário, o desempenho dos candidatos alternativos também poderá interferir diretamente na composição de um eventual segundo turno.

Para Flávio, o desafio consiste em ampliar sua vantagem entre os eleitores que já se identificam com o campo bolsonarista e, simultaneamente, reduzir a rejeição fora desse grupo. Lula enfrenta problema semelhante, pois precisa manter sua base tradicional e conquistar eleitores que demonstram resistência ao governo e ao Partido dos Trabalhadores. Portanto, os índices de rejeição registrados pela pesquisa Atlas/Bloomberg funcionam como um alerta para as duas principais campanhas e mostram que a eleição ainda poderá sofrer mudanças importantes até a definição dos votos.

Mostrar mais

Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *