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Portal Metrópoles revelou que assessor de Lula recebeu presentes da lobista Roberta Luchsinger

O chefe de gabinete adjunto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, foi aconselhado por pessoas do entorno presidencial a deixar o cargo após a divulgação de informações sobre presentes recebidos da lobista Roberta Luchsinger. A recomendação surgiu depois de uma reportagem revelar que o assessor teria recebido itens de alto valor e uma festa de aniversário custeada pela empresária, que é apontada como próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Até o momento, porém, não havia confirmação oficial de que Berger tenha decidido deixar a função ou de quando uma eventual saída ocorreria.

Entre os presentes mencionados estão um relógio Cartier Tank de ouro avaliado em R$ 66 mil, uma obra do artista Antonio Veronese adquirida por 13 mil euros e uma festa realizada em um camarote do estádio Mané Garrincha, em Brasília. Segundo as informações divulgadas, os presentes teriam sido entregues quando Berger ocupava o cargo de número dois do Ministério da Saúde, durante a gestão da ex-ministra Nísia Trindade. Naquele período, ele e Roberta Luchsinger mantinham contatos relacionados a recursos destinados a estados e municípios.

O episódio ganhou maior repercussão porque mensagens atribuídas à lobista foram usadas para detalhar a relação mantida com integrantes da equipe presidencial. O Palácio do Planalto afirmou que Berger e a secretária pessoal de Lula, Cláudia Troiano, negam ter recebido presentes de Roberta, embora mensagens divulgadas pela imprensa apresentem registros que estão sendo considerados na apuração. Dessa maneira, o caso passou a envolver não apenas a permanência de Berger no governo, mas também a necessidade de esclarecer a natureza dos contatos e dos benefícios mencionados nas conversas.

Assessor de Lula e os presentes recebidos

As informações divulgadas apontam que Berger recebeu um relógio Cartier Tank de ouro avaliado em R$ 66 mil e um quadro do pintor Antonio Veronese comprado por 13 mil euros, valor que correspondia a cerca de R$ 83 mil na época. Também foi relatado que Roberta Luchsinger teria organizado e custeado uma comemoração de aniversário para o assessor em um camarote do estádio Mané Garrincha. O evento ocorreu durante um show de Caetano Veloso e Maria Bethânia, em novembro de 2024, segundo as informações divulgadas pela reportagem.

Além dos objetos e da festa, mensagens extraídas do celular de Roberta Luchsinger passaram a ser analisadas para compreender o relacionamento entre os envolvidos. Em uma das conversas divulgadas, Berger aparece agradecendo pela festa e, em outro registro, teria enviado uma fotografia do quadro de Veronese em sua residência, acompanhada de um emoji de coração. Esses registros foram apresentados como elementos que contradizem a versão de que nenhum presente teria sido recebido, embora a interpretação jurídica dos fatos dependa da análise completa das provas.

A situação também ganhou relevância porque Roberta Luchsinger aparece em investigações relacionadas a suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde. Segundo informações divulgadas anteriormente, a lobista teria mantido contatos com pessoas próximas ao governo e também era apresentada como sócia de Lulinha, embora não existam empresas formalmente registradas entre os dois. Paralelamente, mensagens atribuídas a Roberta indicaram suposta proximidade com integrantes do Palácio do Planalto, enquanto Lula afirmou publicamente não conhecê-la e a classificou como “pilantra”.

Berger já havia sido citado em outra controvérsia

A situação atual ocorre depois de Berger já ter sido mencionado em outra reportagem relacionada a Roberta Luchsinger. Em agosto, informações divulgadas pela imprensa mostraram que o então ex-chefe de gabinete havia afirmado ter recebido e posteriormente quitado um empréstimo de R$ 249 mil concedido pela empresária, que também era apontada como amiga de Lulinha. O episódio havia provocado questionamentos políticos sobre a permanência do assessor na equipe de Lula durante o período eleitoral.

Agora, a divulgação dos novos diálogos acrescentou informações sobre presentes e benefícios que teriam sido recebidos por Berger. Pessoas próximas ao presidente teriam aconselhado o assessor a pedir demissão, mas a saída ainda não havia sido oficialmente confirmada quando as informações foram divulgadas. Segundo relatos publicados, a avaliação entre integrantes do entorno presidencial era de que a permanência do funcionário poderia ampliar o desgaste político causado pelas revelações.

As mensagens também envolveram Cláudia Troiano, secretária pessoal de Lula, que teria mantido uma relação de proximidade com Roberta Luchsinger. Segundo a reportagem, a lobista teria providenciado ingressos para shows, roupas e um presente de uma joalheria para a secretária, enquanto o Planalto informou que Cláudia também nega ter recebido presentes. Assim, diferentes relações pessoais passaram a ser examinadas simultaneamente, ainda que cada situação precise ser analisada individualmente e com base nas provas disponíveis.

O que pode acontecer com o cargo de Berger

A eventual saída de Swedenberger Barbosa ainda dependia de uma decisão formal e não havia sido confirmada pelo Palácio do Planalto até a publicação das informações mais recentes. Caso o pedido de demissão seja apresentado, a Presidência deverá definir quem assumirá a função de chefe de gabinete adjunto e como ficará a estrutura responsável pelo atendimento às demandas internas do presidente. Enquanto isso, as circunstâncias envolvendo os presentes e os contatos com Roberta Luchsinger continuam sendo objeto de questionamentos políticos e jornalísticos.

O caso também deverá ser acompanhado à luz das investigações que envolvem Roberta Luchsinger e outros nomes relacionados a suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde. Até o momento, as informações divulgadas sobre os presentes e as mensagens não equivalem, por si só, a uma condenação ou à comprovação de crime por parte de Berger ou dos demais citados. A definição sobre responsabilidades dependerá da análise das provas e das conclusões das autoridades competentes, enquanto uma eventual exoneração poderá representar uma decisão administrativa e política do governo.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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