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Quaest: Lula e Flávio empatam com 41% no segundo turno

A disputa pela Presidência da República ganha um novo elemento de atenção a partir da mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (7). Em uma eventual segunda etapa da eleição entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois aparecem com 41% das intenções de voto, configurando empate numérico. O resultado chama atenção porque é a primeira vez desde março que os dois nomes alcançam exatamente o mesmo percentual nesse cenário. A aproximação reforça a importância dos próximos levantamentos, especialmente em uma eleição marcada por diferentes possibilidades de composição no segundo turno.

Na pesquisa anterior, Lula aparecia com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 41%. Agora, a diferença de um ponto percentual deixou de existir. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os números indicam um cenário de equilíbrio entre os dois candidatos. Além dos percentuais atribuídos aos concorrentes, a pesquisa mostra que 5% dos entrevistados ainda não decidiram em quem votar, enquanto outros 13% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo ou que não deverão comparecer às urnas. Esses dados mostram que uma parcela relevante do eleitorado ainda pode influenciar a configuração final da disputa.

Entre os nomes testados pela Quaest para um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro apresenta o maior percentual entre os adversários considerados nas simulações contra Lula. O levantamento também avaliou outros possíveis confrontos e encontrou cenários nos quais a vantagem do atual presidente é mais ampla ou permanece dentro de uma faixa de proximidade. A variedade dos resultados evidencia que a corrida eleitoral ainda apresenta diferentes possibilidades e que o desempenho de cada candidato pode variar conforme o adversário considerado. Por isso, a leitura dos números exige atenção não apenas ao percentual de cada nome, mas também à margem de erro e ao grupo de eleitores que ainda não definiu sua escolha.

Em uma simulação entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), o presidente registra 41% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Goiás aparece com 38%. Já no cenário envolvendo Renan Santos (Missão), Lula alcança 42%, contra 37% do candidato do Missão. A pesquisa também avaliou uma disputa entre Lula e Romeu Zema (Novo), na qual o presidente chega a 44%, enquanto o governador de Minas Gerais registra 33%. Os números mostram diferenças importantes entre os cenários, indicando que a preferência do eleitorado pode apresentar mudanças de acordo com os nomes colocados em uma eventual segunda etapa da eleição.

Outro ponto relevante do levantamento é o comportamento dos eleitores que ainda não manifestaram uma escolha definitiva. Em uma eleição presidencial, esse grupo pode ter papel significativo na definição dos resultados à medida que a campanha avança, propostas são apresentadas e os candidatos ampliam sua exposição junto ao eleitorado. A presença de 5% de indecisos no cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, somada aos 13% que indicam voto branco, nulo ou ausência, revela que os percentuais dos candidatos não representam todo o eleitorado consultado. Dessa forma, novas pesquisas poderão ajudar a identificar se o atual equilíbrio se mantém ou se haverá mudanças ao longo dos próximos meses.

A pesquisa Quaest foi realizada entre quinta-feira (3) e domingo (6) de setembro, com 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01720/2026. Com Lula e Flávio Bolsonaro empatados em 41% no principal cenário apresentado, o levantamento coloca a disputa presidencial novamente no centro das atenções e mostra que, neste momento, a corrida eleitoral permanece aberta a diferentes movimentos e mudanças de cenário.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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