Quaest revela alta rejeição de Lula e Flávio; veja o que os números mostram

Quaest: Flávio é rejeitado por 56%; Lula, por 55%
Quaest: Flávio é rejeitado por 56% dos eleitores
A pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro mostrou um cenário de elevada rejeição entre os principais candidatos à Presidência da República. Segundo o levantamento, 56% dos entrevistados que conhecem Flávio Bolsonaro (PL) afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum, enquanto 55% deram a mesma resposta em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, a diferença de apenas um ponto não permite estabelecer uma distância estatisticamente significativa entre os dois. Dessa forma, o levantamento registrou uma disputa marcada não apenas pela proximidade nas intenções de voto, mas também por um elevado nível de resistência aos dois principais nomes do cenário eleitoral.
Rejeição de Lula e Flávio supera 50% na pesquisa
Além de Lula e Flávio, a pesquisa mediu a rejeição de outros candidatos que disputam a Presidência. Romeu Zema (Novo) registrou 43%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) apareceu com 40%. Na sequência, Renan Santos (Missão) alcançou 35%, e Augusto Cury (Avante) marcou 28%. Rui Costa Pimenta (PCO) teve 25%, ao passo que Samara Martins (UP) e Edmilson Costa (PCB) registraram 13% cada. Hertz Dias (PSTU) apareceu com 11%, Wilson Grassi (Democrata) teve 10%, Clariana Barão (DC) somou 9% e Leonardo Avalanche (PRTB) registrou 7%. Portanto, os números revelaram diferenças importantes entre os candidatos, embora a interpretação desses percentuais dependa também do grau de conhecimento que cada nome possui entre os eleitores.
O que significa a rejeição medida pela Quaest?
Na metodologia utilizada pela Quaest, a rejeição não representa uma avaliação geral sobre o candidato nem significa necessariamente que o eleitor permanecerá contrário a ele até o dia da votação. A pergunta considera os candidatos que o entrevistado conhece e procura identificar aqueles em relação aos quais a pessoa declara que não votaria de jeito nenhum. Por isso, esse indicador costuma ser observado especialmente em disputas acirradas, já que um percentual elevado de rejeição pode limitar a capacidade de determinada candidatura de conquistar votos adicionais. No caso de Lula e Flávio, os números ficaram praticamente nivelados. Além disso, na pesquisa divulgada em 21 de setembro, 79% dos eleitores que haviam declarado intenção de voto disseram que a escolha já era definitiva, enquanto 21% admitiram que ainda poderiam mudar de opção.
Quaest: Flávio é rejeitado por 56% e Lula permanece em 55%
A evolução em relação à rodada anterior também ajuda a compreender o resultado. Na pesquisa divulgada em 14 de setembro, tanto Flávio quanto Lula apareciam com 55% de rejeição. Uma semana depois, o percentual atribuído ao senador oscilou para 56%, enquanto o índice do presidente permaneceu em 55%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, a alteração de um ponto deve ser interpretada com cautela. Ou seja, não é possível afirmar, apenas a partir dessa variação, que tenha ocorrido uma mudança efetiva na rejeição dos eleitores. Ainda assim, o dado demonstra que os dois candidatos chegaram à reta final com níveis elevados de resistência, cenário que pode influenciar a estratégia das campanhas na tentativa de conquistar eleitores que ainda não estejam plenamente definidos.
Rejeição e intenção de voto precisam ser analisadas juntas
Outro ponto importante é que rejeição e intenção de voto são indicadores diferentes. Na mesma pesquisa de 21 de setembro, Lula registrou 37% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio apareceu com 33%. Em um eventual segundo turno entre os dois, o senador tinha 42% e Lula, 41%, dentro da margem de erro. Portanto, o eleitor que declara intenção de votar em um candidato pode, ao mesmo tempo, existir dentro de um ambiente de forte polarização e resistência ao adversário. Além disso, uma parcela dos entrevistados ainda não havia consolidado completamente sua escolha. Dessa maneira, os dados não devem ser interpretados isoladamente, mas como partes diferentes de um mesmo cenário eleitoral, no qual a capacidade de ampliar apoio e reduzir rejeição pode ter relevância na reta final da campanha.
Cenário eleitoral muda na pesquisa mais recente da Quaest
A rodada posterior da Quaest, divulgada em 28 de setembro, apresentou algumas mudanças nas intenções de voto. No primeiro turno, Lula passou de 37% para 39%, enquanto Flávio avançou de 33% para 34%. Augusto Cury caiu de 6% para 4%, Ronaldo Caiado permaneceu em 4%, Renan Santos ficou em 3% e Romeu Zema continuou com 1%. Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, os dois apareceram com 42% cada. A nova pesquisa foi realizada entre 24 e 27 de setembro, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais e possui margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Assim, embora o título deste artigo trate dos números de rejeição da rodada anterior, o levantamento mais recente mostra que a disputa continuava estatisticamente apertada a poucos dias do primeiro turno.
O que os números indicam sobre a reta final?
A elevada rejeição registrada na pesquisa de 21 de setembro deve ser observada, portanto, dentro de um contexto eleitoral em rápida movimentação. Lula e Flávio concentravam os maiores percentuais de resistência entre os nomes testados, enquanto as intenções de voto mostravam diferenças relativamente pequenas nas simulações divulgadas pelo instituto. Ao mesmo tempo, a nova rodada de 28 de setembro registrou redução dos eleitores indecisos no primeiro turno, de 8% para 5%, segundo os dados divulgados, enquanto o percentual de votos em branco, nulos ou de pessoas que não pretendiam votar passou de 7% para 10%. Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, os números serão acompanhados pelas campanhas, mas não permitem antecipar o resultado das urnas. Afinal, pesquisas representam um retrato estatístico do período em que foram realizadas, e não uma garantia sobre o comportamento final do eleitorado.





