Últimas Notícias

Quase na reta final, Lula e Flávio estão fazendo de tudo para conquistar mais eleitores

A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro concentrava a maior parte das intenções de voto para a Presidência a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições de 2026. No Datafolha divulgado em 17 de setembro, Lula aparecia com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio registrava 36%, em uma pesquisa com margem de erro de dois pontos percentuais. Considerando somente os votos válidos, que excluem brancos e nulos, os percentuais eram de 43% para Lula e 39% para Flávio.

Pelas regras eleitorais, a eleição presidencial pode ser encerrada no primeiro turno quando um candidato obtém maioria absoluta dos votos válidos. Caso nenhum concorrente alcance essa marca, os dois mais votados disputam o segundo turno, marcado para 25 de outubro, enquanto o primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro. Dessa forma, os números registrados pelo Datafolha mantinham aberta a possibilidade de uma segunda votação, sem permitir antecipar o resultado das urnas.

A pesquisa também mostrou outros candidatos na disputa, embora com percentuais menores que os dois primeiros colocados. Augusto Cury aparecia com 6% dos votos totais, Ronaldo Caiado com 4%, Renan Santos com 3%, Romeu Zema com 2%, enquanto Samara Martins e Rui Costa Pimenta tinham 1% cada. Além disso, 6% declararam intenção de votar em branco ou nulo e 3% permaneciam indecisos, segundo o levantamento realizado com 2.002 entrevistados em 125 municípios.

Voto útil ganha espaço na reta final

Com a concentração da disputa entre os dois primeiros colocados, o chamado voto útil passou a fazer parte das estratégias das campanhas. Esse movimento ocorre quando eleitores que inicialmente pretendiam escolher outro candidato alteram sua decisão para apoiar um nome considerado com maior possibilidade de chegar às primeiras posições. Entretanto, a pesquisa não permite determinar antecipadamente se ou em que proporção esse tipo de mudança ocorrerá até o dia da votação.

Os dados do Datafolha indicavam que os candidatos que não eram Lula ou Flávio reuniam 16% dos votos válidos. Entre eles, Augusto Cury tinha 6%, Ronaldo Caiado 4%, Renan Santos 3% e Romeu Zema 2%, além de Samara Martins e Rui Costa Pimenta, com 1% cada. Assim, parte relevante do eleitorado ainda estava distribuída entre outras candidaturas, o que mantinha espaço para alterações no quadro até o primeiro turno.

O comportamento desses eleitores também era observado pelas campanhas por causa da proximidade da votação. Em 2022, a disputa pelo voto de eleitores de outras candidaturas também ganhou espaço na etapa final, especialmente entre os apoiadores de Ciro Gomes e Simone Tebet. Naquele pleito, Lula terminou o primeiro turno com 48,4% dos votos válidos e Jair Bolsonaro com 43,2%, enquanto a decisão da Presidência ficou para a segunda votação.

Indecisos também entram no cálculo eleitoral

Além dos votos destinados a outras candidaturas, as campanhas acompanhavam o grupo que ainda não havia definido sua escolha. No Datafolha de setembro, 3% dos entrevistados estavam indecisos na pesquisa estimulada, enquanto 6% declaravam voto branco ou nulo. Na pesquisa espontânea, na qual os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o percentual de indecisos era de 21%, segundo o levantamento.

Esse contingente pode alterar os percentuais finais das candidaturas caso parte desses eleitores escolha um nome até a votação. Entretanto, pesquisas eleitorais representam a intenção declarada no período em que as entrevistas são realizadas e não constituem garantia sobre o resultado oficial. No levantamento de setembro, as entrevistas foram feitas entre 15 e 17 de setembro, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04029/2026.

A distância entre Lula e Flávio também havia diminuído em relação a levantamentos anteriores do mesmo instituto. No primeiro turno, os dois apareciam com 39% e 36%, respectivamente, enquanto na semana anterior Lula tinha 39% e Flávio 35%, segundo os dados divulgados pela Folha. A margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos precisava ser considerada na interpretação dessa diferença.

Primeiro turno depende dos votos válidos

Para que a eleição presidencial seja definida em 4 de outubro, um dos candidatos deverá alcançar maioria absoluta dos votos válidos. Se nenhum atingir esse percentual, os dois candidatos mais votados participarão do segundo turno previsto para 25 de outubro. A legislação eleitoral estabelece que, nessa segunda etapa, será eleito quem obtiver a maioria dos votos válidos.

Nesse cenário, os dados divulgados em setembro mostravam Lula com 43% e Flávio com 39% dos votos válidos no levantamento do Datafolha. Os demais candidatos somavam 16%, enquanto a pesquisa também registrava eleitores indecisos e pessoas que pretendiam votar em branco ou anular. Portanto, o quadro apresentado pelo instituto mostrava uma disputa ainda em andamento, com diferentes grupos de eleitores sendo acompanhados pelas campanhas na reta final.

Mostrar mais

Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *