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Brasileiros que moram em outros países estão votando na manhã deste domingo e Flávio leva vantagem

A apuração dos votos de brasileiros que vivem fora do país começou a revelar diferenças entre o desempenho dos candidatos à Presidência nas eleições deste domingo (25). Nos primeiros resultados disponíveis do segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) acumulava mais votos do que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na soma de sete países, embora o presidente tivesse sido o mais votado em quatro dessas localidades. O cenário parcial mostrava como a distribuição dos votos por país poderia produzir um resultado diferente daquele observado quando se considera apenas a quantidade de nações em que cada candidato ficou à frente.

Em atualização publicada às 7h25 deste domingo, a Jovem Pan informou que Flávio somava 47.960 votos, enquanto Lula registrava 12.550 nos sete países com resultados disponíveis naquele momento. Os números eram baseados nos boletins de urna divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ainda não representavam a totalização oficial da votação no exterior. A diferença era influenciada principalmente pelo resultado japonês, onde o candidato do PL havia recebido uma quantidade de votos muito superior à do adversário.

Naquele levantamento, Lula aparecia à frente na China, na Coreia do Sul, na Nova Zelândia e em Singapura, enquanto Flávio liderava no Japão, nas Filipinas e na Malásia. A divisão demonstrava que vencer em mais países não significava necessariamente reunir a maior quantidade de votos no conjunto das localidades já apuradas. Como a votação no exterior ocorria em horários diferentes, conforme o país, os resultados ainda poderiam mudar à medida que novas urnas fossem contabilizadas.

Japão concentra a maior diferença entre os candidatos

O Japão apresentava a maior diferença entre os dois candidatos nos resultados parciais divulgados durante a manhã de domingo. Flávio Bolsonaro havia recebido 47.306 votos no país asiático, contra 11.201 de Lula, uma vantagem de 36.105 votos para o candidato do PL. A distância registrada nessa localidade era suficiente para explicar grande parte da diferença entre os totais acumulados pelos dois políticos nos sete países incluídos no levantamento.

Além do Japão, Flávio também havia obtido mais votos nas Filipinas e na Malásia, embora as diferenças nesses países fossem muito menores. Nas Filipinas, o senador recebeu 39 votos, enquanto Lula somou 27, uma diferença de 12 votos. Já na Malásia, Flávio alcançou 44 votos, contra 41 do presidente, uma vantagem de apenas três votos que evidenciava o peso das diferenças locais em países com eleitorados menores.

Os números japoneses precisavam ser considerados dentro do contexto geral da votação internacional, pois o resultado de um país com grande concentração de votos pode influenciar fortemente a soma parcial. Mesmo que um candidato vença em várias localidades, uma diferença expressiva em outro território pode alterar a comparação entre os totais nacionais registrados no exterior. Por isso, a quantidade de países vencidos e o total de votos recebidos são indicadores distintos e precisam ser analisados separadamente.

Lula aparece à frente em quatro países com resultados disponíveis

Apesar da vantagem de Flávio na soma parcial, Lula havia recebido mais votos em quatro dos sete países contabilizados. Na China, o presidente somava 502 votos, diante de 267 do adversário, enquanto na Coreia do Sul o resultado era de 148 votos para Lula e 82 para Flávio. Esses números indicavam vantagem do petista nas duas localidades asiáticas, ainda que os totais fossem inferiores aos registrados no Japão.

Na Nova Zelândia, Lula recebeu 418 votos, enquanto Flávio contabilizou 101, diferença de 317 votos em favor do presidente. Em Singapura, o petista também ficou à frente, com 213 votos, contra 121 do senador, ampliando a vantagem em outras duas localidades nas quais a votação já havia sido divulgada. A soma desses resultados ajudava a explicar por que Lula aparecia na liderança em mais países, mesmo permanecendo atrás na quantidade total de votos dos sete locais analisados.

A comparação entre os países mostrava que a distribuição geográfica do eleitorado brasileiro no exterior tinha influência direta sobre os números parciais. Os resultados da China, da Coreia do Sul, da Nova Zelândia e de Singapura favoreciam Lula, enquanto a votação japonesa ampliava o total de Flávio de maneira significativa. Como os boletins ainda estavam sendo divulgados, entretanto, o quadro observado naquela manhã não deveria ser tratado como uma representação definitiva do resultado internacional do segundo turno.

Quase 919 mil brasileiros estão aptos a votar no exterior

Segundo os dados eleitorais divulgados para as eleições de 2026, 918.876 brasileiros estavam aptos a votar fora do país, distribuídos por 186 cidades. Esse eleitorado havia crescido 31,82% em comparação com o registrado em 2022, ampliando a quantidade de brasileiros habilitados a participar da escolha presidencial no exterior. Diferentemente dos eleitores que votam em território nacional, brasileiros com domicílio eleitoral fora do país participam apenas da eleição para presidente da República.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Lula havia vencido em 64 países, enquanto Flávio ficara à frente em 36, além de um empate registrado na Guiné-Bissau. Na soma dos votos válidos contabilizados no exterior naquela etapa, o petista recebeu 47,57%, enquanto o candidato do PL alcançou 43,49%. Esses números se referiam à primeira votação e não poderiam ser confundidos com os resultados parciais do segundo turno divulgados neste domingo.

A apuração internacional continuava sujeita à chegada de novos boletins, já que os horários de votação variavam conforme os fusos horários e a organização das seções eleitorais em cada país. A totalização oficial dos votos no exterior estava prevista para começar após as 17h, pelo horário de Brasília, conforme o calendário informado para a divulgação dos resultados. Até lá, os números disponíveis permitiam acompanhar a evolução da votação, mas ainda não estabeleciam o resultado consolidado dos brasileiros que participaram da eleição fora do território nacional.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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