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A nova pesquisa Gerp sobre a disputa Flávio x Lula, a última antes do segundo turno

A menos de 24 horas do segundo turno das eleições presidenciais, o instituto Gerp divulgou sua última rodada de levantamento eleitoral, trazendo um panorama detalhado da intenção de voto em todo o território nacional. O estudo, realizado entre os dias 22 e 24 de outubro, ouviu 2.400 eleitores e revela uma disputa extremamente acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Com os dados já consolidados, o cenário aponta para uma definição que só será conhecida oficialmente nas urnas neste domingo, 25 de outubro.

Votos válidos: liderança numérica sem vantagem estatística

Nos votos válidos — que consideram apenas quem declarou um dos dois candidatos — Flávio Bolsonaro aparece com 52% e Lula com 48%. A diferença numérica é de 4 pontos percentuais, mas o próprio instituto classifica o resultado como empate técnico. Isso significa que, dentro da margem de erro estabelecida para o levantamento, não há uma vantagem confirmada de um candidato sobre o outro. A base de respostas válidas nesse recorte foi de 2.308 entrevistados, refletindo a participação ativa da maioria dos participantes na pesquisa.

Votos totais e pergunta espontânea: cenários reforçam equilíbrio

Quando considerados todos os entrevistados, incluindo aqueles que ainda estavam indecisos ou não responderam, os números permanecem muito próximos. Flávio tem 49% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46%. Outros 3% não sabem ou não responderam, e 1% afirmou que não votaria em nenhum dos dois. A diferença de 3 pontos também é considerada insuficiente para definir vantagem real entre os candidatos. Já na pergunta espontânea — quando os nomes não são sugeridos ao entrevistado — Flávio aparece com 47% e Lula com 44%, mantendo o mesmo padrão de proximidade.

Comparação com rodada anterior: estabilidade nos números

Em relação à pesquisa anterior, divulgada em 21 de outubro, os números variaram pouco. Nos votos válidos, Flávio recuou de 53% para 52%, enquanto Lula avançou de 47% para 48%, reduzindo a diferença de 6 para 4 pontos percentuais. Nos votos totais, o senador passou de 50% para 49% e o presidente, de 45% para 46%. O instituto destaca que todas essas movimentações ocorreram dentro da margem de erro, indicando que a posição relativa entre os candidatos permaneceu estável na reta final da campanha.

Divisão regional: Nordeste puxa Lula; Sul e Centro-Oeste com Flávio

O recorte regional revela onde cada candidato constrói seus principais apoios. No Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro tem 71% dos votos válidos, ante 29% de Lula. No Sul, o cenário é semelhante: 65% para o senador e 35% para o presidente. No Nordeste, a vantagem se inverte: Lula registra 60% e Flávio, 40%. Nessas três regiões, a diferença é considerada estatisticamente significativa pelo instituto. Já no Norte, Flávio tem 56% contra 44% de Lula, e no Sudeste, 51% a 49% — nas duas regiões, a pesquisa aponta empate técnico.

Gênero e renda: fatores que moldam o eleitorado

A divisão por gênero mostra padrões distintos de votação. Entre os homens, Flávio tem 56% das intenções de voto totais e Lula, 40%. Entre as mulheres, o cenário se inverte: Lula aparece com 50% e Flávio com 43%. A renda também influencia claramente a escolha: entre quem recebe até um salário mínimo, Lula alcança 61% contra 32% de Flávio. Nas faixas de renda mais alta, a vantagem passa para o candidato do PL: 53% entre dois e cinco salários, 54% entre cinco e dez salários e 52% entre dez e vinte salários.

Rejeição: números próximos também nesse indicador

A rejeição aos candidatos é outra medida importante da pesquisa. Lula é rejeitado por 48% dos entrevistados, enquanto Flávio é rejeitado por 45% — diferença de 3 pontos, também classificada como empate técnico. Por gênero, a rejeição a Lula chega a 54% entre os homens, enquanto a rejeição a Flávio alcança 51% entre as mulheres. Por renda, 61% dos eleitores com renda de até um salário mínimo dizem não votar em Flávio, enquanto a rejeição a Lula ultrapassa 50% nas faixas intermediárias e mais altas de renda.

Metodologia e o que esperar para domingo

A pesquisa foi realizada por telefone entre os dias 22 e 24 de outubro, com 2.400 eleitores ouvidos em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95,55%, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09327/2026. É fundamental lembrar que pesquisa eleitoral é um retrato de intenção de voto em um momento específico. O resultado efetivo será conhecido apenas quando as urnas forem fechadas neste domingo à noite. O empate técnico reforça o que outras pesquisas já vinham sinalizando: a decisão está nas mãos de cada eleitor, e cada voto fará a diferença. Compareça às urnas e faça sua escolha com tranquilidade.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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